sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Mensagem Água Selvagem


A Água Selvagem, enquanto Associação dedicada à defesa dos valores e princípios da pesca lúdica e desportiva, não “morreu”, continuando a fazer todo o sentido perante a realidade deste sector em Portugal. Desde 2002, data da sua criação, a Associação tem procurado defender, de uma forma honesta e dedicada, aquilo que acredita ser partilhado por todos os interessados na defesa da pesca e dos recursos aquáticos.
O trabalho desenvolvido, muitas vezes pouco visível ou apercebido de fora, serviu para atenuar em parte, pelo menos, a vontade restritiva das autoridades, que não se apercebendo do verdadeiro impacto da pesca lúdica e de tudo o que lhe está associado, criaram uma lei desequilibrada, injusta e cheia de imperfeições, onde parece que o único intuito é a cobrança de licenças e a imposição abusiva de regras sem qualquer fundamentação.

Nos últimos tempos, foi notório que a Associação passou por uma fase de menor visibilidade e capacidade de divulgação das suas actividades. Isso traduziu-se, por exemplo, na falta de actualização da página da Internet e no diálogo com os sócios. Tal fase correspondeu a um período de mudança, com o afastamento de alguns elementos que estiveram presentes desde o primeiro momento e que agora, fruto do natural cansaço, quiseram dar o lugar a outras pessoas. Foi então necessário encontrar novas pessoas e surgiu a actual direcção que teve por principal objectivo fazer esta transição e preparar uma Assembleia-geral, a realizar brevemente, para dar um novo impulso à Associação.

Mesmo assim, a Água Selvagem não esteve inactiva e participou no “Manifesto pela Pesca Lúdica” ao mesmo tempo que continuou a tentar sensibilizar as autoridades para os defeitos da lei aqui em causa. Entre outras coisas, a Associação enviou ao Governo, por duas vezes, propostas de regulamentação da lei e teve várias audiências na Assembleia da República.

Assim, reforço mais uma vez a ideia de que a Água Selvagem não está morta. Está activa e pronta para avançar para uma nova fase da sua existência onde iremos procurar aumentar o número de associados e melhorar a interface de relacionamento com eles através da página da Internet que será actualizada, do blog que será rejuvenescido e da criação de uma newsletter que terá por objectivo divulgar ainda mais as nossas actividades. A Água Selvagem precisa de todos e está ao dispor de todos os pescadores lúdicos e outros utilizadores dos recursos hídricos portugueses.

O Presidente da Direcção

Fernando Corvelo

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Amostras Jackson


É com grande expectativa que espero o momento de lançar à água as amostras da Jackson que acabei de receber da Anaquático.

A primeira impressão é muito boa, já que estas amostras têm excelentes acabamentos e uma gama de cores muito atraente. O seu peso, aparentemente reduzido em alguns modelos, é compensado por um aerodinânica irrepreensível e um formato bem pensado.



As Athlete Slim Series são as novas amostras da classe Athlete que foi lançada em 1982. A 12FSM tem um peso de 14g, um comprimento de 120 mm e afunda cerca de 60 cm. A 12FSS, com as mesmas características é uma amostra que afunda apenas 30 cm.

Ambas possuem um sistema de deslocação de peso que favorece imenso os lançamentos sendo possível alcançar boas distâncias sem quaisquer dificuldades. A sua acção é uma mistura de wobling e rolling.



As fateixas são Owner ST46 #5, de óptima qualidade, parecendo-me que estão perfeitamente equilibradas com o formato e tamanho da amostra.


Recebi também as Katana da Qu On, também comercializadas pela Jackson, que à primeira vista me deixaram com água na boca. Estas amostras suspending têm 13 cm para um peso de 19.5 g.

Este fim de semana espero conseguir ir fazer uns lançamentos e trazer uns robalos com estas novas amostras. Depois ponho aqui os desenvolvimentos.

Para mais informações: www.jackson.jp

sexta-feira, janeiro 18, 2008

A cor das amostras (III)

As chamadas cores imitativas, aquelas que pretendem imitar mais perfeitamente a cor das presas dos robalos, destinam-se a exaltar e provocar o instinto de fome entre os predadores. É o caso das amostras que imitam as sardinhas, as cavalas, ou pequenas tainhas, manjar tão apreciado dos nossos robalos.



As cores incitativas são cores fortes, fora do comum, que têm por objectivo provocar a agressividade do robalo levando a atacar a amostra mesmo que não tenha fome ou ande a caçar.

Por quais devemos então optar? Na nossa modesta opinião devemos ter as duas opções na nossa caixa de amostras de forma a conseguirmos tirar o maior proveito possível das vantagens de ambas. Se é verdade que em muitas ocasiões os peixes apenas pegam em amostras discretas, mesmo de noite, também não é menos que noutros momentos, as amostras com as cores mais improváveis são aquelas que vão buscar os maiores exemplares e as melhores pescas.

A cor das amostras (II)

Quando pescamos com pouca água e com condições de boa visibilidade a tendência deve ser para usar cores imitativas que se aproximem, como dissemos atrás da cor da água. Ao nascer e por do sol podemos optar pelos laranjas ou pelos dourados que se mostram bastante eficazes nessas condições.
Quando pescamos à superfície com tempo ensolarado podemos optar por cores que produzam um efeito de espelho, podendo-se escolher aquelas amostras cromadas ou flancos bastante brilhantes. Com estes modelos conseguimos emitir raios luminosos que funcionam como chamarizes para o robalo que se encontra a caçar na camada superior da água. Em dias de mares mais agitados e de grande luminosidade, podemos optar por amostras com cores metálicas, que demonstram ter maior eficácia devido aos flashes que produzem.

À noite podemos optar pelas amostras de cores mais escuras ou em noites claras com muita lua por amostras brilhantes que possam reflectir essa luminosidade dentro de água e assim atrair os predadores.

A cor das amostras (I)

As cores, segundo a sua capacidade de penetração na água poderão ser classificadas em três grandes categorias. Assim teremos as chamadas cores frias, como o azul, violeta e alguns verdes, que conseguem ter uma boa visibilidade em maiores profundidades, depois as cores quentes, como o laranja, vermelho e amarelo, que perdem as suas qualidade atractivas pouco depois de afundarem um pouco e finalmente as cores fluorescentes, como as “chartreuses”, que podem em determinadas ocasiões fazer muita diferença em qualquer profundidade.

Perante este pequeno quadro de cores como escolher então? Pensamos que a escolha de uma determinada cor deve sempre ter em conta a hora a que pescamos, a luminosidade do meio ambiente, a cor da água e a profundidade a que iremos pescar. Da conjugação destes factores resultará a opção por determinada cor e uma primeira ideia base é a de que para dias claros e águas claras devemos utilizar amostras claras e para dias escuros e águas mais tapadas devemos optar por amostras mais escuras.
A regra, se é que podemos dizer que existe alguma, é fazer aproximar o máximo possível a cor da amostra da luminosidade existente pois dessa forma estaremos a potenciar as possibilidades do nosso artificial ser mais facilmente detectado pelo robalo. Por vezes amostras com grandes contrastes com o meio onde irão evoluir acabam por produzir piores resultados e as mais discretas acabam por ser mais eficazes. Não é por acaso que o branco é uma cor que devemos ter sempre nas nossas caixas permitindo fazer a diferença muitas vezes, porque é uma cor que se adapta a uma grande variedade de cores de água.

O que vê o robalo

A questão mais importante de todas quando pescamos, pois é dela que tudo o mais irá depender, é a de saber qual o grau de visão do robalo. Será que só vê tonalidades de cinzentos ou é capaz de distinguir algumas cores? Alguns trabalhos científicos já vieram provar que o robalo consegue distinguir algumas cores e mesmo se eles não existissem poderíamos perceber isso pelo facto de que em certos dias e ocasiões apenas uma determinada cor de amostra apanha peixe e as outras, até do mesmo modelo, não conseguem qualquer captura.

Tal como explica Stéphane Puissat, um biólogo francês, é possível verificar, ao microscópio, que o olho do robalo possui células em cone que permitem identificar e distinguir as cores ao mesmo tempo que possui uma capacidade enorme para identificar os contrastes do meio em que evolui, notando perfeitamente qualquer movimento brusco, mesmo em condições de menor visibilidade.

Todavia e como a visão é a combinação de uma troca de informações entre os olhos e o cérebro e que o cérebro de um peixe não é muito grande, acaba por ser mais derivado a reflexos condicionados do que por uma identificação clara que o robalo acabará por atacar a sua presa. Isto explica que muitas vezes se consiga apanhar tanto peixe com amostras muito simples como com uma que é uma perfeita imitação de uma presa e que seja até permitido dizer que o movimento da amostra dentro de água acabará por ser mais importante que a cor da amostra.

Amo-te Lisboa virada ao Tejo

Dizem que um dia alguém cantou
Que por amores Lisboa se perdeu,
Por amores se perde quem lá voltou
Por amores se perde quem lá nasceu.

Dizem que um dia alguém contou
Que uma moira cativa no Tejo desceu
Por amor, Lisboa a moira libertou,
De amores por Lisboa a moira morreu.

Juntaram-se os telhados enfeitiçados
Apertadinhos os dois e entrelaçados
Num fado castiço numa rua de Alfama

E o Tejo, que é velho, beija a Cidade
Morre-se de amores em qualquer idade
Perde-se por Lisboa quem muito a ama!

Rogério Martins Simões

Pesca lúdica reconhecida pela UE

No passado dia 15 de maio o Comité das Pescas do Parlamento Europeu adoptou uma resolução convidando a Comissão Europeia a avaliar o papel ...