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sexta-feira, abril 15, 2011

Novas abordagens - MC Zaltz 1062 MH Shore Jigging

Já tenho comigo a minha nova aquisição, a Major Craft Shore Jigging Zaltz, de 3,23 metros e de C.W até às 60 gramas.

É uma cana de duas partes, com passadores e porta carretos Fuji e excelentes acabamentos, anunciada com uma acção Regular Slow (regular lenta), e com um line rating de PE 3/25 libras.

Apesar de concebida para pescar com zagaias/casting jigs a partir de costa, é minha intenção também usar vinis grandes com cabeçotes pesados e amostras rígidas pesadas.

Já fiz algumas pescas com ela, experimentando tanto metais, vinis e amostras rígidas.

O lançamento é fenomenal, especialmente com os casting jigs.

Mesmo pescando com as 60 gramas a cana carrega no lançamento bastante bem, nunca transmitindo que está em esforço.

Também lança a grandes distâncias swimbaits de vinil com cabeçotes de 30, 40 e 50 gramas, fazendo poucos helicópteros comparando com as canas de "spinning" normais.Em relação à sensibilidade da cana para trabalhar estes vinis, o meu receio de não sentir o "bater" da amostra no fundo revelou-se sem fundamento, sentindo-se na perfeição, até com cabeçotes mais leves como p.ex 20 gramas.

Em relação às amostras rígidas, testei o lançamento com pencil poppers e poppers de 28 gramas até às 40, e revelou-se impecável, tanto no lançamento tanto como no trabalhar.

Lança também amostras rígidas como as Duel Aile Magnet e as LC Flashminnow 130 MR, sentido-se o vibrar das amostras, no entanto, apesar de ter uma acção lenta, é demasiado rígida para se conseguir animações técnicas com a mesma facilidade de uma cana mais leve.

Mas, para as lançar e trabalhar em mares grandes e com força (que para mim era um dos objectivos), cumpre sem problemas.

A cana transmite uma sensação de força imensa, sinceramente acho que é potente "demais" para os robalos, talvez a não ser com mares grandes e em sítios muito complicados (situações onde a irei usar), no entanto planeio também usá-la para pescar às corvinas, e aos pelágicos das águas insulares. Espero daqui a uns meses dar uma opinião pessoal mais detalhada sobre esta cana, de momento e tendo em conta que foi uma compra e escolha praticamente "no escuro", estou bastante satisfeito com a Major Craft.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Casting Jigs - Simplicidade ao alcance de todos.

Com o Verão chegaram o calor e o aquecimento das águas, condições que ainda podemos aproveitar no ínicio do Outono.
Quando estes dois factores se reúnem ao longo da costa portuguesa ficam ao alcance dos pescadores de costa espécies de pequenos predadores marinhos, que normalmente nas outras alturas do ano são escassos ou de uma presença bastante irregular.
Espécies como a cavala, sarda, carapau, palmeta ou o sarrajão são alguns exemplos.





Muitas vezes creio que na busca dos grandes exemplares, sejam robalos ou outro predador, se esquece que a pesca deve ser acima de tudo divertida e simples.
Um método de pesca com amostras artificais simples e divertido consiste na utilização de amostras de metal denomiadas zagaias ou se utilizarmos termos anglo-saxónicos casting jigs.





Estas zagaias, contrastando com muitas utilizadas no jigging são mais leves e mais pequenas, sendo desenhadas para trabalhar nas diferentes capas de água (dependo da velocidade de recuperação) e não apenas à vertical, como a maioria das zagaias de jigging.
Para além disso são capazes de lançamentos extremamente longos.
Para este tipo de pesca, utilizo pesos até às 28 gramas, sendo os que utilizo mais vezes entre as 14 e as 21 gramas, o lançamento com este tipo de amostras, dado ao seu aerodinamismo, pequena dimensão e densidade, não é problema.
Em relação aos tamanhos, normalmente utilizo casting jigs no máximo até aos 10 centímetros.


Em relação à cana e carreto, a meu ver quanto mais leve melhor.
Lembre-se que o objectivo é a diversão e, em príncipio os pesqueiros serão sem grandes obstáculos.
Um carreto de tamanho 3000 (Shimano) ou 2500 (Daiwa) cheio de multifilar (por vezes 100 metros não chegam, os lançamentos com estas amostras são bastante longos) serão suficientes.
Para pescar aos pequenos predadores em portos e pontões, uma cana pequena de 2 metros, até aos 2,70 metros também servirá, o mais leve possível e com C.W. suficiente para lançar os casting jigs pretendidos.
Um bom multifilar até aos 0,15 mm de espessura e com uma baixada de flurocarbono de 0,30 mm também serão suficientes.
È verdade que por vezes poderão aparecer peixes mais possantes, como os sarrajões ou robalos, mas em princípio em zonas portuárias ou de paredão conseguirá dominar e cansar o peixe sem grandes problemas, no entanto o chalavar é sempre uma boa ajuda.




(Fotografia cortesia de Rui Duarte)

Apesar de não o parecerem à primeira vista, podem ser imprimidos várias tipos de animações aos casting jigs.
Podem ser lançadas para longe e se o fundo for de areia, deixar-se afundar até ao fundo, depois podem ser aplicados toques de ponteira à vertical, para que a zagaia suba e desça executando um movimento em "dentes de serra".
Os toques devem ser intercalados com pausas, pois muitas vezes os ataques dão-se quando enquanto a zagaia desce.




(Fotografia cortesia de Júlio André)

Também pode ser utilizada uma animação mais linear, de lançar e recolher, no entanto se dermos toques laterais de ponteira vamos aumentar o poder de atracção do casting jig, pois este vai virar bruscamente com os toques, mostrando os flancos e brilhando, atraindo assim os predadores.
Podemos ainda simplesmente lançar, recolher e pausar a recolha, muito ao estilo stop & go, obrigando assim o casting jig a parar e descer.
Em relação às cores, gosto de utilizar os azuis e verdes em águas muito cristalinas, e quando a água se apresenta um pouco mais tapada gosto de laranjas e brancos.
O rosa é uma cor com a qual tenho tipo bons resultados a qualquer altura do dia, assim como os metalizados/cromados.

É um tipo de pesca simples e que dá bons resultados, ideal para quem se inicia na pesca e ainda é "descrente", dando um grande gozo quando se tem um peixe ferrado, para além de se ter a possibilidade de apanhar vários exemplares num curto espaço de tempo.



(Fotografia cortesia de Ana Mesquita)


Aproveitem os dias bons enquanto duram e levem um amigo(a) a pescar.
Não se arrependerá, e quem sabe, arranjará uma nova companhia outras jornadas no Mar.

Bons lances, e acima de tudo, divirta-se!

domingo, setembro 12, 2010

Metal Jigs vintage renovados!

Estão prontas após uma pintura com spray acrílico.
Todos os casting jigs foram feitos (há muito tempo atrás, quando os dinossauros caminhavam na Terra) pelo Alexandre.
Eu aproveitei as relíquias e pintei.Colei uns olhinhos bem desalinhados, e amanhã irão à água.Veremos se os serras, sardas e cavalas gostam.
Gosto especialmente da de lombo azul, barriga branca e cabeça vermelha, acho que a pintura até está razoável.









Venham eles!

Pesca lúdica reconhecida pela UE

No passado dia 15 de maio o Comité das Pescas do Parlamento Europeu adoptou uma resolução convidando a Comissão Europeia a avaliar o papel ...