quarta-feira, março 26, 2008

Robalo grelhado com coentros

Ingredientes:

1 robalo com 1, 250 kg
sumo de limão
6 c.(sp) de óleo
1 c.(ch) de tomilho
2 c.(ch) de coentros picados

Molho:

4 c.(sp) de óleo
4 cebolas em rodelas
2 dentes de alho moídos
5 tomates sem pele nem sementes
a parte branca de 1 alho francês
1 Cháv. de água a ferver
2 c.(sp) de coentros picados
margarina
4 limões verdes pequenos
coentros para decorar

Preparação:

Limpe o peixe, lave e escorra.Ponha numa travessa e tempere com sal, pimenta e sumo de limão.Regue com 3 c.(sp) de óleo e esfregue por dentro e por fora com o tomilho e os coentros. Deixe em repouso durante 30 minutos.

Molho: Aqueça o óleo, junte as cebolas e os alhos e refogue até dourar. Adicione o tomate picado, o alho francês cortado fino e tempere com sal e pimenta.Refogue mais um pouco. Adicione a água e deixe ferver em lume baixo durante cerca de 15 minutos. Junte os coentros e tire do lume.-

Grelhe o peixe de preferência em lume de brasas, pincelando-o várias vezes com o restante óleo e margarina derretida. Sirva quente, com o molho à parte, dispondo à volta limões pequenos cortados com formato de cestos e decorados com ramos de coentros.

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Robalo ao Sal

Ingredientes:

1 robalo fresco de 1kg
sal grosso q.b.

Preparação:

Faz-se um pequeno golpe na barriga do peixe para se lhe retirar a tripa e o limpar. Não se tira a guelra nem se escama. Espalha-se no fundo de um tabuleiro, uma porção de sal grosso que fique com, pelo menos, três centímetros de espessura. Coloca-se o peixe sobre essa camada de sal, cobrindo-o inteiramente, com outra camada bem espessa de sal. Vai ao forno para cozer (220ºC), o que leva cerca de 25 a 30 minutos. Serve-se imediatamente. No momento de servir, parte-se o sal com um maço de madeira.

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Robalo Assado no Forno


Ingredientes:

1 robalo (limpo, descamado e com cabeça)
6 tomates médios e maduros
2 cebolas grandes
3 dl de vinho branco com um caldo de peixe dissolvido
2 dl de azeite
Sumo de 1 limão
3 dentes de alho
2 colheres (sopa) de salsa picada
1 colher (sopa) de oregãos
2 folhas de louro
Sal e pimenta q.b.

Preparação:
Faça 3 cortes ligeiros em cada lombo do robalo. Numa assadeira de barro, tempere o peixe com o vinho, o caldo de peixe, o azeite, o sumo de limão, alho picado, sal e pimenta. Tape com uma película plástica e deixe a marinar no frigorífico por 2 horas. Findo este tempo, disponha por cima do robalo as cebolas às rodelas, os tomates cortados em quadrados e o louro. Salpique também com a salsa e os oregãos. Leve a assar em formo pré-aquecido a 180ºc durante cerca de 30 minutos. Vá regando com o próprio molho. Acompanhe com batatas cozidas ou com batatinha assada no próprio molho.

quinta-feira, março 20, 2008

Vinis no mar

Depois da grande entrada do spinning temos vindo agora a assistir ao surgimento de um número cada vez maior de interessados e adeptos da pesca no mar com vinis. Muitos deles derivados dos achigãs, os vinis vieram abrir um novo capítulo na pesca com amostras no mar. Deixo-vos aqui apenas algumas indicações sobre os modelos de vinis mais comuns e os cabeçotes a utilizar.


Existem quatro grandes famílias de vinis ou amostras flexíveis:

  1. Os modelos twist

Esta classe de vinis teve a sua afirmação com duas amostras muito conhecidas em França. A Mister Twister e a Civelix da Ragot, esta última também muito conhecida em Portugal por todos os adeptos do buldo. A família twist evoluiu mais recentemente para os denominados grubs, também muito utilizados para a pesca ao achigã. A sua cauda oscilante provoca vibrações de grande amplitude, ondulando quer por efeito das correntes ou ondulação quer como resultado directo das animações que lhe imprimimos. São amostras muito eficazes na medida em que a simples acção isolada da sua cauda consegue atrair o peixe, mesmo que este se encontre algo afastado. Hoje em dia encontramos muitos modelos que já vem com estrias laterais que dizem os entendidos se destinam a emitir ondas de baixa frequência que instigam os peixes a atacar a amostra de uma forma mais clara.

  1. Shads
Estas amostras têm, de uma forma geral, um corpo volumoso que termina numa cauda com formato triangular ou até redondo, que vibram bastante dentro de água. São artificiais que imitam um pequeno peixe e que são muito efectivas a pescar em águas abertas ou pesqueiros mais fundos, embora também se consiga com pequenos shads fazer pesqueiros mais baixos entre rochas ou em caneiros. Uma das melhores formas de os utilizar é deixa-los trabalhar nas correntes pois aí apenas necessitamos de ter o fio esticado, não sendo necessário qualquer animação específica, pois mais uma vez a sua poderosa cauda fará o que é necessário. Podemos encontrar modelos já com anzol ou modelos que teremos de complementar com cabeçotes de chumbo de diversos pesos e formatos. Uma boa solução, em alguns casos, é pescar sem qualquer cabeçote, aproveitando apenas o próprio peso da amostra. Ganhamos naturalidade na apresentação da amostra ao peixe.


  1. Stickbaits

Este grupo de amostras procura muito simplesmente imitar um verme ou um pequeno peixe, sendo afiladas e apresentando estrias ao longo do corpo, que como referi atrás, destinam-se a emitir vibrações atractivas para os predadores. A montagem destas amostras é feita, na maior parte das vezes, com cabeçotes redondos ou ovais. As animações devem ser rápidas e nervosas do tipo twitching. Neste segmento de amostras flexíveis temos as famosas Sand Eel da Storm e X-Layer da Megabass. As primeiras imitam na perfeição o frechão e são fundamentais quando o robalo anda atrás desses pequenos peixes e as segundas, que imitam também esses peixes, têm a possibilidade de ser utilizadas com ou sem chumbo, sendo que nesta segunda opção irão trabalhar à superfície, sendo animada tipo walk the dog. É perfeita para zonas de pedras com pouca água. Um dos amigos deste blog, o Paulo Machado, é um verdadeiro especialista na sua utilização.

  1. Soft jerkbaits

Estes artificiais imitam pequenos peixes e distinguem-se dos shads porque têm uma cauda afilada e geralmente bifurcada. São, na sua maioria, amostras com bons pormenores ao nível da cabeça e dos olhos, apostando nesta capacidade de imitarem quase perfeitamente as presas que os robalos procuram. Devem ser utilizadas, sempre que possível sem cabeçote para tirar maior vantagem das suas capacidades, mas quando são muito leves podemos optar por lhes montar cabeçotes redondos ou melhor ainda, uns mesmo próprios que imitam a própria cabeça dos pequenos peixes. Experimentem pescar com eles nos caneiros ou nos cabeços de rochas e poderão ter uma agradável surpresa.

Formas dos cabeçotes

· Cabeçotes redondos – são os mais comuns e também aqueles que podemos considerar os mais polivalentes, podendo ser utilizados em todo o tipo de amostras flexíveis e com todas as animações. Podemos encontrar modelos simples de chumbo ou tungsténio ou modelos pintados de diversas cores e ainda alguns que até têm pintados os olhos dos peixes;

· Cabeçotes ovais – Permitem pescar mais fundo ou no fundo limitando os riscos de prisão nas pedras. Possuem basicamente as mesmas possibilidades dos anteriores;

· Cabeçotes triangulares – São bastante hidro-dinâmicos, tendo uma boa penetração na água permitindo estabilizar a amostra, mesmo quando utilizamos uma recuperação mais rápida;

· Cabeçotes planadores – Imitam a cabeça de um pequeno peixe com a particularidade de serem achatados na sua parte inferior. São muito bons para uma utilização com os worms, com animações stop and go, mesmo em pesqueiros de pouca água. A amostra irá planar descendo lentamente até ao fundo, produzindo-se muitas vezes o ataque nesse momento.



As amostras flexíveis são amostras com grandes potencialidades e qualidades. São artificiais muito versáteis e que permitem ir buscar peixe a sítios onde não conseguimos ir com amostras duras. Como tal, andam sempre na minha mochila.

Boa Páscoa e bons robalos para todos !!!

quarta-feira, março 19, 2008

Robalos à superfície

A pesca à superfície leva por vezes os robalos a desencadear ataques espectaculares mas coloca também o pescador perante inúmeras situações de ferragens falhadas e peixes perdidos. Mais do que ter reflexos, ferrar um peixe à superfície exige uma boa capacidade de concentração, atenção e antecipação por parte do pescador no sentido de aumentar as suas possibilidades de sucesso perante um adversário tão astuto como é o rei da nossa costa.



Qual será a razão ou razões que levam os robalos a falhar os ataques às nossas amostras?

Uma das razões pode estar no facto de o robalo muitas vezes não pretender “comer” a amostra mas tão somente afugentar aquele intruso do seu território. Isso leva-o a atacar a amostra sem abrir a boca e poderá então ser isso que justifica alguns peixes virem picados pelo lombo, barriga e até, em alguns casos, pela cauda. À superfície o que acontece é que o robalo está no fundo e sobe e volta a descer tocando nesse momento na amostra ou com o lombo ou com a sua parte lateral. Como as fateixas estão debaixo da amostra é relativamente fácil o peixe não ficar picado. A sucessão deste tipo de ataques acaba por ser bastante frequente e coloca-nos então perante a questão ou se preferirem problema da ferragem, que se torna ainda mais premente perante a possibilidade de alguma inexperiência ou excitação natural de ver o ataque à superfície. O que geralmente acontece nestes casos é uma dificuldade de controlar o nosso movimento e uma tendência para uma ferragem demasiado enérgica e exagerada, que acaba por tirar a amostra da boca do peixe, afugentando-o para águas mais profundas.

Pode acontecer também que esse “ataque” à amostra seja apenas uma tentativa do robalo para desorientar ou ferir aquela eventual presa ali à sua mercê. Por isso ele vai lá dar um toque na amostra. Assim não é má ideia nessas ocasiões, ou quando pensamos que isso aconteceu, dar um trabalhar mais errático à amostra, dando a entender ao robalo que teve sucesso e que a sua presa estará ferida e muito fácil de capturar. Dessa forma, ele irá atacar mais decidido e teremos então aí a nossa melhor oportunidade.

Uma terceira razão para os ataques falhados tem a ver com a reacção do peixe perante a textura do artificial que estamos a utilizar. Isto acontece geralmente quando temos aqueles ataques tão súbitos e repentinos que nem temos tempo para reagir e ferrar. Nestes casos, os peixes abocanharam realmente a nossa amostra mas mal sentem a sua textura rapidamente a cospem percebendo que não é alimento. E convenhamos que uma amostra dura dá muito facilmente essa percepção ao peixe. Assim naquela fracção de segundo em que se joga o sucesso da nossa ferragem joga-se também a possibilidade do robalo rejeitar a amostra e afastar-se.



Antecipação

Perante tudo isto que disse atrás, o que podemos então fazer para conseguir maior sucesso? Na minha opinião e tendo por base algumas ideias de especialistas franceses de pesca ao robalo, devemos apostar na antecipação. Antecipar significa, neste caso, conseguir prever o ataque do robalo, o que se consegue com a experiência e rotinas adquiridas com muitas idas à pesca, que depois se traduzirão na nossa habituação a um conjunto de procedimentos que podem aumentar as nossas possibilidades de apanhar peixe. A nossa memória e a capacidade de guardar nela todos os pormenores e informações relacionados com anteriores capturas e experiencias vividas é uma das nossas mais valias e aquele factor que nos irá permitir então antecipar os ataques. O treino do trabalhar da amostra é, como já referi em várias ocasiões, fundamental nesta modalidade, para nos dar o conforto e a confiança sempre necessários para tirar proveito da ida à pesca.




Concentração e atenção

O mais importante é manter sempre uma concentração durante a recuperação e o trabalhar do nosso artificial, permitindo com isso manter uma permanente observação sobre os factores que acontecimentos que interagem com a amostra durante esse trajecto. Assim, acho que devemos sempre:

Manter os olhos na evolução do artificial dentro de água, pois é isso que nos permite recolher as informações, mesmo as mais discretas. Aqui aproveito para dizer que para a pesca à superfície é altamente recomendável a utilização de uns óculos polarizados que dão uma grande ajuda pois permitem ver os ataques, os pesqueiros, os obstáculos e protegem os olhos dos raios solares;


Ao mesmo tempo devemos conseguir relacionar os nossos movimentos de punho e os comportamentos que eles provocam na amostra à superfície. Sabendo quais os seus comportamentos padrão conseguiremos com alguma facilidade identificar algo de estranho ou peculiar na sua acção que possa então ser um indicio ou a eminência de um ataque;


Finalmente, podemos também observar a periferia ou perímetro em torno da amostra enquanto esta vai evoluindo à superfície, pois será nesse espaço de menos de um metro que poderemos descortinar qualquer movimento que indique a presença de peixe e a possibilidade de um ataque. Muitas vezes conseguimos visualizar até o traço deixado atrás da amostra por um peixe que a vem a perseguir, mesmo que seja só por curiosidade e não para a atacar realmente. Quando nos apercebemos disso podemos sempre parar ou diminuir a cadência de recuperação tentando despertar a agressividade do peixe.



Podemos então afirmar que existem vários indícios genéricos que ocorrem com alguma regularidade que nos permitem estar preparados para a investida do robalo. A concentração e atenção na evolução da amostra e de tudo o que a rodeia, como atrás referi, dão-nos o treino e a capacidade de identificar esses sinais e preparar a ferragem. E aqui o que considero mais importante é evitar afugentar o peixe com gestos muito instintivos que acabarão por se transmitir ao artificial dando-lhe um comportamento ainda mais estranho aos olhos do peixe. Só devemos ferrar quando sentimos um peso significativo na linha e não ao mais pequeno toque na amostra. Se o fizermos muitas vezes falhando a ferragem iremos apenas afastar o peixe. Devemos também ter o fio sempre esticado e a cana numa posição que facilite o movimento de ferragem.

terça-feira, março 18, 2008

Pesca com Amostras


Recentemente descobri mais um excelente sítio sobre a pesca com amostras em Portugal. É um fórum que partiu da iniciativa do Luís Vicêncio e que apesar de estar a dar os primeiros passos, está com grande qualide e participação da nossa comunidade das amostras. É um espaço de troca de experiências e conhecimentos e que está a demonstrar um grande dinamismo.

Reunião Pesca Lúdica

No Sábado, dia 23 de Fevereiro, decorreu na Lourinhã uma reunião informal com representantes de numerosas instituições ligadas à pesca lúdica, entre as quais clubes, associações e sites, com o objectivo de analisar o actual estado da pesca lúdica de mar e de águas interiores e de estudar a criação de uma entidade representativa do sector em Portugal.
Por unanimidade, os presentes concordaram em que se avançasse para a criação de esta entidade, por ser necessária uma entidade supra-associações que defenda de maneira mais eficaz a pesca lúdica e os pescadores, por ser obviamente transversal e abrangente aos utilizadores dos recursos hídricos.

Estiveram presentes:

Adérito Alves (EFSA Portugal)
Alberto Reis (Associação Água Selvagem, APPA e Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Alexandre Alves
António L. Lemos (Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
António Vilas
Dinis Ermida (Mundo da Pesca)
Élvio Mendonça (EFSA Portugal e Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Ezequiel Silva
Fernando Corvelo (Associação Água Selvagem)
Fernando Encarnação (www.pescadesportiva-pt.net)
Francisco Frias (www.pescador.com.pt)
Gil Monteiro (Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Jó Pinto (Zuca)
João Borges (Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
João Miguel Costa (Associação Portuguesa de Pesca ao Achigã e Defesa da Natureza)
Jorge Pereira
José Afonso
Luís Batalha (www.pescaemsintra.com e Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Luís Borges (EFSA Portugal)
Luís Nabais
Luís Vicêncio
Manuel Horácio (www.katembe2.com e Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Paulo Santos (www.pescador.com.pt)
Ramiro Santos (www.pescador.com.pt)
Raul Ferrão (Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Tiago Lemos (Cascais Mar e Pesca)


Foi decidido constituir um grupo de trabalho destinado a estudar as possíveis formas legais da nova associação e a avançar no estudo dos seus estatutos. Fazem parte do mesmo: Alberto Reis, António L. Lemos, Dinis Ermida, Élvio Mendonça, Fernando Corvelo, Jó Pinto, João Borges, Luís Nabais, Paulo Santos e Ramiro Santos.

Em breve serão publicadas novidades a respeito do andamento dos trabalhos.

domingo, março 16, 2008

Superfície

A pesca com amostras de superfície é, para além de um enorme prazer, um delírio em termos de adrenalina pois quando os ataques acontecem temos a possibilidade de os visualizar na plenitude da sua espectacularidade. É uma técnica bastante simples depois de ultrapassadas as primeiras dificuldades e para além desta beleza visual permite-nos explorar determinados pesqueiros que com outras amostras seriam mais complicados.

Quando o peixe se encontra mais longe a utilização de amostras de superfície torna-se quase indispensável como forma de o conseguirmos ir buscar para o alcance dos nossos lançamentos. Quando pretendemos chegar longe devemos optar por amostras pesadas e afiladas, tipo a Super Spook da Heddon, que lançam muito bem e trabalham-se de uma forma muito simples, quase bastante recolher apenas de forma linear em muitas ocasiões. Nesta tentativa de ir buscar o peixe é também importante que as amostras que utilizamos tenham um bom ratling capaz de fazer a distância entre nós e os robalos através da sua capacidade de atrair a sua atenção. Este som para além de poder ser produzido pelas esferas de metal que são incorporadas nas amostras, pode também surgir dos próprios movimentos que elas produzem ao evoluir na água, tal como acontece com os poppers.

As amostras de superfície ajudam realmente a detectar a presença de peixe num pesqueiro e quando os robalos lá andam é muito complicado conseguirem resistir à passagem de uma amostra destas. Quando chegamos a um determinado spot é normal utilizar estas amostras para rapidamente tentar perceber se o peixe anda por ali. De facto, existem dias em que iremos conseguir observar alguma agitação na água aquando da passagem da amostra à tona da água. Se os ataques não se concretizarem ficamos, pelo menos, com a certeza de que eles andam lá e podemos optar por outras amostras que irão conseguir levar a capturas. Assim, muitas vezes os artificiais de superfície assumem-se como verdadeiros exploradores e excitadores abrindo caminho para a utilização dos minnows e jerkbaits.

Animações

Uma das grandes vantagens desta gama ou família de amostras é que basta uma pequena acção da cana para as animar não se tornando necessário ultrapassar a própria resistência oferecida pela água tal como acontece com um minnow ou um jerkbait. Como estas amostras vão evoluir à superfície acabam por ter uma liberdade de movimentos muito importante e um carácter muito nervoso na resposta a qualquer acção do nosso punho ou ponteira. Na verdade de um momento para o outro podemos alternar um walking the dog (WTD) com paragens mais ou menos longas que imobilizam a amostra à superfície (sendo muitas vezes nestes momentos de paragem que os ataques acontecem) com novas animações de pequenos toques e novamente um WTD mais rápido. Uma estratégia lenta, como já tivemos oportunidade de referir no nosso último artigo, é indicada para águas mais mexidas, mar mais forte ou dias de menor luminosidade. Para estas ocasiões o Z-Calw da Zenith, é um artificial que permite pesquisar rapidamente um determinado sector ao mesmo tempo que pesca lento, ou seja com uma recuperação lenta, dando tempo mais do que suficiente aos robalos para atacarem a amostra. A vantagem de uma recuperação lenta é conseguir atrair os maiores exemplares. A desvantagem maior é dar oportunidade ao robalo de ver a amostra e abortar o ataque no último momento. Falemos então um pouco das animações mais comuns para as amostras de superfície.

Walking the dog

Esta forma de animação ganhou especial divulgação após o surgimento das amostras mais modernas tipo stick bait, como é o caso das Sammy da Luckycraft ou as Super Spook da Heddon, que se mostram capazes de evoluir na superfície da água fazendo uns ziguezagues fatalmente atractivos para os robalos e outros predadores, na medida em que imitam quase na perfeição um pequeno peixe ferido ou em dificuldades.

São amostras que dependem exclusivamente da animação que lhes é dada pelo pescador através de toques de punho. Não basta apenas recuperar normalmente a linha, temos de manter viva a nossa amostra. Esta necessidade de dar vida à amostra veio revolucionar completamente a mentalidade dos pescadores abrindo novos horizontes no spinning de mar.

Esta animação consegue-se então com o encadeamento de pequenos toques de cana, ligeiros mas progressivos de forma a libertar o fio após cada puxão. A dificuldade da animação walking the dog está em conseguir sincronizar a recuperação com o avanço das amostras, conseguindo-se isso após muitas horas de treino e muitos lançamentos efectuados. Como foi dito atrás, esta é uma animação essencialmente de superfície, mas que pode ser utilizada também, com sucesso, em amostras que evoluam a maior profundidade. Tudo depende da forma como manipulamos a cana durante a recuperação. Se tivermos a cana mais alta a amostra irá trabalhar à superfície, se a tivermos mais baixa a amostra terá tendência a trabalhar numa camada mesmo abaixo da superfície.

Popping

Esta animação aplica-se a todos os tipos de poppers dotados de uma cavidade bocal pronunciada e que não são dotados de esferas internas para produzir ruídos e vibrações. Os barulhos provocados por este “agitar”da água têm o fim de excitar os predadores que acabam por atacar para pôr fim a esse barulho irritante que os incomoda. Não é por acaso que muitas vezes temos robalos ferrados pelos flancos ou pela zona dos opérculos. Acontece apenas porque o peixe foi ao encontro da amostra considerando-a um intruso no seu território de caça que é necessário afastar.

Stop and Go

Esta é certamente uma das mais fáceis, utilizadas e antigas formas de trabalhar uma amostra. No fundo, acaba por ser uma forma de quase “não trabalhar” a amostra e mostra-se muitas vezes como uma fórmula muito eficaz para ultrapassar a desconfiança ou desinteresse dos predadores pelas nossas amostras. É uma técnica que pode ser utilizada com todos os tipos de amostras de superfície. Esta animação pretende imitar uma pequena vítima hesitante tornando-se dessa forma um alvo preferencial para um robalo a caçar. Estas paragens e arranques não devem ser demasiados longos nem demasiados curtos ou repetitivos. Nunca nos devemos esquecer que os peixes não são máquinas e não têm como tal movimentos mecânicos. São imprevisíveis e é nisso que temos de apostar para ter sucesso.

A superfície é um mundo a descobrir que nos abre imensas possibilidades de sucesso e de emoções fortes. Estas amostras devem fazer sempre parte da nossa caixa de amostras pois certamente que nos irão dar muitas alegrias.

sexta-feira, março 14, 2008

Labrax Tour 2008

No que diz respeito ao spinning os franceses vão um bocadinho à nossa frente quer em termos de praticantes, quer em termos de desenvolvimento de materiais e de amostras, quer ainda e, muito importante, em termos associativos, com a existência de inúmeras associações locais e regionais da pesca ao robalo e sua defesa e preservação.

Este ano vai arrancar o Labrax Tour 2008, uma espécie de campeonato nacional de pesca ao robalo que mais nao faz do que agrupar um conjuntos de Opens que já têm alguma tradição em França.
Parece-me uma ideia excelente tanto mais que é defendida a todo o custo a pesca com "no kill" com a devolução à água de todos os exemplares. Os princípios fundamentais que balizam este Labrax Tour 2008 são os seguintes:
  • Promover uma pesca responsável e sustentável;
  • Valorizar a pesca desportiva e recreativa por todos os meios;
  • Promover a proteção da fauna e flora dos meios marinhos;
  • Melhorar os conhecimentos e promover a segurança no mar;
  • Criar um "Campeonato Nacional" tendo por base os resultados dos diversos encontros organizados pelas associações aderentes.

Em Portugal ainda estamos um pouco longe desta realidade, mas é altura de nos começarmos a preocupar realmente com a defesa e preservação dos nossos robalos para que possamos continuar a praticar esta modalidade apaixonante.

Para mais informações podem consultar http://www.labrax-tour.com/