sábado, outubro 31, 2009

Uma coisa louca pela pesca

Uma das coisas mais loucas que fiz pela pesca foi, durante um fim de semana em que já tinha gasto todos os chamados “créditos” para ir à pesca, no domingo de manha, não resistindo ao apelo dos robalos, me levantei pelas cinco da manhã muito sorrateiramente e lá fui para a praia lançar as minhas amostras.
Depois de uma Sexta e um Sábado em que fui à pesca de manhã, à tarde e até à noite, na madrugada de Domingo lá fui eu, novamente, à procura deles. A manhã estava fria e custou-me a sair da cama, mas mesmo assim, peguei na roupa que ja tinha deixado preparada de vespera, comi qualquer coisa rápida e, como as coisas ja estavam no carro, foi so arrancar.

Chegado à praia, o mar estava de feição, mas os robalos teimaram em não aparecer ou em querer pegar nas minhas amostras...pelas oito como não tinha tido sequer um toque decidi regressar a casa. Quando cheguei reparei que estava tudo ainda a dormir e aproveitei para tomar um banho e enfiar-me novamente na cama...ainda dormi um bom sono e fui à pesca sem ninguem dar por ela.

Isto ainda era nos tempos em que tinha coragem para me levantar cedo... agora já é bem mais dificil!

quinta-feira, outubro 29, 2009

"Shashimi" anyone?

Aproveitando a pausa de alguns minutos da verdadeira tempestade de trabalhos de índole académica e prazos impostos insolentemente curtos e sem qualquer consideração holística, conceito com o qual tanto nos bombardeiam durante estes quatro anos de curso, pelo todo que é o estudante de enfermagem...sento-me e descontraio nesta singular forma, que é escrever um post no blogue do qual me orgulho de fazer parte juntamente com três grandes amigos.

Se pensam que irei falar de amostras, canas, técnicas, peixes grandes ou pequenos enganem-se, hoje é um post diferente.

Como alguns de vós sabem tenho uma enorme paixão (e gulosice) por cozinha japonesa, em especial por sushi e sashimi.
Gosto bastante de ir ao restaurante(s) na companhia da namorada, família ou de amigos (da pesca ou não) provar o meu quinão de sashimi de maguro (atum), robalo ou salmão.

Há uns meses tentei magicar o meu "sashimi" caseiro (uso aspas, pois não se compara a um verdadeiro sashimi, especialmente no que toca à apresentação).
Considero-me um aspirante de cozinho com muito pouco jeito e habilidade, e sobretudo experiência, no entanto penso que tenho alguma dose de "coragem".
A aventura até nem correu mal, pelo menos "sashimi" caseiro, feito com um robalo apanhado por mim até nem sabia mal, claro que a apresentação...isso é outra história.

Desde então tenho feito a aventura mais vezes, e hoje decidi partilhar convosco algumas fotos de uma dessas aventuras gastronómicas.

Seleccionei um robalo com um tamanho que me pareceu simpático para o efeito, e fiz-lhe dois filetes "à maneira" (sem pele).
Deixo-vos aqui um video que explica bastante bem como filetar um robalo.



Aqui está uma foto de um dos meus filetes (já cortado ao meio), é importante usar uma faca bem afiada,eu tenho usado uma da Rapala, não é das melhores, mas desenrasca:



Depois cortei o filete em pequenas tiras, mais ou menos da grossura de um dedo:


Como podem constatar, o jeitinho não é muito.

Há quem goste apenas do peixe juntamente com o arroz, como servem nos restaurantes (sashimi e sushi), mas eu gosto do sashimi mesmo sem o "rolo" de arroz, apenas a tira de peixe.
Acompanhei com um salteado de legumes "oriental", com rebentos de soja, alga, etc.
Claro que para mim, a tacinha com molho de soja é indespensável, assim como o wasabi (picante) que infelizmente eu não tinha em casa, como tal, foi servido com o salteado de legumes e apenas com a soja.



Não me considero bom cozinheiro, nem aceitável sequer. Este post não é tem o objectivo de ensinar a fazer, pois eu próprio ainda estou na fase mais que inicial nesta área.

Se querem aprender a fazer sashimi ou sushi (com arroz e tudo o resto) à séria, falem com Alexandre Alves, que ele é que é o Sushi-Ya aqui do sítio.

Apesar de muitos poderem discordar, para mim sashimi ou sushi é das melhores mortes que se podem dar a um robalo, e gostos não se discutem!

Até à próxima, e vai ser sushi ou sashimi?

quarta-feira, outubro 28, 2009

A preservação do robalo (1)

É comum ouvirmos cada vez mais dizer entre os pescadores à linha que as capturas são cada vez mais escassas e que antigamente é que era bom. Se é verdade que em alguns momentos do ano parece quase existir uma “explosão” de peixe num determinado ponto da costa, também não deixa de ser uma constante cada vez mais presente o termo “grade” no relato das nossas pescarias. Assim, a questão da preservação das espécies que pescamos e mais concretamente do robalo, aquela que, sem dúvida, é mais procurada pelos pescadores de amostras, é um dos pontos centrais da pesca na actualidade e um dos que mais deveria captar as atenções de todos os pescadores lúdicos, e não só, em Portugal.
A lógica é muito simples: quanto mais preservarmos e defendermos no presente mais teremos para pescar no futuro!
E isto serve, na minha opinião, não apenas para os lúdicos, mas também para os profissionais, para os artesanais, para as lojas de artigos de pesca e até para os importadores. A minha ideia é simples se houver mais peixe para toda a gente, tudo funcionará pela simples lógica da procura, ou seja, se há mais peixe vamos mais à pesca, se vamos mais à pesca vamos comprar mais materiais, se compramos mais materiais as lojas vendem, se as lojas vendem os importadores também vendem. Ao mesmo tempo, se houver mais peixe também parece-me que haverá também mais possibilidades para a pesca profissional e artesanal, quer em termos de pesca directa quer mesmo em termos de outras actividades, nomeadamente, algumas relacionadas com a pesca desportiva.

À partida esta poderá parecer uma ideia meramente mercantilista da pesca do robalo, mas para mim faz cada vez mais sentido pescar hoje menos para poder continuar a pescar com sustentabilidade no futuro. Se todos nos preocuparmos um pouco mais hoje iremos certamente garantir o futuro de uma espécie.

As medidas legais do robalo
Actualmente a lei portuguesa impõe como medida mínima para a captura de robalos, os 36 cm e para as bailas, os 20 cm. Estas são medidas que, alegadamente poderão contribuir para que os robalos e as bailas tenham, pelo menos, a possibilidade de fazer uma postura antes de serem capturados e dessa forma se garantir a sua continuidade. Em França, por exemplo a medida mínima para o robalo são os 42 cm porque se chegou à conclusão que se estaria a defender melhor a espécie, nomeadamente, porque não existem verdadeiras certezas quanto à idade que um robalo deve ter para atingir a maturidade sexual, pois isso depende de factores muito variados relacionados com a zona onde esses robalos vão crescer. È comum os robalos mediterrânicos crescerem mais rápido que os robalos das águas mais frias do Atlântico.

Em Portugal não existem estudos científicos que nos permitam ter alguma certeza em termos das taxas de crescimento e reprodução dos robalos, nem da sua distribuição nem mesmo dos stocks que actualmente existem. Esses estudos seriam fundamentais para se poder estabelecer, com alguma certeza, se são ou não necessários os tão temidos, por uns, períodos de defeso ou as zonas de protecção dos juvenis e posturas. Era fundamental para todos, antes de sair qualquer tipo de legislação, meramente restritiva, existirem essas bases científicas que permitissem realmente defender o robalo em Portugal. Mais uma vez o interesse seria comum a todos aqueles que pescam esta magnífica espécie.

O exemplo da Irlanda é espectacular neste domínio. A pesca desportiva, tal como a profissional, é defendida, sendo a pesca do robalo considerada com uma pesca nobre e mais importante mais valia em termos turísticos para o país. Aqui, o robalo é protegido legalmente há mais de 10 anos sendo que actualmente apenas é permitido, a cada pescador levar para casa, o limite de dois robalos por um período de 24 h, existe um tamanho mínimo de 40 cm, um período de defeso entre 15 de Maio e 15 de Junho em que está interdita a pesca do robalo e a total proibição de venda ou oferta para venda dos robalos capturados. Mais importante do que todas estas regras existe uma verdadeira preocupação com a defesa do Robalo e das outras espécies que é partilhada por todos pois a pesca é considerada uma herança histórica e um bem comum. O Central Fisheries Board, organismo que coordena tudo isto, aposta na pedagogia e na formação, aquilo que me parece que falta mais em Portugal.

Esta é a primeira parte de um artigo publicado na edição de Novembro de 2009 do Mundo da Pesca

segunda-feira, outubro 26, 2009

Fazer saltar o peixinho.

Skip Cast

Quem nunca fez saltar o peixinho?! Se não se lembra talvez seja porque no lugar onde vive podem chamar-lhe outro nome.
Fazer saltar o peixinho é uma brincadeira de crianças que consiste em lançar uma pedra para água e fazê-la pular várias vezes. Todos nós, recordamos com certeza momentos em que fizemos “saltar o peixinho” num rio, no mar ou numa albufeira.

Então vamos lá a uma tradução caseira: Skip Cast - lançamento de fazer saltar o peixinho.
Esta técnica é muito usada por pescadores de achigãs mas, como muitos de nós nos vamos apercebendo, podemos ir recolher aí diversos conhecimentos para usar em várias pescas a outros predadores.

Esta técnica usa-se normalmente com canas de spinning 7 pés e com acção rápida mas também pode ser executada com uma cana de casting, o que no entanto requer mais treino. Por outro lado, quanto menor for o diâmetro da nossa linha mais fácil se torna. As amostras normalmente usadas são os vinis.

Como se executa o Skip Cast? Usa-se um lançamento lateral, em que a amostra faça um ângulo menor quando toca na água (raspando a água), para que esta volte a saltar, fazendo assim o tal efeito de peixinho. Dependendo da velocidade e do ângulo que vamos dar, a quantidade de saltos assim como a distância entre eles varia.

Mas afinal para que é que serve esta técnica? Não serve só para nos lembrar do efeito bonito que tem uma pedra a saltar sobre um espelho de água nem tanto para mostrar as nossas habilidades. Vamos imaginar varias situações onde podemos precisar de a utilizar: queremos colocar uma amostra debaixo de uma copa de uma árvore cuja ramagem quase toca na água e precisamos que esta fique mesmo bem lá dentro; temos uma plataforma assente em pilares e necessitamos colocar a amostra lá de baixo. O que vamos fazer? Vamos lançar a amostra de forma a que o embate seja antes da nossa estrutura e garantindo que ela vá saltando até ao local pretendido. Pode ao início parecer difícil mas com o treino vamos até achar divertida esta técnica e muito útil.

O Skip Cast não tem a única exclusividade de colocarmos as nossas amostras debaixo de estruturas que ficam por cima da superfície. Uma outra função que não podemos esquecer é que a nossa amostra a saltar por cima da água vai lembrar um pequeno peixe a saltar.

terça-feira, outubro 20, 2009

O Inesperado Crash Test!

No dia 1 de Outubro, aproveitei a tarde livre e a desculpa de ir testar um novo pesqueiro e fazer uns lançamentos para me habituar à cana nova (uma Lucky Craft ESG I, Obrigado Alexandre e Anacleto!) e para ir até a um pesqueiro do Tejo, bem perto da minha casa, onde ainda não tinha lançado umas amostras.

Estava um calor abrasador, húmido, digno dos trópicos, e não se sentia a minima aragem.
A superfície do Tejo era um autêntico espelho.
Apanhei a maré cheia no seu ponto máximo e a sua viragem para a vazante, então decidi bater uma zona de baixios (que ficam totalmente destapados na maré vazia) de fundo de areia/lodo, mas que naquele dia tinham uns bons 2 ou 3 metros de água.

Curioso para sentir a cana a trabalhar amostras de superfície, monto uma Lucky Craft Gunfish 115 de cor Chart Back (branca com o dorso chartreuse).

Fiz uns quantos lançamentos de teste, e fiquei bastante contente com a facilidade de lançamento e manejo da amostra.
Lançou a Gunfish "nas horas" e transmite o minimo toque de pulso à amostra, dando-lhe uma animação perfeita.

É uma cana perfeita para vinis, amostras de superfície e amostras que façam pouco atrito na água como a Daiwa Saltiga, ou as Duo Tide Minnow Slim.
No entanto, com amostras mais pesadas, ou que agarrem muito a água, como a Lucky Craft Flashminnow 130 MR a cana já entra em esforço.

Depois de um lançamento que saiu bastante bem, lembrei-me de uma "técnica" usada na zona da Ilha de Faro e na Foz do Arelho e experimentei deixar a amostra ser levada pela corrente vazante, para atingir uma distância maior e para depois, durante a sua recolha, cobrir uma área mais abrangente.

Começo então a animação com pequenos toques de ponteira e uma recolha a velocidade "média" intercalada com algumas pausas de alguns segundos.
A Gunfish trabalha aos zigue-zags (walk the dog) e com "pop's" que agitam a superfície da água.

Quando a amostra estava a cerca de uns 15 metros de mim faço uma pausa pois pareceu-me ter ouvido o telemóvel tocar.
Jogo a mão ao bolso, vejo que afinal não tinha sido nada e volto a recolher, passado duas ou três maniveladas vejo a superfície da água junto à amostra agitar-se e a amostra a desaparecer, literalmente!

Começa então a luta! O peixe dispara com um arranque fortíssimo, levando-me bastante fio.
"É um robalo grande" pensei eu para mim.
No entanto não estava a sentir as habituais "cabeçadas" tão características dos robalos.
E o peixe não cedia, levava-me o fio continuamente em longas corridas, para por alguns segundos, e quando parada não cedia.
Voltava então a arrancar como um pequeno comboio.

Foi então que me comecei a aperceber, que talvez não fosse robalo, e fosse uma corvina! Senti o coração a bater mais depressa, "Uma corvina à superfície? Ora aí está uma novidade para mim!" Pensei eu.
Concentrei-me em tentar tirar o peixe.

Tinha a noção que aquela cana não era para peixes daquele calibre, apesar de sensível a cana já tinha tirado nas mãos do Alexandre Alves robalos de 6 kilos de peso e uma corvina de 8 kilos, mas eu sabia e tinha sido avisado, que com esta cana tinha que ter algum cuidado extra a trabalhar um peixe grande.
Claro que nem tinha posto a hipótese de apanhar uma corvina.

Tinha o drag relativamente solto e apenas o fechei alguns "cliques" pois não queria forçar a cana, nem fazer nenhuma asneira.
A cana estava bem dobrada, e aos poucos fui-me apercebendo que talvez esta corvina fosse maior que as a que eu estava habituado, ou pelo menos, estava a bater-se com mais força.
Naquele pesqueiro tinha algum espaço e podia dar-me ao luxo de deixar o peixe correr, o meu único receio era se ele corre-se para o fundo, e corta-se o fio nos ostrais, e facto de estar a usar Power Pro 0,15 mm + Seaguar AbrazX 0,33 mm também não me dava muita confiança para abusar da sorte.

Subitamente, parou.
Parou de correr, mas não cedia, não me deixando recuperar alguns metros de fio.
Olhei para a bobine do carreto, estava a cerca de 1/3 da sua capacidade, tinha muitos metros de multifilar na água, e muita coisa poderia correr mal.
O peixe ali estava, parado, longe da margem.
Aguentou-se assim cerca de um minuto, comecei a desesperar e a pensar que se tivesse enrolado num cabo ou bocado de rede, que por vezes são arrastados para os bancos de ostrais pela corrente, se esse fosse o caso, nada feito.

Começo então a sentir o peixe a ceder, recolho então com cuidado (estava preocupado com a cana, com o fio, bem, com tudo!) com um movimento de "bombear", para o trabalhar da cana faça o seu papel a "matar" o peixe.
E assim fui recolhendo e recuperando os metros que tinha perdido de fio, por vezes o peixe disparava de novo, mas os arranques eram muito mais curtos que os iniciais, e rapidamente me deixava tomar a iniciativa.

Finalmente, noto o multi a entrar na água já perto da margem, faço um "bombeamento" mais amplo com a cana para puxar o "bicho" para cima, lá vem ele ao de cima.

Era mesmo uma corvina, e um pouco maior que as que já tinha apanhado, consegui mante-la ao de cima, já estava derreada, e quando veio à superfície ficou de "barriga para o ar".
Se tudo corre-se bem já não arrancaria mais, mas nunca se sabe! Nenhuma "desgraça" tinha acontecido até ali e eu não gostava nada de perder o peixe por ter pressa já tão perto da margem.

Deparei-me com uma problema, estava completamente sozinho no pesqueiro (o que não é nada normal pois o pesqueiro é muito frequentado).
Estava a pescar em cima de um empedrado, e por a maré ainda ter bastante água, se por ventura a corvina afunda-se junto à margem, o fio roçaria no empedrado e *desgraça*.

Só vi uma solução, entrar pela água até à barriga, e meter-lhe o "grip" na boca.
Assim fiz, com calma tirei o telemóvel do bolso (já queimei um por banhos na pesca...), e lá fui eu.
Desci o empedrado, molhei-me até à cintura, e com algum jeitinho e sorte, grip na boca da corvina!
Subir o empedrado com a cana numa mão, e uma corvina na outra fui um desafio considerável :)

Depois de subir o empedrado, pesei-a com o "grip", acusou 15 kilos!
Fiz a minha pequena grande festa sozinho!
Apoiei o telemóvel num pilar, disparo automático e lá tirei umas fotos, a qualidade não é muita mas com a adrenalina ainda toda a correr, nem vi se tinham ficado bem tiradas!
Cá vai!



O detalhe da amostra usada:


Dias melhores que este são impossíveis! Testa-se um pesqueiro, testa-se uma cana nova, apanha-se pela primeiro uma espécie à superfície e ainda se bate o recorde pessoal!

No entanto nem tudo é um mar de rosas, lá tive eu que telefonar ao meu pai para me vir ajudar, e o trabalho que dá arranjar um peixe destes? Não tem espinha! Tem osso! :)

Se a sorte continuar do nosso lado, até ao próximo Crash Test da equipa Robalos nas Ondas!

PS: Peço desculpa por só agora colocar este post, mas só agora me devolveram o cabo de passar as fotos do telemóvel para o computador.


sexta-feira, outubro 16, 2009

Spinning em movimento

O que é a pesca em movimento ou o spinning itinerante, tal como é assim chamado pelos pescadores franceses e por algumas revistas da especialidade? É a vertente do spinning que se caracteriza por uma grande liberdade de movimentos e a exploração de vários pesqueiros durante uma jornada de pesca. O conceito é simples: em vez de ficarmos num determinado local, por muito bom que seja, esperando que os robalos apareçam, a ideia é ir procurando por eles em diversos pesqueiros.




A escassez do peixe nos dias que correm torna cada vez mais justificável esta abordagem ao mesmo tempo que a própria evolução tecnológica dos materiais que temos ao nosso dispor permite cada vez mais este movimento e sessões de pesca mais longas. Os materiais cada vez mais leves permitem pescar, mais e melhor, com muito menor cansaço.

Quando nos referimos ao spinning na sua vertente de grande mobilidade não se defende, naturalmente, uma forma de pesca apressada ou a correr. Este elemento de mobilidade não significa que estejamos numa autêntica corrida contra o tempo mas apenas que tentamos maximizar as nossas possibilidades de encontrar o peixe activo.



Na verdade, quando os robalos estão com maior actividade e andam a caçar, não é anormal acontecerem ataques às amostras logo ao primeiro lançamento. Ora, segundo este conceito de pesca mais em movimento, quando isso não acontece, o melhor será ir procurar outras paragens e não perder tempo continuando a lançar num mesmo local onde não temos toques.


No ataque a estas “zonas quentes”, ou seja os pesqueiros e spots que previamente identificamos com aqueles onde existem mais e melhores possibilidades de obter capturas, podemos ter duas abordagens, consoante o nosso próprio estilo ou forma de pescar e tendo em conta, também, as características intrínsecas de cada pesqueiro. Assim, podemos, por um lado, abordar as zonas lançando sempre de uma forma padronizada procurando cobrir toda a área a pescar, ou seja, lançar da esquerda para a direita ou vice-versa de forma sequencial de modo a tentar encontrar o peixe ou podemos também seguir a nossa intuição e lançar logo em primeiro lugar para aquele spot em que acreditamos mais na zona que pescamos. Deixamos de ter o padrão de lançamento mas ganhamos em confiança nos primeiros lances! Em zonas muito complicadas, por exemplo áreas de muita pedra, podemos sempre deixar para o fim os locais onde teremos mais hipótese de perder a amostra. O risco de prisão é muitas vezes recompensado com a captura dos melhores exemplares mas, custa sempre muito, perder amostras em que confiamos e que são extremamente caras.


Equipamento e materiais
Para esta abordagem ao spinning devemos apostar em equipamentos leves que permitam grande mobilidade sem comprometer a segurança, que deve ser sempre um dos factores a ter em maior consideração quando vamos à pesca. Em termos de roupa, esta deve permitir sempre uma grande liberdade de movimentos e deve ser sempre adequada à altura do ano em que pescamos e deve permitir que o nosso conforto quer perante o calor quer perante o frio. Isto é o mesmo que dizer que para dias mais quentes devemos usar materiais transpiráveis, que permitam eliminar o suor sem ficarmos todos molhados ou que para dias mais frios devemos usar tecidos leves mas que protejam realmente do vento e nos permitam ficar secos. Uma outra hipótese é a utilização do fato de mergulho, especialmente indicado para zonas mais sujeitas a salpicos do mar ou mesmo prevendo a necessidade de ir a pesqueiros mais avançados. Em termos de segurança acaba por ser do melhor, pois perante a possibilidade de uma queda à água ajudam a flutuar. Hoje em dia temos também os vadeadores em neoprene que, resolvem o tradicional problema de segurança da entrada de água pelo peito dos vadeadores mais antigos e que são uma boa solução em termos de conforto. Um elemento importante diz respeito ao calçado que deve ser anti-derrapante especialmente para quando pescamos em rocha de forma a evitar ao máximo as tão desagradáveis e perigosas quer para o nosso físico quer para o próprio material. Se pescarmos da areia essa questão não se coloca tanto devendo apenas ser privilegiado o conforto. Importante para pesqueiros de pedra é também a utilização de luvas que têm a função de permitir, por um lado, os apoios com as mãos nas rochas evitando cortes e feridas e por outro, uma pega mais eficaz do peixe. Outros elementos importantes são os óculos polarizados, o chapéu e uma garrafa de água, pois a deslocação de pesqueiro para pesqueiro pode ser, por vezes, cansativa e convem irmos recuperando do esforço dispendido.



No que diz respeito ao material de pesca e amostras, tal como referi atrás, devemos partir o mais ligeiros possível. Para isso vamos optar por uma cana polivalente, entre os 2.90 e os 3 m e um carreto, tipo Shimano Twin Power 4000 ou 5000, devendo os carretos ter um ratio de recuperação mais elevado quando vamos para pesqueiros de pedra, pois aí vamos precisar mais vezes de “velocidade” para tirar a amostra de sítios mais complicados. Quanto às amostras devemos levar apenas aquelas que cubram a maior parte das situações que vamos encontrar. Para isso devemos fazer o trabalho de casa prevendo onde iremos pescar e indo buscar as nossas memórias e padrões desses locais. Penso que cerca de 12 amostras serão mais do que suficientes sempre que vamos à pesca. Geralmente levamos uma mochila enorme carregada de caixas de amostras e acabamos por utilizar meia dúzia delas durante uma sessão de pesca. Assim, basta levar algumas e diminuir em muito o peso que iremos carregar.

Que amostras escolher então? A primeira resposta é obvia… devemos levar aquelas em que temos mais confiança e que já nos deram provas de apanhar peixe! Geralmente utilizo uma bolsa de cintura da Shimano ou da HPA onde levo algumas amostras de superfície e especialmente minnows e jerkbaits, geralmente dois de cada cor que gosto para o caso de perder alguma. Privilegio sempre amostras que lancem bem e que afundem pouco para evitar o risco de prisões e perdas nas pedras. Claro que se for para locais que sei à partida aguentarem amostras mais afundantes também coloco algumas na caixa. Finalmente, tento levar também alguns vinis para algumas situações específicas de pesca em zonas de rocha e caneiros muito localizados.

Alguns exemplos de amostras que levo comigo:

1. Zara Super Spook (Heddon)
2. Sammy 115 (Lucky Craft)
3. Z-Claw (Zenith)
4. Gunfish (Lucky Craft)
5. Flashminnow 110 SP (Lucky Craft)
6. Saltiga Minnow 14 F (Daiwa)
7. Athlete Slim Minnow 112 (Jackson)
8. Flat 110 (Lucky Craft)
9. Feed Shallow (Tackle House)
10. Flashminnow 130 MR ( Lucky Craft)
11. Tide Minnow (Duo)
12. Logsurf 124 F (Bassday)

Como a proposta é partir ligeiro podemos até vestir um colete que permita levar os acessórios que mais necessitamos como o alicate, os clips (para quem utilize) e umas bobines de fluorocarbono para fazer as baixadas. Desta forma teremos grande liberdade de movimentos e podemos ganhar em capacidade de deslocação.

Finalmente umas últimas linhas para falar de algo que alguns leitores poderão ter já pensado e que tem a ver com o tempo que devemos dedicar a cada um dos pesqueiros que escolhemos. Como iremos definir isso? Será sempre igual para todos? Bem, aqui penso que teremos de encontrar as respostas em cada um dos pesqueiros. Ou seja, são as suas características próprias e aquilo que eles nos transmitem quando lançamos as amostras que nos irão dar as coordenadas para decidirmos quanto tempo iremos despender em cada um deles ou se deveremos insistir mais num e menos noutro. Correntes, algas, rochas, areia, estado do mar, vento, meteorologia e até a própria morfologia do pesqueiro são factores determinantes para a nossa decisão. Se estivermos num spot pequeno com zonas de passagem de amostras estreitas (por exemplo um corredor entre rochas) cerca de meia dúzia de lançamentos deverão ser suficientes para detectar a presença ou não de peixe e desencadear o ataque de um robalo. Se, pelo contrário, o pesqueiro for de maior dimensão ou até se tiver vários spots a explorar então iremos dedicar um pouco mais de atenção. Por outro lado se tivermos toques num determinado local é natural uma insistência maior aí já que o peixe foi localizado. É normal então ir mudando de amostra até encontrar aquela que nesse determinado local e dia tenha um melhor resultado. O importante é não deixar nenhum dos pesqueiros com aquela sensação de que deveríamos ter lançado a amostra para determinado local e não o fizemos. Devemos seguir sempre os nossos feelings e lançar mesmo para aqueles sítios que à partida e pela teoria serão os menos indicados. Pode ser que surja dali uma enorme surpresa.


Este texto foi publicado no Extra Robalos do Mundo da Pesca que saiu em Junho de 2009

quarta-feira, outubro 14, 2009

Desenhos

Deixo-vos um esquisso feito pelo Carlos que pretendeu retratar um momento de uma nossas idas à pesca.O desenho pretende captar um momento em que de joelhos tirei mais uma baila...como não tinhamos máquina na altura, o Carlos teve a simpatia de o fazer para perpetuar aquele instante.

domingo, outubro 11, 2009

Finesse?!

Hoje demanhã, fui na companhia do Júlio (o meu pai), e do amigo Delfim, fazer uma pesca de barco pelo Tejo.

O rio apresentava alguma ondulação e o vento forte que se fazia sentir, aliado com a forte corrente vazante tornava muito difícil colocar as amostras a trabalhar nos pesqueiros pretendidos.

A manhã passou apenas com alguns toques casuais, sem nenhuma captura, nem os nossos amigos "tamboris do Tejo" deram sinais de vida.

Numa última tentativa antes de darmos por terminada a manhã de pesca, fomos fazer uns lançamentos a uma zona mais abrigada, de águas praticamente paradas, e muita estrutura para as amostras baterem.

Experimentei vários vinis sem resultado.

Estava a pescar com a cana Shimano Speedmaster AX Jigging/Jerk.
Mede 1,80 m, tem uma acção de ponta rápida, C.W. de 20-70 gr. e a Shimano classifica-a como XH (extra pesada).
É uma cana muito leve, sensível, e com muita, mas mesmo muita força para trabalhar peixe grande.
Trabalha na perfeição vinis com cabeçotes de 14 gr. até zagaias de 60 gr. (pelo menos em relação ao material que eu já experimentei).
Muito obrigado Carlos Fazenda!

Resolvi então montar um cabeçote shakey head da Strike King, de 3/8 de onça com uma Trick Worm da Zoom.

Tentei trabalhar a amostra junto ao fundo com pequenos toques de ponteira.
Apesar desta não ser adequada para esta técnica de finesse, dá para o "desenrasque".

Ao recolher a amostra para um novo lançamento, já com a amostra a cerca de 1 metro da superfície e junto ao casco do barco, vejo sair disparado um robalo vindo do fundo, que ataca a amostra com violência.

Não estava nada à espera dum ataque daqueles, pelo menos tão perto da superfície e do barco!

Depois de uma luta valente, o peixe acabou por dar-se como vencido.


Revelou ser um robalo robusto, bastante largo para o seu comprimento.



Em relação ao restante material, foi o habitual.
Twinpower 4000 FB, Power Pro 0,15 mm e Seaguar AbrazX 15 lbs.

E assim lá se safou a grade a muito custo, com uma pesca finesse muito albrabada e improvisada, mas que desta vez, lá resultou.

Até ao próximo lance do Robalos nas Ondas!

sexta-feira, outubro 09, 2009

Logo Robalos nas Ondas

O Robalos nas Ondas apresenta aqui hoje aos nossos leitores e a todos os nossos amigos, o novo logo que pretende identificar este espaço de partilha sobre a pesca ao Robalo.A ideia do logo tem em vista dinamizar ainda mais este espaço, procurando passar do patamar virtual da net para uma divulgação exterior quer em camisolas, quer em bonés quer mesmo em autocolantes.
Esperamos que gostem e que nos continuem a dar o vosso apoio através das leituras que fazem do que aqui vamos escrevendo.
Uma palavra final de grande agradecimento ao Marco Magalhães pelo trabalho gráfico que teve no logo.

Alargamento data entrega videos 1.º Concurso Video Robalos nas Ondas

O Robalos nas Ondas decidiu alargar o prazo para entrega dos videos relativos ao 1.º Concurso Video Robalos nas Ondas até ao dia 15 de Dezembro, dando assim mais tempo aos nossos leitores e esperando ver chegar mais videos, com capturas, libertações ou outros temas relacionados com a pesca e o spinning.
Pesquem e participem!

quarta-feira, outubro 07, 2009

Noite de bailas


Na semana passada, o Carlos, o Pedro e eu fomos fazer uma incursão nocturna para apanhar umas bailas. O mar estava completamente caído e a noite prometia algum sucesso pois a água estava excelente para dar uns peixes.




Chegados ainda de dia, pudemos observar um belo por do sol e verificar que o mar tinha algumas zonas com mais algas, exactamente aquelas onde depois vieram a sair as bailas já à noite.






As primeiras horas de pesca acabaram por se revelar completamente infrutíferas, não se verificando qualquer ataque às nossas amostras, à excepção do "master" Pedro, que com a mão quente ia sentindo uns ataques. Só com a noite e depois de uma pausa para um snack conseguimos dar com elas e foi um festival de ataques em cerca de uma hora...depois foram-se e nós aproveitamos para ir embora também.




Ainda devolvemos umas quantas à água e o Pedro teve oportunidade para capturar uma viúva, demonstrando que anda mesmo numa fase impressionante...nada lhe escapa.

Foi uma noite bem passada! Boas pescas!

quinta-feira, outubro 01, 2009

AZAR, AMIZADE E SORTE

Esta é uma história à Carlos Fazenda...

Sábado, com o Nuno Cabrita fomos à pesca para Sintra e logo na chegada ele fez um bonito exemplar um robalo de 2,400 Kg e eu fiz um de quilo. Encontrei muita gente, o meu amigo Rafael da margem Sul, o Marco Cruz e o Vitor Ferreira (o agraciado corvineiro ). Das pescas deles nada soube... Depois de nos separarmos chegaram à nossa vista os robalos, nas ondas... mas lá longe... não dava.

Aquelas corridas nas cristas das ondas, picaram-me e andei o dia todo a pensar naquilo... mais tarde, recebi um convite dos Joões, o Oliveira e o Afonso... e fui outra vez à pesca noite. Mas desta vez mais para Sul para a Praia da Aguda. A amplitude da maré era de escassos decimetros, vento quase nada, mas o mar ganhara força.

Fizémos muito lançamentos e nada... nadinha!

Fomos para Sul, subimos pelas cordas e na baía também nada!!! E eu, com a imagem daqueles peixes da manhã, lá longe da Praia do Norte...

Regressámos à praia e disse aos meus companheiros... metam lá a amostra da Fé e vamos apanhar uns peixes... Sorriram e assim fizémos...

Estava e acho que ainda está espetado na areia da Praia um troco e ali mesmo, fiz um chicote para a Fé ir mais longe... mal caiu na água, ainda não tinha esticado a linha senti um ataque, lindo ! O João Oliveira veio para o meu lado, dar apoio. O peixe foi danado ! O drag a cantar... o peixe a afundar... bons minutos tive... o onda do fundão não deixava o peixe sair... com calma dei dois passos para dentro de água e tirei-o... Lindo, com 1,800 Kg!

Disse-lhes que tinha sido lá longe atrás da formação da onda e os três lançámos com mais força. 1, 2, 3 lançamentos mais fortes e eu dentro de água... com água acima do joelho... que corria rápida na escoa... ouvia-se o barulho das pedras a deslizarem... quando ao 4º lançamento sinto um crash, disse-me o João Oliveira: - Já tá!... Acabara de acontecer alguma coisa.

Pensei, lá foi o segundo elemento para dentro de água. Recolhi a linha, passei a cana para a mão esquerda, segurei pelo carreto e com a mão direita fiz de radar a ver se encontava a linha e o 2º elemento. Mas não! Desaparecera e a amostra também.

Traído por uma onda que me bateu no peito, quando estava curvado sobre a água, fui projectado para trás e o conjunto com que pescava foi parar dentro de água... foi arrastado para o fundão... Uma Fireblood, um Stella e uma amostra da Fé. Um conjunto do qual muito me orgulho, com memória do falecimento do meu pai. Quase todos conhecem a história dos Robalos Abençoados , o meu e o do Fernando Corvelo, depois da partida dos nossos pais. Foi com esse conjunto que tirei esse peixe, o meu primeiro decente.

Depois do azar acenderam-se as lanternas, o João Oliveira não parou de lançar uma Duplex e o João Afonso uma Flash 130, para virem no fundo.

Cansados com as horas a passar desisti e pedi para regressarmos. Fizemos uma foto no muro do estacionamento e viemos para Lisboa.


Na manhã do dia seguinte eu não podia lá voltar, era o dia de ficar com o meu filho e tinha que o ter para estudar. Primeiro está o meu filho e depois a pesca. No principio da tarde fui então lá, a maré baixa era à tarde... Não tinha muita esperaça, as marés sem aplitude e na madrugada haveriam de ter estado por ali muitos pescadores. Levei a cana de buldo e uma chumbada com uma fateixa... Cansei o braço e regressei a Lisboa.

Triste partilhei, em segredo, com algum de vós, este meu azar! O Universo dá mas também pode tirar. O António Gouveia até queria ir para dentro de água com o fato de caça submarina, todos me apoiaram, o João Oliveira pensou em fazer uma recolha para me oferecerem um outro carreto. Telefonemas e mensagens eram muitas: - Já apareceu?

Tantos amigos... Obrigado a todos...

Na segunda-feira passada, aqui no atelier, a trabalhar, telefona-me o Manuel da MARESIA, e pergunta-me se estava tudo bem... e respondi-lhe que não, não estava... deixou-me falar e disse-me:

- Sabes Carlos, quem foi buscar a tua cana e o teu carreto, ao mar fui eu, mas quem a viu foi um amigo meu, o César Lucas... ele vai-te telefonar, é ele que os tem... ele descobriu à pouco o autocolante que pusseste no punho com o teu nome e o meu irmão Marco confirmou que tinhas este conjunto.

Tive de me sentar, meti a mão na testa e agradeci... Passado momentos telefona-me o César que nunca me tinha visto e disse-me que queria encontrar-se comigo para me devolver o conjunto... Agradeci e disse-lhe que ele acabara de ganhar um amigo!

No dia seguinte, na Maresia, encontrámo-nos e agradeci com mais palavras o nobre gesto do César e ofereci-lhe uma cana que ele gostava de comprar. Uma Casini, exclusiva da MARESIA.

Meus amigos isto é a prova da gentileza e da amizade, de quem como nós, anda na pesca, muita sorte também, é certo... o Universo entendeu que me devia, devolver essa cana e o César Lucas foi o mensageiro... Obrigado César, ganhei-te e ganhaste um amigo. Nunca vou esquecer a tua honestidade e a ti Manel também te agradeço por tudo. Dedico-vos este post!

Obrigado A TODOS! Mesmo! Vou retribuir-vos com a minha Amizade.

Deixo-vos por fim o possível percurso que a cana fez durante as 12 horas que esteve dentro de água. Foi encontrada na Pedra da Agulha (B), junto às cordas que alguns de vós conhecem!


:-), à Mi...lagrosa sorte, também ! :-)