terça-feira, maio 12, 2009

Um dia de pesca urbana

Hoje o tempo carrancudo e o vento constante algo forte que se fazia sentir de Oeste acabou por me desmotivar de ir à procura dos robalos nas zonas de mar oceânico.
Então, em vez de desistir e deixar a pesca para outro dia, decidi investir num spinning em ambiente urbano, aqui mesmo no Barreiro, onde moro.
O pesqueiro que escolhi é constituído por uma espécie de paredão de pedras soltas paralelo ao rio Tejo, similar às avenidas de outras zonas ribeirinhas.




O fundo é um misto de rochas dispersas, cascas de ostra, lodo e areia.
A água estava turva (como é hábito), e no início da vazante, existindo bastante corrente.
Reparei que as gaivinas mergulhavam bem junto às pedras da margem, caçando pequenos peixes, e que por vezes estes saltavam fora de água, no típico movimento de quando são perseguidos por predadores que os atacam por baixo.
Pareceu-me ser um bom sinal que os robalotes andavam activos.
Em relação ao material, costumo usar a mesma cana que uso para a pesca ao achigã (uma Bass Pro Shops Bionic Blade de 6'6'' de C.W. até 1 oz.), carreto Twinpower 4000 FB com fio Power Pro 10 libras e baixo de Seaguar 0,33 mm.
Em relação à amostra escolho um Zoom Super Fluke de cor de rosa (bubble gum) para ser bem visível nas águas tapadas.



Montei a amostra à Texas, usando um anzol wide gap e um chumbo bala de 7 gramas.
Lancei para perto da margem, deixei a amostra chegar ao fundo e comecei a recuperar a uma velocidade lenta com toques de ponteira na vertical, alternados com pausas.
Quando a amostra se encontrava a cerca de 4 metros da margem, sinto o ataque seco e súbito.
O drag cede um pouco com o esforço que o peixe fez, depois de uma luta breve mas enérgica lá consegui encalhar (com uma cana ligeira como a que usei, elevar o peixe tipo grua não é boa política) um robalo que provavelmente teria mais de um quilo (não o pesei).



Fica assim provado que as zonas de estuário em que muitas cidades portuguesas se inserem podem e têm boas condições para a prática de spinning aos robalos, apenas é uma questão de adaptarmos outras técnicas a novos pesqueiros.
Neste caso, usar material mais ligeiro, e favorecer os vinis às amostras rígidas, privilegiar lançamentos curtos para a zona de actividade ao invés de lançamentos longos e "às cegas".



Experimentem as vossas amostras (com as técnicas adequadas) em sítios menos "bons", e depois contem os resultados! Poderão ter boas surpresas!

Até à próxima!

1 comments:

jmota disse...

Mais um testemunho de como nos temos de adaptar às situações. Bom post.
Abraço, João Mota.