sexta-feira, janeiro 18, 2008

A cor das amostras (III)

As chamadas cores imitativas, aquelas que pretendem imitar mais perfeitamente a cor das presas dos robalos, destinam-se a exaltar e provocar o instinto de fome entre os predadores. É o caso das amostras que imitam as sardinhas, as cavalas, ou pequenas tainhas, manjar tão apreciado dos nossos robalos.




As cores incitativas são cores fortes, fora do comum, que têm por objectivo provocar a agressividade do robalo levando a atacar a amostra mesmo que não tenha fome ou ande a caçar.

Por quais devemos então optar? Na nossa modesta opinião devemos ter as duas opções na nossa caixa de amostras de forma a conseguirmos tirar o maior proveito possível das vantagens de ambas. Se é verdade que em muitas ocasiões os peixes apenas pegam em amostras discretas, mesmo de noite, também não é menos que noutros momentos, as amostras com as cores mais improváveis são aquelas que vão buscar os maiores exemplares e as melhores pescas.

6 comments:

ZedosRobalos disse...

Viva Fernando,

Antes de mais parabéns pelo blog, que, pelo que tenho visto, está bastante esclarecedor para qualquer amante da pesca ao robalo.

Também eu os pesco desde puto, e tem sido "demais" assistir à evolução que as técnicas de pesca têm sofrido ao longo dos tempos. É claro que o "spinning" não será novo, mas há zonas do país em que ainda não chegou,ou pelo menos não se generalizou.
Por vezes dou por mim a rir-me da "cana da índia" que zelosamente o meu pai e o meu avô
me prepararam para que eu me iniciasse nas lides, por alturas da frequência da 4.ª classe.
As amostras eram compradas a metro e cuidadosamente trabalhadas em casa com um canivete afiado.Falo das famosas "camisas de bicicleta" que também proporcionaram valentes capturas. Mais tarde apareceram os pingalins, os "red gill", os "raglou" e só muito mais tarde as " rapalas".

As "canas da índia",cá em casa, deram lugar no início dos anos 70 às não menos famosas "Sportex" que eram pau para toda a obra. Pescavamos com elas à amostra (com borracha)mas também serviam para pescar ao fundo.Na altura escasseava o dinheiro e a palavra de ordem era poupar o material.Só muito mais tarde tive direito a una cana de "carbono", e tinha que suportar a "inveja" dos me apelidavam de menino rico.

Hoje em dia, qualquer "badameco"( sem ofensa) aparece na praia ou nas rochas equipado com tudo o que há de melhor e... PESCAM!!! (...os maiores exemplares "gostam" mais das "lucky craft" e afins...). Estou a falar do spining, que ainda não abracei a 100% mas que, reconheço, é de "morrer" agarrado à cana.

Termino, pedindo desculpa pelo "post", (deveria ser um simples comentário)mas o "vício" é tramado.

Boas "postas" e boas pescarias.
Um abraço.

zedosrobalos-CaboMondego

Fernando Corvelo disse...

Meu caro Zédosrobalos,

Antes de mais obrigado pelos parabéns pelo blog que não é mais do que o reflexo da minha grande paixão pela pesca. Já pesco vai para 30 anos e sempre a aprender todos os dias alguma coisa nova.

Também eu tive uma cana da india e depois fui evoluindo para outros materiais e experimentando outras técnicas e modalidades de pesca.

Hoje dedico-me mais ao spinning porque é um tipo de pesca que permite emoçoes mais fortes e se adequa mais ao pouco tempo que temos para pescar devido à vida intensa que levamos.

Também comecei pelos pipos de bicicleta e ainda hoje os tenho e utilizo. Ainda hoje gosto de pintar os meus pingalins para encontrar aquela cor mais especial e que nos dá a crença de que iremos apanhar mais robalos.

Os novos materiais e amostras trouxeram à pesca novas abordagens e desafios permitindo que mais pessoas apanhassem peixe de valor.

É verdade que hoje qualquer um, fruto da maior informação existente, tem a possibilidade de chegar a uma praia e apanhar peixe. Mas, continuo a pensar, que a pesca não resume apenas a apanhar um robalo ou qualquer outra espécie. A pesca é prazer, sentimento e emoção.

Os materiais podem ser muito bons ( e eu gosto de ter sempre mais e melhor confesso) mas nunca irão substituir o pescador na sua comunhão com o mar e a praia. É a este que cabe sempre fazer a diferença, quer na interpretação dos sinais que estão presentes no pesqueiro quer depois na utilização dos materiais que tem.

E os robalos grandes não preferem apenas as LC...tenho muitas histórias que me provam que não é bem assim...amostras bem mais baratas a fazerem grandes pescas!!!

Abraço e continuação de bons robalos.

Sebastiao Pereira disse...

Quero deixar desde já os meus parabens pelo blog que apresenta "intuitivo" e que nos deixa com agua na boca. Tenho muitas horas de corrico mas com Buldo. Mas....depois de ler um pouco mais sobre spinning, já descobri que até material para essa tecnica já tenho. Ficaram algumas duvidas que não sei se abusivo por aqui na questão mas vou tentar.
"A duvida reside na importante ligação da linha madre ao estralho, que comprimento usam? A linha de tenço entra nos passadores? O nó nao se parte ao correr nos passadores?"

Um contacto 113sbs.p@gmail.com

Fernando Corvelo disse...

Olá Sebastião,

Obrigado pelos parabéns.
O terminal que utilizo é em fluorocarbono (geralmente entre 0.28 e 0.37 consoante pesque mais na areia ou mais na pedra)com um comprimento de cerca de 60 cm. Dessa forma evito sempre que o nó passe pela ponteira, ou seja e respondendo à sua pergunta, esse terminal nao entra nos passadores.
É mais seguro e estraga menos o nó e mesmo os passadores.

Abraço e bons robalos,

Sargus disse...

Viva Fernando,
Mais uma vez fechas uma triologia de grande qualidade sobre a tonalidade dos artificiais, uma ajuda na percepção de quais as cores mais favoráveis mediante a analise da tonalidade das águas ou especificidade dos céus e alturas do dia.

Os meus parabéns por tão grande e boa qualidade.

Grande abraço.

Paulo Machado disse...

Olá Fernando,
Excelentes dicas e comentários.
Parabéns pelo teu blog e pela tua disponibilidade. Também penso que a pesca não se resume a apanhar qualquer peixe... é muito mais do que isso.

Um abraço