sábado, janeiro 30, 2010

Robalos nas Ondas com Bassnbait na Fil

O Xandre e eu próprio iremos estar durante a próxima semana, na Sport Show 2010, que irá decorrer na Feira Internacional de Lisboa. Poderão encontrar-nos no stand da Bassnbait onde estaremos disponíveis para demonstrações de produtos, esclarecimentos técnicos sobre spinning ou apenas para umas boas conversas sobre a pesca com amostras.



A todos os amigos deste espaço desde já deixamos o convite para que apareçam e nos façam uma visita. Serão todos muito bem vindos.

sábado, janeiro 16, 2010

Aprendizagens - Erros práticos iniciais

No início (mas mesmo no início!) da saga das corvinas, depois de ter apanhado a minha primeira "grande", o Carlos Fazenda fez este pequeno filme que captou um breve momento do que não se deve fazer ao trabalhar um peixe grande, numa luta que já durava à alguns minutos.



Neste vídeo são observáveis vários erros, todos eles fruto da inexperiência a lidar com peixes grandes, e pior que isso, com a falta de calma e "cool down", que a meu ver se ganha principalmente através da prática (por mais conhecimentos ditos teóricos que possamos ter).

1º Erro - Não se deve bobinar em "seco", isto é, bobinar enquanto o peixe leva linha e o drag e a cana fazem o seu trabalho. É um desperdício de energia e tempo (deixe-se o drag trabalhar!)
Durante os arranques, quando se tem espaço e todo o tempo do mundo (como era o caso) pode-se deixar o peixe levar linha, e deixar que a cana e drag trabalhem, cansando-o.

2º Erro - Nunca trancar a linha da bobine com a mão ao ponto da linha partir. Óbvio não é? Mas aconteceu (e acredito que aconteça por esse mundo fora). Acabei por mais tarde utilizar esta "técnica" para melhor controlar a saíde de linha, sem dúvida que é eficaz, quando bem feita.
Neste caso deixei a mão tempo de mais na bobine quando o peixe voltou a arrancar com força. Por o peixe ter cedido durante alguns momentos, tentei puxá-lo para a superfície muito rápido e substimei a força que poderia vir a exercer, para além de não ter calculado bem o ponto de ruptura da linha.

3º Erro - Não ter pressa, (quando o pesqueiro assim o permite, se é necessário ter "pressa" então o melhor é precaver-se e pescar com material mais pesado e adequado às necessidades de cada pesqueiro).
Se o peixe ainda tem muita força, não o substimar. O drag existe por alguma razão, assim como a cana.
Deixar cansar, "bombear" ao recolher, e se voltar a arrancar, deixa-lo cansar mais um bocado. A curvatura da cana e o drag fazem o seu trabalho.
" Chill out, let the drag sing". Claro que em pesqueiros com pedras e rochas tipo campo minado bósnio, a coisa complica-se.

4º Erro - Apesar deste "erro" não levar directamente à perda de um peixe, pode poupar-nos algum esforço e desconforto.
O cabo da cana deve ser posicionado num sítio onde facilite que o pescador faça um efeito de alavanca, sem cansar em demasia o braço.
No vídeo podem ver que estava apoiada apenas contra o meu pulso e antebraço, o que acaba por ser desconfortável.
Apesar do cabo curto da cana que eu estava a utilizar, é possível (e vim a descobrir que bem melhor) apoiá-lo ou na região das cristas íliacas esquerda ou direita (consoante se seja canhoto ou dextro), acima da púbis, ou como me vieram a ensinar, contra o esterno/apêndice xifoideu. Para mim esta é a posição mais confortável (não havendo um cinto de combate/jigging à disposição).

Ao longo das experiências que vou tendo enquanto pescador, tento sempre tirar partido das aprendizagens que vou realizando, o que incluir reflectir criticamente sobre erros que fiz.
Acaba por ser útil, pois permite-me corrigir-me, e não perder dois peixes devido à mesma "azelhice".

Ah, e soltar um "alho" depois de perder peixe também não serve de muito :) Cheers!

Já agora, material utilizado:

- Cana Bass Pro Shops Bionic Blade 6,6 pés, acção MH.
- Carreto Shimano Twinpower 4000 FB.
- Linha multifilar Power Pro 10 libras Hi Vis Yellow + Baixo de linha em fluocarbono Seaguar AbrazX 0,33 mm.
- Zagaia/Casting Jig Maria Vivia Parade de 21 gramas cor de rosa.

Espero ter sido útil! E que volte o bom tempo!

Pedro Russo Baião

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Jantar Cromos do Spinning 2009

Em meados de Dezembro, numa noite de chuva e frio, os "Cromos do Spinning" reuniram-se para a segunda edição do seu jantar de Natal. O local escolhido foi novamente o Saguim na Avenida do Brasil e marcaram presença cerca de 20 amigos que gostam desta modalidade de pesca com amostras. Deixo aqui algumas das fotos.














As conversas andaram em torno da pesca (será que se esperava outra coisa), amostras, peixes, pesqueiros, histórias e coisas de pescadores...foi uma noite muito bem passada!

A todos os que participaram e a todos aqueles que não puderam estar presentes um grande abraço e o desejo de um 2010 cheio de robalos.

domingo, janeiro 03, 2010

Bucktails Jigs

Alguns de nós já encarámos com jigs com umas saias feitas em pêlo, que dão pelo nome de Bucktails. Os bucktails podem ter diferentes gramagens, cores e formatos dos cabeçotes, o que nos oferece uma grande possibilidade de escolha.
Podem ser usados simples ou com outras amostras associadas, como grubs e shads e outras, como se pode ver na imagem.
Quando falamos em versatilidade, o seu expoente máximo surge na diversidade de formas de utilização:
- Podemos lançar e recolher, variando a sua velocidade e dando toques de ponteira e assim fazer com que ele trabalhe nas várias camadas de água.
- Podemos deixá-lo cair até bater no fundo, dando-lhe toques com a ponteira da cana para que ele vá saltando ou mesmo fazendo com que ele deslize pelo fundo.
- Podemos trabalhá-lo na vertical.

Alguns peixes capturados com Bucktails Jigs: achigãs, carapaus, cavalas, sardas, robalos , bailas, anchovas e corvinas.

O efeito helicóptero.

Quando lançamos algumas amostras, elas entram em espiral ou criam o também chamado efeito helicóptero, que pode ser motivado por diversos factores: a distribuição do peso na amostra, amostras articuladas, a sua aerodinâmica e os ventos.

Peso: Nem todas as amostras têm sistema de transferência de massas, fazendo com que o seu maior peso se transfira, durante o lançamento, da "cabeça" para a cauda, provocando, assim, um voo mais equilibrado.

Amostras articuladas: durante o lançamento a amostra vai dobrar-se e provocar mudanças de direcção.

Aerodinâmica: os corpos das amostras não são todos fusiformes, portanto não podemos ter em conta apenas o lançamento a grande distâncias e devemos estar atentos também à hidrodinâmica, que vai causar natações tão diferentes. Outro problema é a existência de palheta na amostra ou a ausência desta, e os vários tipos de palhetas que podem provocar uma maior inércia.

Ventos: são sempre um factor negativo quando queremos lançar uma amostra, principalmente quando se encontram pela frente ou lateralmente (vento pelas costas até pode ser uma ajuda, mas também pode trazer problemas, ao transmitir maior velocidade à amostra, e fazendo com que os passadores da nossa cana percam capacidade de deixar sair tanta linha, provocando cabeleiras) ou correntes de ar provocadas pela rebentação.

Para evitar o efeito helicóptero, algumas vezes conseguimo-lo com um simples lançamento lateral, no entanto se não for suficiente, vamos lançar a amostra sem o efeito de "chicote na cana". Colocando a amostra atrás e fazendo com que ela acompanhe, quase num ângulo de 0º, a cana, vamos rentabilizar melhor a massa total da nossa amostra.
Outra possibilidade é usarmos uma cana de casting. Neste caso, a nossa linha não vai sair em espiral, o que não vai provocar torção e consequentemente vamos aproveitar a massa total da amostra.

Votos de um Bom Ano de 2010 para Todos.

Alexandre Alves

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Bom Ano de 2010

O Robalos nas Ondas e toda a sua equipa vem desejar aos seus leitores e seguidores um excelente 2010 com muita pesca e robalos. Que este novo ano vos traga as maiores felicidades e sucessos acompanhados de uma óptima saúde.

Pesquem muito e libertem mais!!!