sexta-feira, janeiro 18, 2008

A cor das amostras (I)

As cores, segundo a sua capacidade de penetração na água poderão ser classificadas em três grandes categorias. Assim teremos as chamadas cores frias, como o azul, violeta e alguns verdes, que conseguem ter uma boa visibilidade em maiores profundidades, depois as cores quentes, como o laranja, vermelho e amarelo, que perdem as suas qualidade atractivas pouco depois de afundarem um pouco e finalmente as cores fluorescentes, como as “chartreuses”, que podem em determinadas ocasiões fazer muita diferença em qualquer profundidade.

Perante este pequeno quadro de cores como escolher então? Pensamos que a escolha de uma determinada cor deve sempre ter em conta a hora a que pescamos, a luminosidade do meio ambiente, a cor da água e a profundidade a que iremos pescar. Da conjugação destes factores resultará a opção por determinada cor e uma primeira ideia base é a de que para dias claros e águas claras devemos utilizar amostras claras e para dias escuros e águas mais tapadas devemos optar por amostras mais escuras.
A regra, se é que podemos dizer que existe alguma, é fazer aproximar o máximo possível a cor da amostra da luminosidade existente pois dessa forma estaremos a potenciar as possibilidades do nosso artificial ser mais facilmente detectado pelo robalo. Por vezes amostras com grandes contrastes com o meio onde irão evoluir acabam por produzir piores resultados e as mais discretas acabam por ser mais eficazes. Não é por acaso que o branco é uma cor que devemos ter sempre nas nossas caixas permitindo fazer a diferença muitas vezes, porque é uma cor que se adapta a uma grande variedade de cores de água.

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