quinta-feira, agosto 27, 2009

O quadro - Spinning, está na Moda !

Na sequência de vários pedidos feitos por amigos e conhecidos, durante algumas saídas à pesca, quero aqui deixar neste Post, o Quadro de Amostras do artigo "Spinning, está na moda !" que realizei originalmente para o Site do Pescador, do Paulo Santos, que depois coloquei no PCA (Pesca Com Amostras) e que mais tarde, por convite do Carlos Abreu do Mundo da Pesca, acabou publicado no Especial Robalo, que ainda se encontra na banca.

O Especial Robalo foi no meu entender a publicação onde a abordagem ao Robalo e ao spinning foi a mais bem retratada, contando com o esforço colectivo da equipa do Mundo da Pesca como também de muita boa gente que não só se diverte a pescar como também a partilhar.

Em particular, o artigo que escrevi, tendo como original o do Site do Pescador, foi ligeiramente alterado do original de modo a poder ser publicado.

Quero ainda dizer que a publicação do artigo, independentemente do seu valor ou não, foi para mim um passo importante para o conhecimento da realidade da pesca e dos seus meandros.

Fazer parte desta familia, é muito gratificante, em particular, poder partilhar umas pesca com estes outros, distintos 3 membros deste Team. O puto, o mestre e o ninja... mas há muitos mais amigos... para que não se melindrem... tudo viciados... ;-)

O quadro das amostras deve ser acompanhado com a leitura do artigo publicado no Especial Robalo, do Mundo da Pesca, podendo em contrário ser mal interpretado, perdendo a coêrencia da informação que se pertende partilhar...

Carregue sobre a imagem e ela apliar-se-á.

"O quadro vale o que vale, não é nenhuma receita bíblica. Mas para qualquer iniciado pode ser uma referêcia para o seu pesqueiro..."

Boas pescas... e não se esqueçam... bons videos para o concurso que estamos a promover...

A persistência compensa

Ontem o Fazenda convidou-me para uma pesca. Por questões familiares não o pude acompanhar tal como estava previsto mas ele lá foi e labutou desde as 17 até às 24 h. Lançamento atrás de lançamento, com aquela fé de que ontem lhe estava destinado um robalo. Era um daqueles dias de crença que às vezes temos e que nos dão tanta força para ir lá...



O resultado foi um belo exemplar de Labrax a superar o quilo e dar-lhe uma alegria mesmo ao fim da noite...

Aqui está ele. Parabéns amigo. Já merecias.

sábado, agosto 15, 2009

A meio do dia...

Depois de aceitar o convite de uns amigos para ir passar quatro dias até à zona da Zambujeira do Mar, aproveitei para fazer uma "mini-pesca" num deles.

O pessoal tinha decidido passar o dia na praia do Tonel, e como não poderia deixar de ser, aproveitei também para levar algumas amostras e o material de spinning.

Depois de chegar à expectacular praia, já tarde, por volta das 11h00, e depois de dar uns bons mergulhos, lá fui dar umas voltinhas a uns acantilados rochosos.



A água cristalina e o Sol a pique das 13:00 tiravam-me a fé toda, mas mesmo assim decidi fazer uns lançamentos entre dois rochedos semi-submsersos, com a minha fiél e já quase sem tinta L.C. Flashminnow 130 MR Zebra American Shad (uma das amostras que tenho há mais tempo na caixa, há quase dois anos, e que por milagre, ainda não perdi).

Ao terceiro ou quarto lançamento, vejo um robalo a sair disparado da sombra da pedra e a abocanhar violentamente a amostra.

"Excelente!" Pensei eu, a luta foi-se desenrolando, com alguns arranques bem fortes, e com algumas perigosas passagens do fio a roçar nas pedras, mas por fim, lá consegue prender-lhe o grip na boca e consumar a captura.



Pesou 2,5 kg certinhos na balança do grip.





Uma captura improvável num local onde coabitam com espécies mais exóticas, no entanto, um robalo bem cozinhado e acompanhado de um bom vinho, pode ser uma boa amostra...!


Amanhã parto 15 dias para o Almograve, até depois!

E bom Verão para todos!

sábado, agosto 08, 2009

Streetfishing - A pesca com amostras na Cidade

O Streetfishing, como o nome indica é uma pesca com artificiais (spinning p.ex) onde os pesqueiros são predominantemente em cidades, ou em estruturas artificiais feitas pelo homem.
Aqui fica um link para um video de um streetfishing puro, mas em água doce:

Vídeo

Neste post irei descrever o que a meu ver é o material mais adequado, as técnicas, os possíveis pesqueiros, e as espécies passíveis de serem capturadas.

Começando pelos pesqueiros, esta modalidade é realizada em ambiente urbano, como portos, paredões de avenidas, pilares de cais de embarque, entre outras estruturas artificais.

No nosso país temos alguns sítios de fácil acesso em que se pode praticar esta variante da pesca com amostras, como as avenidas que ladeiam os nossos rios (como o Sado,Tejo, Guadiana, entre outros), nas suas zonas de estuário.



Como exemplo, a avenida que ladeia o Guadiana em Vila Real de Santo António.


Assim como os vários pontões de algumas cidades, como o de Sesimbra, acima representado (atenção que só se pode pescar para o lado de fora, dentro do porto é proíbido!).

Nestes pesqueiros podemos tentar encontrar pontos de possível intresse, como zonas de corrente, fundões, ou então pescar directamente as estruturas existentes, como lançar para zonas de pilares.São várias as espécies que podemos capturar nestes locais, sendo as mais comuns as cavalas, agulhas, sardas, robalos e por vezes nos locais onde elas existam, até mesmo uma corvina.


Ao fundo desta fotografia, vemos um bom exemplo de estrutura que pode ser explorada usando vinis.

Ao pescar directamente uma estrutura que esteja perto de onde estamos, não é necessário tanta capacidade de lançar longe, mas sim uma boa precisão no lançamento para colocar a amostra onde queremos.
Como tal, uma boa cana de achigã Medium Heavy (de preferência com passadores Fuji que resistam à água salgada) será preferivél às canas de 3 metros que se usam na costa.
Em relação aos carretos, os que se normalmente se usam no spinning (tamanho 4000 Shimano, ou 3000 Daiwa, ou semelhantes) penso serem adequados, podendo até ser mais pequeno para alijeirar o conjunto.

Ao pescar directamente uma estrutura onde pensamos que possam existir, por exemplo, robalos emboscados, ou que seja um ponto de passagem para estes devido a estarem colocados numa zona de corrente, podemos insistir com amostras de vinil, lastradas consoante a corrente e a profundidade pretendida.

Se existir o risco de prisão da amostra por se pescar com anzol exposto, uma montagem texas è aconselhável, se não for um caso, um jighead (cabeçote) com o peso adequado também será adequado, ou mesmo pescar com a amostra de vinil sem peso algum (weightless) apenas com um anzol wide gap).

As animações poderão ser variadas, desde pequenos toques de ponteira com a cana à vertical e uma recolha lenta para que a amostra venha a trabalhar a maior profundidade ou junto ao fundo, ou então, um jerking mais acentuado (toques intercalados durante a recolha) com uma recolha mais rápida para que a amostra trabalhe numa camada mais superficial ou mesmo à superfície.


Um passo essencial é avaliar o pesqueiro, no caso dos paredões, as zonas onde possam fazer correntes p. exemplo.

Observar o mesmo sítio tanto na preia mar como na baixa mar pode providenciar informações importantes.

Os vinis em si poderão ser imitações de peixes ou vermes, como os Megabass X-Layer, Zoom Super Fluke, Slug-Go e os Senkos da Gary Yamamoto (entre muitos outros).

As cores terão que se adequar à coloração da água, no entanto pessoalmente considero o branco e os azulados muito polivalentes.


Nestes locais as amostras rígidas também poderão funcionar, mas penso que no caso de se querer explorar uma zona específica, onde não seja necessário cobrir uma grande área de água, os vinis levam vantagem.

Nos casos onde não há uma estrutura específica , como nos paredões das avenidas, e onde existem uma profundidade considerável , especialmente no Verão, é possível capturar com facilidade cavalas, sardas e à noite carapaus.

È um tipo de pesca excelente para inicar novos pescadores, e para usar material ultra ligeiro, devido à quantidade e facilidade das capturas.

Pequenas zagaias (até às 25 gramas) , podem ser boas apostas, assim como "colheres" (como p.ex a Toby da Abu Garcia) ou pequenos bucktail jigs.


Na foto, uma Maria Viva Parade de 28 gr, e um vinil Zoom Super Fluke.




Um exemplo de uma cavala apanhada com a zagaia da foto acima.





Não são apenas os pequenos exemplares que se podem apanhar nestas zonas, na foto abaixo está a prova disso.





Um simpático robalo com 3,2 kg apanhado pelo meu amigo Gonçalo Abrantes em plena cidade, usando uma zagaia similar mas de cor azul.

Até ao próximo lance!

E bons lances pela Cidade, sempre a praticar uma pesca consciente!

quarta-feira, agosto 05, 2009

Robalos dos "Flats"

Domingo passado, na companhia do Xandre, partimos numa jornada apeada, para bater uns pesqueiros no Tejo que já nos tinham chamado à atenção há uns tempos.

Depois de os analisarmos uns dias antes com uma maré bem vazia, pensámos que talvez por ali pudessem andar uns bons robalos.

O pesqueiro consistia numa zona de maré, composta por cabeços que ficam completamente a seco na maré vazia, e autênticos canais que retêm sempre alguma água mesmo durante a maré vazia. A maioria do fundo era composto por uma mistura de areia/lodo, e ostrais.

A nossa ideia era pescar a partir de uma praia fluvial, apanhando a vazante e lançando para os canais, aproveitando a sua profundidade relativa, e a corrente que se faz sentir dentro dos mesmos, que poderia arrastar comedia e proporcionar boas condições de caça aos robalos.

Inicíamos a pesca com amostras de superfície (Sammy e Gunfish), na esperança de ver um ataque, mas o vento que se fazia sentir dificultava o seu uso.

Já a meio da manhã, e ainda sem nenhuma captura tanto da minha parte, como da do Alexandre, decidi colocar um cabeçote da Storm, Lip Weight de 20 gramas, e um swim shad Powerbait da Berkley, com o lombo preto e a barriga laranja.

Passado alguns lançamentos para um dos canais que mencionei acima, sinto um ataque bruto, o drag assobia enquanto o peixe leva linha.

A luta foi-se desenrolando, após alguns minutos, já cansado, deu à margem.

Insistímos rapidamente na esperança de sentir mais algum peixe, mas foi em vão.

Aqui fica a foto do Labrax já no final da manhã quando já nos estávamos a vir embora.


Pesou 6 kg, medidos numa balança analógica da Rapala.

Material usado:

- Lucky Craft LCF 2,90 m ; c.w. 10-30 gr.
- Shimano Twinpower 4000 FB.
- Power Pro 10 lb + baixo Seaguar AbrazX 0,33 mm.
- Berkley Powerbait Saltwater Swim Shad 5 " + Storm Lip Weight 20 gr.
- Hiro SS Snap nº 2.


No final fiquei com esta cara, depois de ter batido o meu record pessoal a nível de robalos.
(Na realidade, estava era a preparar-me para que a vespa que está poisada no meu pescoço me picasse, mas tive sorte eheh).

Aproveitem os dias de Verão para fazer uns videos e até ao próximo lance!

terça-feira, agosto 04, 2009

kayak durante as férias

Por gentileza da Indo Dreams, Lda , uma empresa sedeada em Vila do Bispo, tive oportunidade, nuns dias de férias no Algarve, de testar e fazer algumas pescas com um kayak da Bic Sport, o Bilbao, um modelo destinado à pesca tanto no mar como na água doce e que me proporcionou alguns momentos de grande divertimento.
Este é um caiaque que tem capacidade para uma pessoa (mais uma criança) e que é extremamente fácil de transportar devido ao pouco peso (23 kg) que tem para um comprimento de 3 mts. Tem uma capacidade para levar ate 120 kg de peso e demonstrou boa capacidade para enfrentar o mar do Algarve, sempre com vaga pequena mas incerta, batida a vento. Penso que terá grandes potencialidades para a água doce, pela sua enorme estabibilidade, permitindo mesmo que se pesque de pé em determinadas ocasiões, segundo as informações que me foram transmitidas pelo Nuno Amado, um dos sócios da Indo Dreams Lda. e a quem agradeço naturalmente toda a simpatia e disponibilidade que demonstrou ao deixar-me testar o Bilbao.


Infelizmente não tive tempo nem mar capaz para fazer umas pescas com amostras nele, mas pescando ao fundo, ainda apanhei uns sargos e uns peixes porco que valem sempre pela combatividade depois de ferrados. Destes peixes trouxe um sargo jeitoso para casa e todos os outros foram devolvidos à água.



O vicio ficou e muito provavelmente será uma das vertentes que irei explorar no futuro, o spinning de kayak, uma área com enormes potencialidades. Aguardem por notícias nesta área.

Boas pescas e não se esqueçam de ir libertando uns peixes!!!