Mostrar mensagens com a etiqueta Defesa Pesca Lúdica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Defesa Pesca Lúdica. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, outubro 28, 2009

A preservação do robalo (1)

É comum ouvirmos cada vez mais dizer entre os pescadores à linha que as capturas são cada vez mais escassas e que antigamente é que era bom. Se é verdade que em alguns momentos do ano parece quase existir uma “explosão” de peixe num determinado ponto da costa, também não deixa de ser uma constante cada vez mais presente o termo “grade” no relato das nossas pescarias. Assim, a questão da preservação das espécies que pescamos e mais concretamente do robalo, aquela que, sem dúvida, é mais procurada pelos pescadores de amostras, é um dos pontos centrais da pesca na actualidade e um dos que mais deveria captar as atenções de todos os pescadores lúdicos, e não só, em Portugal.
A lógica é muito simples: quanto mais preservarmos e defendermos no presente mais teremos para pescar no futuro!
E isto serve, na minha opinião, não apenas para os lúdicos, mas também para os profissionais, para os artesanais, para as lojas de artigos de pesca e até para os importadores. A minha ideia é simples se houver mais peixe para toda a gente, tudo funcionará pela simples lógica da procura, ou seja, se há mais peixe vamos mais à pesca, se vamos mais à pesca vamos comprar mais materiais, se compramos mais materiais as lojas vendem, se as lojas vendem os importadores também vendem. Ao mesmo tempo, se houver mais peixe também parece-me que haverá também mais possibilidades para a pesca profissional e artesanal, quer em termos de pesca directa quer mesmo em termos de outras actividades, nomeadamente, algumas relacionadas com a pesca desportiva.

À partida esta poderá parecer uma ideia meramente mercantilista da pesca do robalo, mas para mim faz cada vez mais sentido pescar hoje menos para poder continuar a pescar com sustentabilidade no futuro. Se todos nos preocuparmos um pouco mais hoje iremos certamente garantir o futuro de uma espécie.

As medidas legais do robalo
Actualmente a lei portuguesa impõe como medida mínima para a captura de robalos, os 36 cm e para as bailas, os 20 cm. Estas são medidas que, alegadamente poderão contribuir para que os robalos e as bailas tenham, pelo menos, a possibilidade de fazer uma postura antes de serem capturados e dessa forma se garantir a sua continuidade. Em França, por exemplo a medida mínima para o robalo são os 42 cm porque se chegou à conclusão que se estaria a defender melhor a espécie, nomeadamente, porque não existem verdadeiras certezas quanto à idade que um robalo deve ter para atingir a maturidade sexual, pois isso depende de factores muito variados relacionados com a zona onde esses robalos vão crescer. È comum os robalos mediterrânicos crescerem mais rápido que os robalos das águas mais frias do Atlântico.

Em Portugal não existem estudos científicos que nos permitam ter alguma certeza em termos das taxas de crescimento e reprodução dos robalos, nem da sua distribuição nem mesmo dos stocks que actualmente existem. Esses estudos seriam fundamentais para se poder estabelecer, com alguma certeza, se são ou não necessários os tão temidos, por uns, períodos de defeso ou as zonas de protecção dos juvenis e posturas. Era fundamental para todos, antes de sair qualquer tipo de legislação, meramente restritiva, existirem essas bases científicas que permitissem realmente defender o robalo em Portugal. Mais uma vez o interesse seria comum a todos aqueles que pescam esta magnífica espécie.

O exemplo da Irlanda é espectacular neste domínio. A pesca desportiva, tal como a profissional, é defendida, sendo a pesca do robalo considerada com uma pesca nobre e mais importante mais valia em termos turísticos para o país. Aqui, o robalo é protegido legalmente há mais de 10 anos sendo que actualmente apenas é permitido, a cada pescador levar para casa, o limite de dois robalos por um período de 24 h, existe um tamanho mínimo de 40 cm, um período de defeso entre 15 de Maio e 15 de Junho em que está interdita a pesca do robalo e a total proibição de venda ou oferta para venda dos robalos capturados. Mais importante do que todas estas regras existe uma verdadeira preocupação com a defesa do Robalo e das outras espécies que é partilhada por todos pois a pesca é considerada uma herança histórica e um bem comum. O Central Fisheries Board, organismo que coordena tudo isto, aposta na pedagogia e na formação, aquilo que me parece que falta mais em Portugal.

Esta é a primeira parte de um artigo publicado na edição de Novembro de 2009 do Mundo da Pesca

terça-feira, junho 16, 2009

Porto de Abrigo

Surgiu mais um espaço de convívio e partilha de experiências no domínio da pesca lúdica. Chama-se Porto de Abrigo e deixo aqui nas suas próprias palavras os seus objectivos:
"Um Porto bem situado, virado ao Oceano, cheio de bons pesqueiros para os pescadores que nos visitam, apeados ou embarcados, de mar ou de águas interiores!Para o visitante, é imperdoável não entrar no Café do Porto, onde se juntam todos os pescadores, bebendo um copo e trocando saberes, histórias, novidades, notícias…
Enquanto percorre o caminho que o separa do Café, dê uma olhadela em toda a informação que o Porto de Abrigo lhe oferece.Chegado ao local, entre e vá ouvindo as conversas que, invariavelmente, serão em torno da pesca ou de algo com ela relacionado… Escolha a mesa que mais lhe agrade! Coloque as suas dúvidas e os seus saberes…
Vai ver que, num instante, você será mais um dentro do grupo de amigos de longa data, capturando peixe à farta, pelo menos ali, no nosso Café!
Ah… Muito importante! Não se esqueça das dúvidas! São elas muitas vezes que nos trazem o saber e… quando menos esperar, será você a reunir companheiros à volta da sua mesa.
Durante o percurso que propomos, em algum momento, deverá apresentar-se, registando a sua entrada."
O Robalos nas Ondas deseja a melhor sorte e mares cheios de peixe aos promotores de mais este espaço.

sexta-feira, maio 22, 2009

Pescadores lúdicos manifestam-se domingo em Lisboa

Os pescadores lúdicos de Algarve e do Alentejo rumam a Lisboa, no próximo domingo, dia 24 de Maio, às 15 horas, para se manifestarem contra as Portarias que regulam a pesca lúdica na área do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.


Apesar do Governo já ter alterado as Portarias 143 e 144, de 5 de Fevereiro de 2009, através da Portaria 458-A/2009, que entrou em vigor no dia 5 de Maio, os movimentos Cidadãos do Sudoeste, dos Pescadores Lúdicos de Portugal e Mar Público mantêm a manifestação, agendada desde Março.




Para aqueles movimentos, as alterações não são ainda suficientes, porque se mantém os «aspectos negativos e repressivos». Os pescadores consideram que «o Governo tem de recuar mais, porque o mar de Portugal é de todos nós», explicaram. “Mantém-se a manifestação, porque as alterações que foram introduzidas sobre as duas portarias, a 143 e a 144/2009, ficaram muito aquém daquilo que nós tínhamos reivindicado”, disse hoje à agência Lusa Carlos Carvalho, do movimento Cidadãos do Sudoeste Vicentino, uma das entidades organizadora do protesto.“As rectificações que fizeram, para nós, foi de pequenos erros técnicos que havia, até um deles foi assumido pelo secretário de Estado [do Ambiente]”, sublinhou Carlos Carvalho, que prevê cerca de seis mil pessoas na manifestação agendada para domingo, no Marquês de Pombal, em Lisboa.




Os pescadores lúdicos, que integram os diferentes movimentos, afirmam repudiar uma Portaria que mantém «a discriminação dos portugueses não residentes nos quatro concelhos do PNSACV, inalteráveis as quantidades de marisco permitidas para a apanha, restrições inexplicáveis como a interdição da pesca à quarta-feira ou que torna a pesca à noite, em zonas rochosas, dependente de autorizações do Instituto de Conservação da Natureza».Os outros motivos de discórdia são os valores das multas e o facto de a Portaria proibir «pescar a 100 metros dos esgotos, quando o que devia proibir era os esgotos no mar!».




Com a nova Portaria 458, a pesca passa a ser permitida todos os dias da semana, com excepção da quarta-feira e dos dias feriados. A pesca à linha será autorizada à noite, «nos molhes, para lá do limite de 300 metros da linha de costa em frente a áreas de praia concessionadas durante a época balnear, nas áreas de praia concessionadas fora da época balnear, nas áreas de praia não concessionadas e nos pesqueiros autorizados pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade», conforme o artigo 4º da portaria 458-A/2009.




Por outro lado, o período de defeso do sargo no PNSACV é reduzido um mês, passando a ser proibida a captura da espécie entre 15 de Janeiro e 15 de Março, enquanto o peso máximo de peixe e cefalópodes apanhados mantêm-se nos 7,5 quilos. A diferença é que o maior exemplar deixa de ser contabilizado.No caso da portaria 144, que era de âmbito nacional, passa a ser possível a utilização de engodos e iscos na pesca apeada.A manifestação nacional pelos direitos de acesso ao mar terá lugar, no dia 24 de Maio, às 15 horas, entre a Praça do Marquês de Pombal e a Assembleia da República, em Lisboa.Pescadores querem revogação total das portarias“Queremos a revogação da portarias, este é ponto principal”, frisou Carlos Carvalho.As alterações que entraram em vigor este mês não satisfazem os pescadores, que dizem que estas “não têm qualquer base científica”.




“A diminuição do período de defeso do sargo de 01 de Janeiro a 30 de Março para 15 de Janeiro a 15 de Março representa um mês. São pequenas alterações que não têm qualquer base científica, que fundamente o facto de existirem”, exemplificou.Para além disso, Carlos Carvalho aponta ainda contradições entre a legislação publicada pelo Ministério do Ambiente e pelo Ministério da Agricultura e Pescas.“A questão da alteração da Lei, que restringe a pesca à quarta-feira, está mal redigida pelo legislador. A Direcção-Geral das Pescas diz que é proibido pescar aos feriados, mesmo que seja quarta-feira.




O Ministério do Ambiente enviou-me um ofício a dizer que se pode pescar à quarta-feira e aos feriados”, argumentou.“Uma pessoa, como eu, que queira cumprir as regras e a legislação, não sabe com que lei é que se há-de guiar. O Ministério das Pescas diz que não se pode e o Ministério do Ambiente diz que se pode”, conclui.Carlos Carvalho afirmou ainda que os pescadores lúdicos querem ver revistos outros pontos, “tal como a discriminação positiva”, que restringe a apanha do marisco aos naturais residentes nos concelhos que fazem parte do Parque Natural do Sudoeste e Costa Vicentina.




O porta-voz do movimento dos Cidadãos da Costa Vicentina acredita, segundo afirmou à Lusa, que existem outros interesses por detrás destas portarias.“Um estudo da Universidade do Algarve aponta que os pescadores lúdicos apanham 0,5 por cento da quota de pescado a nível da Costa Vicentina, os restantes 99,5 são apanhados pela pesca profissional. Afinal, estão a proteger que espécies”, questionou, considerando que “estão a proteger interesses de alguns”.“Nós estamos a ver que as próprias matas nacionais já estão a ser geridas por privados, certamente num futuro próximo, com estas normas jurídicas que não têm qualquer fundamento científico estão a retirar a população do litoral para se calhar dar a privados a gestão das suas praias, e é isto que nós estamos a precaver”, concluiu.


quinta-feira, abril 02, 2009

Saramugo, o Revoltado!!!

Boas,Eu sou o Saramugo, sim leram bem SARAMUGO, também conhecido por Anaecypris Hispanica.Para quem não me conhece ou nunca ouviu falar de mim, vou tentar apresentar-me brevemente para que me reconheçam quando tiverem o privilégio de se cruzarem comigo lá para as bandas do Guadiana. Pois é, sou um peixe raro. Pequeno de “estatura”, raramente ultrapasso os 7cm, corpinho estreito e comprido ladeado por uma vistosa cor de prata com laivos de rosa e nos flancos sou pintalgado de tons negros (imposições da modernidade). Não se pode dizer que tenha uma grande cabeça, mas os olhos são grandes e a boca é virada para cima, adaptada ao facto de eu me alimentar à superfície.
Até aqui tudo mais ou menos, até ao dia em que encontrei um vosso conhecido, o ICNB, e ainda outras vozes que levantaram a bandeira da minha defesa. A partir desse momento, a minha vida ainda se complicou mais, passei a ser Saramugo, o Revoltado.Digam lá quem é que não se revolta quando tínhamos a nossa vidinha toda organizada e vem um grupo de senhores, que querem só o nosso bem estar, e mudam-nos o esquema todo e ainda nos dizem que é em benefício da nossa estirpe?!!!
Em primeiro lugar, arranjaram um inimigo, o Achigã, esse “exterminador impecável”, homicida de boca grande, que veio do continente americano capaz de inúmeros genocídios.Dei vivas por ter sido descoberto por esses defensores, pois andei muitos anos esquecido e nada melhor do que ter alguém a defender os meus interesses: passei a ser mais uma estrela da conservação da natureza tão bem conhecida em Portugal.“Morte ao achigã, essa espécie invasora! Eliminem o defeso, as medidas mínimas! Expulsem-no daqui, ele não é português nem espanhol, por isso não tem direitos adquiridos. Fritem os seus juvenis! Nas nossas águas só nós temos direitos.”Um dia, depois de vários pesadelos com esse “exterminador impecável”, acordei e comecei pensando: “Mas que raio de bicho papão é esse que eu nunca o vi rondar a minha porta, não conheço nenhum parente nem familiar que ele tenha sido assassinado?”Afinal o verdadeiro pesadelo foi constatar que o meu defensor queria mudar-me a casa, sem pedir autorização e eu pensando que ele estava a cuidar dos meus interesses. Logo eu, que gosto de cursos de água com pouca profundidade, com alguma corrente e água bem oxigenada, iam mudar-me para uma lago que não era natural e não iam cuidar dos meus ricos cursos de água que não são tratados, e recebem todo tipo de poluição.
Afinal, o meu assassino não vive nas minhas águas, pois o seu habitat é outro.Quem me que protege do meu protector?!
Saramugo, o Revoltado

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Salvaguarda do Robalo

Em França, diversas associações ligadas à pesca e defesa do Robalo, chegaram a acordo para o lançamento de uma Petição pedindo ao Ministro da Agricultura e Pesca francês que tome medidas para salvaguardar o futuro do robalo, não permitindo que uma pesca desenfreada coloque este magnífico peixe numa situação de escassez da qual não haja retorno. A Petição pede, em primeiro lugar, a realização de um estudo que permita saber com alguma certeza a verdadeira situação da espécie nomeadamente em termos das capturas que são realizadas, tanto pelos profissionais como pelos próprios pescadores desportivos, na Mancha e na costa Atlântica francesa. Depois, pedem ainda os peticionários, que sejam aplicados períodos de defeso nestas zonas que permitam a defesa do robalo durante os períodos da desova, altura em que este predador acaba por estar ainda mais vulnerável. Note-se que este defeso seria para todos...profissionais e desportivos!!!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Leis absurdas

Milhares de pescadores desportivos protestaram ontem, dia 15 de Fevereiro, contra as restrições impostas à pesca lúdica no Parque Natural da Costa Vicentina. Pescadores e autarcas acusam o Governo de impor uma legislação sem sentido e que pode afectar a economia local e nacional pelo impacto que terá em todo o sector relacionado com a pesca lúdica. O protesto foi desencadeado através de uma marcha lenta entre Lagos e a Fortaleza de Sagres, tendo provocado uma fila de cerca de 10 km de extensão. Os pescadores demonstraram assim a sua legítima indignação pelas limitações que lhes estão a ser impostas pelo Governo.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Comentário Portaria 144/2009, de 5 Fevereiro

A nova Portaria tendente a regulamentar a prática da pesca lúdica na costa continental portuguesa veio, mais uma vez, desagradar aos pescadores lúdicos na medida em que acaba por não resolver muitos dos problemas detectados aquando da aplicação da lei no terreno e introduz ainda novas restrições verdadeiramente inaceitáveis.
Se por um lado o Governo introduz a obrigatoriedade da marcação do peixe capturado de forma lúdica, algo proposto pela Água Selvagem desde o primeiro momento em tentou dialogar com as autoridades para ajudar a definir uma lei mais justa, equilibrada e defensora dos recursos marinhos, impõe, por outro lado, a proibição da utilização do tradicional engodo na pesca a partir da costa. Qual a razão desta proibição? Alguma questão ambiental? É que a utilização do engodo é permitida a partir de uma embarcação? Qual é a diferença em termos técnicos? Como vai ficar então a pesca à boia, uma das modalidades com mais adeptos em Portugal?
Por outro lado a nova Portaria vem dizer expressamente que as embarcações maritimo-turísticas estão excepcionadas da limitação de captura de apenas 25 Kg, sempre que se encontrem a bordo três ou mais pescadores. É mais uma das regras que não se compreendem, ou antes até se entendem perfeitamente, se partirmos do princípio de que a lei não foi nunca feita com o objectivo de proteger os recursos mas sim o de salvaguardar alguns interesses instalados. É incrivel isto...se estiverem dois barcos lado a lado com quatro pescadores, aqueles que estão na sua embarcação privada têm de parar de pescar quando atingirem esse limite e os outros poderão continuar a pescar. É uma tremenda injustiça para quem paga o seu barco, paga os seus impostos e ainda por cima paga uma licença de pesca.
Quanto à possibilidade da utilização de algum utensílio para a apanha do isco para pescar vemos que a Portaria apenas refere uma "pá ou enchada de cabo curto" para ajudar a recolha de poliquetas. Então e os outros? Só se pode apanhar minhocas? Nada mais? Ou temos de utilizar as mãos para todas as outras? Quem terá tido esta ideia?
Estas são apenas algumas ideias soltas...mas que poderiam e deveriam ser explicadas aos pescadores lúdicos pois eles não entendem como é possível terem tantas restrições e ao mesmo tempo continuarem a observar o verdadeiro atentado que é feito pela nossa costa fora. Será que para essas situações de redes e aparelhos ao longo de todas as nossas praias não existem restrições?

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Nova Legislação Pesca Lúdica

Foram publicadas hoje no Diário da República as:
  • Portaria 143/2009, 5 de Fevereiro, que define os condicionalismos específicos ao exercício da pesca lúdica no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV)
  • Portaria 144/2009, 5 de Fevereiro, que define as áreas e condicionalismos ao exercício da pesca lúdica, incluindo a apanha lúdica, em águas oceânicas da subárea da zona económica exclusiva do continente, águas interiores marítimas e águas interiores não marítimas sob jurisdição da autonomia marítima e revoga a Portaria n.º 868/2006, de 29 de Agosto

terça-feira, março 18, 2008

Reunião Pesca Lúdica

No Sábado, dia 23 de Fevereiro, decorreu na Lourinhã uma reunião informal com representantes de numerosas instituições ligadas à pesca lúdica, entre as quais clubes, associações e sites, com o objectivo de analisar o actual estado da pesca lúdica de mar e de águas interiores e de estudar a criação de uma entidade representativa do sector em Portugal.
Por unanimidade, os presentes concordaram em que se avançasse para a criação de esta entidade, por ser necessária uma entidade supra-associações que defenda de maneira mais eficaz a pesca lúdica e os pescadores, por ser obviamente transversal e abrangente aos utilizadores dos recursos hídricos.

Estiveram presentes:

Adérito Alves (EFSA Portugal)
Alberto Reis (Associação Água Selvagem, APPA e Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Alexandre Alves
António L. Lemos (Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
António Vilas
Dinis Ermida (Mundo da Pesca)
Élvio Mendonça (EFSA Portugal e Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Ezequiel Silva
Fernando Corvelo (Associação Água Selvagem)
Fernando Encarnação (www.pescadesportiva-pt.net)
Francisco Frias (www.pescador.com.pt)
Gil Monteiro (Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Jó Pinto (Zuca)
João Borges (Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
João Miguel Costa (Associação Portuguesa de Pesca ao Achigã e Defesa da Natureza)
Jorge Pereira
José Afonso
Luís Batalha (www.pescaemsintra.com e Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Luís Borges (EFSA Portugal)
Luís Nabais
Luís Vicêncio
Manuel Horácio (www.katembe2.com e Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Paulo Santos (www.pescador.com.pt)
Ramiro Santos (www.pescador.com.pt)
Raul Ferrão (Comissão para a Defesa da Pesca Lúdica e dos Recursos Marinhos)
Tiago Lemos (Cascais Mar e Pesca)


Foi decidido constituir um grupo de trabalho destinado a estudar as possíveis formas legais da nova associação e a avançar no estudo dos seus estatutos. Fazem parte do mesmo: Alberto Reis, António L. Lemos, Dinis Ermida, Élvio Mendonça, Fernando Corvelo, Jó Pinto, João Borges, Luís Nabais, Paulo Santos e Ramiro Santos.

Em breve serão publicadas novidades a respeito do andamento dos trabalhos.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Mensagem Água Selvagem


A Água Selvagem, enquanto Associação dedicada à defesa dos valores e princípios da pesca lúdica e desportiva, não “morreu”, continuando a fazer todo o sentido perante a realidade deste sector em Portugal. Desde 2002, data da sua criação, a Associação tem procurado defender, de uma forma honesta e dedicada, aquilo que acredita ser partilhado por todos os interessados na defesa da pesca e dos recursos aquáticos.
O trabalho desenvolvido, muitas vezes pouco visível ou apercebido de fora, serviu para atenuar em parte, pelo menos, a vontade restritiva das autoridades, que não se apercebendo do verdadeiro impacto da pesca lúdica e de tudo o que lhe está associado, criaram uma lei desequilibrada, injusta e cheia de imperfeições, onde parece que o único intuito é a cobrança de licenças e a imposição abusiva de regras sem qualquer fundamentação.

Nos últimos tempos, foi notório que a Associação passou por uma fase de menor visibilidade e capacidade de divulgação das suas actividades. Isso traduziu-se, por exemplo, na falta de actualização da página da Internet e no diálogo com os sócios. Tal fase correspondeu a um período de mudança, com o afastamento de alguns elementos que estiveram presentes desde o primeiro momento e que agora, fruto do natural cansaço, quiseram dar o lugar a outras pessoas. Foi então necessário encontrar novas pessoas e surgiu a actual direcção que teve por principal objectivo fazer esta transição e preparar uma Assembleia-geral, a realizar brevemente, para dar um novo impulso à Associação.

Mesmo assim, a Água Selvagem não esteve inactiva e participou no “Manifesto pela Pesca Lúdica” ao mesmo tempo que continuou a tentar sensibilizar as autoridades para os defeitos da lei aqui em causa. Entre outras coisas, a Associação enviou ao Governo, por duas vezes, propostas de regulamentação da lei e teve várias audiências na Assembleia da República.

Assim, reforço mais uma vez a ideia de que a Água Selvagem não está morta. Está activa e pronta para avançar para uma nova fase da sua existência onde iremos procurar aumentar o número de associados e melhorar a interface de relacionamento com eles através da página da Internet que será actualizada, do blog que será rejuvenescido e da criação de uma newsletter que terá por objectivo divulgar ainda mais as nossas actividades. A Água Selvagem precisa de todos e está ao dispor de todos os pescadores lúdicos e outros utilizadores dos recursos hídricos portugueses.

O Presidente da Direcção

Fernando Corvelo

terça-feira, fevereiro 27, 2007

A união faz a força


Hoje queria transcrever aqui um Editorial da excelente revista Loup & Bar, n.º 13, Fev/Mar 2007, sobre a preservação do robalo e que faz muito sentido num momento em que Portugal se trata tão mal a pesca desportiva e os pescadores lúdicos:


"Todo o pescador está- ou deveria estar- interessado na preservação do objecto da sua paixão, ou seja no nosso caso, o robalo e mais genericamente, as espécies marinhas e o ambiente onde evoluem. Ora, podemos constatar, mesmo que isso se aplique a muitas outras áreas, que os pescadores que investem investem nisso com verdadeira iniciativas estão longe de ser a maioria. Agora com o aparecimento da Internet, espectacular meio de trocas, os que partilham os mesmos ideais, podem agrupar-se. Assim têm surgido nos últimos seis, sete anos, diversas associações como é o caso da CARVENIR ou a UNION NATIONALE des CARPISTES en MOUVEMENT no que diz respeito à água doce e o COLLECTIF BAR EUROPÉEN (CBE) para a pesca no mar. Contudo, se queremos realmente mudar alguma coisa não podemos ficar apenas atrás do teclado a polemizar o tema. É necessário também um maior envolvimento no meio associativo. Para defender os interesses de todos os pescadores é preciso bem mais determinação, convição e coragem. Por exemplo, se queremos aumentar o tamanho legal de captura do robalo ou introduzir períodos de proibição de pesca coincidentes com as épocas de reprodução, temos de nos preparar para um verdadeiro combate que exige sacrificar bastante do nosso tempo livre. Não basta apenas interpelar os poderes políticos e sensibilizar a opinião pública, é necessário também enfrentar a hostilidade de todos aqueles que apenas vêm os interesses imediatos da captura e não se preocupam em assegurar a continuidade dos recursos, que são um património comum, de onde retiram proveitos sem qualquer escrúpulo.

Não nos podemos esquecer, a união faz a força!"

Olivier Darot

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Irlanda, um exemplo a seguir

Num momento em que se fala tanto em Portugal, entre a comunidade dos pescadores lúdicos, da nova regulamentação, convinha olhar para o que se passa noutros países sobre esta matéria, para podermos aprender um pouco mais e fazer uma legislação que não só defenda os recursos e a pesca como também beneficie o país.
Um dos países europeus mais avançados nesta área é a Irlanda, bastanto a consulta ao site da Fisheries Central Board para perceber a distância que ainda temos de percorrer. No que diz respeito ao nosso Dicentrarchus Labrax, a Irlanda tem um longo caminho de preservação e defesa da espécie (cerca de 10 anos) e actualmente a sua pesca tem de respeitar os seguintes pontos:


  • Em cada 24 horas cada pescador apenas poderá ficar com dois peixes;
  • O tamanho mínimo de captura está fixado nos 40 cm, devendo os peixes mais pequenos ser devolvidos vivos à água;
  • A venda ou a oferta para venda é estritamente proibida;
  • A pesca é interdita entre 15 de Maio e 15 de Junho.
Seria muito bom que as nossas autoridades conseguissem perceber realmente a lógica da pesca desportiva e aproveitassem os bons exemplos que já existem ao invés de criarem legislação apenas preocupada com a aplicação de multas, limites e restrições sem qualquer fundamento científico.

Consultem o site www.cfb.ie



quarta-feira, dezembro 13, 2006

Reflexões sobre a lei da pesca lúdica



Meus amigos, deixo aqui alguns dados sobre o valor da pesca desportiva:

  • Calcula-se que existam na Europa, cerca de 8 a 10 milhões de pescadores que praticam a pesca desportiva e de lazer no mar;
  • Associada está uma indústria que oscila entre os 8 e os 10 mil milhões de euros.

Fonte: Comissão Europeia

Não seria mais sensato apostar mais na pesca desportiva e limitar mais outros tipos de pesca que apenas destroem os recursos de forma indiscriminada? Numa altura em que os pescadores desportivos em Portugal são confrontados com legislação para regular a pesca lúdica altamente restritiva seria bom as nossas autoridades reflectirem um pouco melhor nas opções para este sector tendo em vista aproveitar as magnificas potencialidades da nossa costa ao invés de continuarem refens de interesses instalados.

Será que ninguem se questiona qual a razão que leva os pescadores desportivos a ficarem obrigados a cumprir limites quer de capturas quer até dos próprios locais onde pescam e nada se faça para impedir a chacina que acontece todos os anos ao longo da nossa costa com os chamados pescadores artesanais a encher as praias de redes e aparelhos e a impedir que o peixe possa desovar? Será que ninguem se questiona da justiça que é ter de pagar para pescar e ainda por cima subsidiar a actividade que mais prejudica os recursos da nossa costa?

Será que para além de todos os impostos que pagamos ainda teremos de dar mais um subsidio a tantos que se gabam de fazer grandes lances de robalos e sargos e que não respeitam nada nem ninguém, aplicando com grande gabarolice o lema de que o que apanharem hoje não fica para outro apanhar amanhã. Eles merecem ser apoiados, subsidiados pois contribuem para preservar as espécies. É fantástico isto.

Triste país o nosso!!!

Pesca lúdica reconhecida pela UE

No passado dia 15 de maio o Comité das Pescas do Parlamento Europeu adoptou uma resolução convidando a Comissão Europeia a avaliar o papel ...