terça-feira, fevereiro 27, 2007

A união faz a força


Hoje queria transcrever aqui um Editorial da excelente revista Loup & Bar, n.º 13, Fev/Mar 2007, sobre a preservação do robalo e que faz muito sentido num momento em que Portugal se trata tão mal a pesca desportiva e os pescadores lúdicos:


"Todo o pescador está- ou deveria estar- interessado na preservação do objecto da sua paixão, ou seja no nosso caso, o robalo e mais genericamente, as espécies marinhas e o ambiente onde evoluem. Ora, podemos constatar, mesmo que isso se aplique a muitas outras áreas, que os pescadores que investem investem nisso com verdadeira iniciativas estão longe de ser a maioria. Agora com o aparecimento da Internet, espectacular meio de trocas, os que partilham os mesmos ideais, podem agrupar-se. Assim têm surgido nos últimos seis, sete anos, diversas associações como é o caso da CARVENIR ou a UNION NATIONALE des CARPISTES en MOUVEMENT no que diz respeito à água doce e o COLLECTIF BAR EUROPÉEN (CBE) para a pesca no mar. Contudo, se queremos realmente mudar alguma coisa não podemos ficar apenas atrás do teclado a polemizar o tema. É necessário também um maior envolvimento no meio associativo. Para defender os interesses de todos os pescadores é preciso bem mais determinação, convição e coragem. Por exemplo, se queremos aumentar o tamanho legal de captura do robalo ou introduzir períodos de proibição de pesca coincidentes com as épocas de reprodução, temos de nos preparar para um verdadeiro combate que exige sacrificar bastante do nosso tempo livre. Não basta apenas interpelar os poderes políticos e sensibilizar a opinião pública, é necessário também enfrentar a hostilidade de todos aqueles que apenas vêm os interesses imediatos da captura e não se preocupam em assegurar a continuidade dos recursos, que são um património comum, de onde retiram proveitos sem qualquer escrúpulo.

Não nos podemos esquecer, a união faz a força!"

Olivier Darot

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Uma sessão de pesca nocturna

Preparados e equipados para mais uma sessão nocturna, eu e o meu amigo Mário Rodrigues, fomos desta vez à praia da Légua, situada a Norte da Nazaré, procurar os robalos numa coroa que tinha estado a observar de tarde e que me pareceu ter todas as condições para dar peixe.

A Légua é uma praia muito extensa, de fundo misto, tendo muitas zonas com rochas, o que resulta em excelentes condições para corricar e pescar ao fundo. O local escolhido fazia muita feição pois a coroa vinha por fora de um fundão, onde as rochas estavam a descoberto, o que na minha opinião era óptimo.

A maré estava na fase ascendente, o vento soprava de terra com muito pouca intensidade, não fazia frio e a lua aproximava-se da lua cheia, iluminando a praia. Tendo começado por utilizar um pingalim, também conhecido por mangueira ou tubo, de cor vermelha, sem dúvida os mais utilizados à noite, numa montagem com chumbada de 70 grs pois o mar não permitia a boia de água, os primeiros lançamentos vieram confirmar que de facto se conseguia alcançar a coroa e que alguns metros depois começava a surgir pedra, prendendo a amostra por algumas vezes.

Vendo isso optei por recuperar lentamente em cima da coroa e um pouco mais rapido, mas mesmo assim lento para a velocidade com que vejo a maior parte dos pescadores que corricam recuperar, em cima da pedra e os toques começaram a surgir geralmente na zona de transição da coroa para a zona de rochas ou, como aconteceu com os maiores exemplares, mesmo por cima das pedras junto a terra. Tendo trocado de amostra passei para uma RED GILL 11. 5 cms, pintada por mim, especialmente indicada para pescas à noite e em pouco mais de duas horas consegui capturar oito robalos, todos com medida regulamentar, o maior dos quais tinha 2.6 kgs. O meu colega de pesca tinha conseguido tirar quatro também com uma amostra semelhante.

Foi uma excelente jornada de pesca, demonstrando perfeitamente que o corrico nocturno é bastante compensador quando conseguimos conjugar algumas das condições ideais.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Cinema

Como o mar tem andado pouco propício à pesca lá fui fazer uns "lançamentos" às novidades cinematográficas e acabei por pescar o novo filme de Will Smith "Em busca da felicidade". É a história simples e directa da tenacidade de um pai que luta por um emprego sem descurar o amor, a atenção e o carinho ao seu filho de 5 anos. É um filme que nos deixa uma mensagem simples e que faz todo o sentido neste mundo louco em que vivemos: é possível conseguir vencer com trabalho e perseverança. É uma lição para todos os pais que tantas e tantas vezes se esquecem de que o mais importante na vida são os nossos filhos. A atenção e o carinho são o bem mais precioso que lhes podemos dar. O conforto de saberem que estamos lá por eles é muito mais importante que qualquer tipo de prenda que lhes possamos dar por mais cara que seja.
Porque a vida não se faz apenas de pesca e trabalho às vezes é preciso parar para pensar um pouco no que somos e no que fazemos.
P.S. Dedico este post a um pai que nunca tive mas que existe.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

A PESCA AO ROBALO COM JERKBAITS

Os jerkbaits são amostras verdadeiramente incontornáveis para quem quer pescar robalos com amostras directas quer de barco quer a partir da costa. Devem fazer parte de qualquer caixa de amostras e podem-nos propiciar grandes momentos de pesca.

Estas amostras apresentam como característica fundamental o seu corpo alongado e afilado com um “babete” situado debaixo da cabeça com uma inclinação de 45º em relação ao corpo da amostra. É exactamente por causa deste pequeno apendice de plástico translúcido que conseguimos distinguir os jerkbaits dos “longbill minnows” que a possuem bem mais comprida e colocada directamente no enfiamento da cabeça da amostra.

Actualmente podemos encontrar no mercado vários modelos de jerkbaits podendo-se, no entanto, distinguir duas grandes categorias: duros e flexíveis.



Quanto aos primeiros são geralmente construídos em plástico duro e podem ser monobloco ou articulados. Os segundos são construídos em material plástico macio e flexível que procura imitar com grande precisão os pequenos peixes que constituem a ementa dos predadores.

Por outro lado, os jerkbaits podem também ser silenciosos ou possuir pequenas esferas que produzem ruídos e vibrações que acaba por atrair os robalos. Se estes ruídos ou ressonâncias forem agudos podemos afirmar que estamos na presença de jerkbaits que emitem ondas de alta frequência. Se por outro lado, emitem sons graves estamos na presença de umjerkbait que emite ondas de baixa frequencia. Este tipo de amostras pode ser utilizado durante todo o ano ou temporada e em praticamente todas as condições de tempo e mar. É normal encontrar para cada modelo um conjunto variado de cores diferentes, havendo jerkbaits que procuram imitar pequenos peixes, os imitativos e outros que, com cores mais fortes procuram produzir os ataques dos robalos, são os incentivadores.


Entre os jerkbaits podemos encontrar três grandes categorias:
1. Flutuantes – Aqueles que quando paramos a recuperação regressam lentamente à superfície;
2. Afundantes – Aqueles que aquando da paragem da recuperação afundam lentamente para a profundidade inicial ou para aquela aquando do reinício da recuperação;
3. Suspensos – Aqueles aquando da paragem da recuperação permanecem suspensos na água.

Os jerkbaits são amostras destinadas a pescar a meia água, atingindo geralmente profundidades entre os 0.5 e os 1.5 m (no máximo podem chegar aos 2 m). Como tal podem e devem ser utilizados em zonas com pouca profundidade ou com alguns obstáculos onde podemos perder as nossas amostras. Mesmo em zonas de águas um pouco mais profundas podemos perfeitamente apostar nos jerkbaits, optando apenas por modelos mais ruidosos que irão certamente atrair os robalos dessas zonas mais fundas.




Boas pescas a todos. Não se esqueçam amostras no saco não apanham peixe.