Este é um espaço destinado a todos aqueles que gostam do mar e da pesca ao robalo e outros predadores com amostras! Técnicas, experiências e pescarias para partilhar.
Baixada: 1,20 m, Atko Fluorocarbon da Yuki 0,45 / 15.24 kg
Um post atrasado comsabor a Verão.
Umas férias grandes que não foram programadas como férias dedicadas à pesca, mas atendendo ao local escolhido, na véspera da partida fiz um esforço :-) e preparei um saco com o meu carreto, uma caixa de amostras, o grip e umas luvas.
A cana que levei foi a Exage STC ( Shimano Travel Concept), de 3,00 m. Heavy. Uma cana de viagem, facilmente transportável, de 5 elementos, que colocada dentro do seu estojo mede desmontada apenas 58 cm.
Mesmo com tantos elementos separados a cana pesa apenas 268 gr. Uma cana com uma excelente ergonomia e com muita sensibilidade ao trabalhar das amostras. Sendo uma STC ( Shimano Travel Concept), está também isenta do pagamento de taxas adicional aeroportuária como bagagem fora de formato.
Montar esta cana em carbono XT60, porta carretos e passadores Shimano Hardlite é extremamente fácil e durante toda a pesca que fiz, desde as 6:30 até às 9:00 da manhã só ajustei uma vez os vários elementos.
Nesta jornada sai de casa, em S. Roque do Pico, ainda de noite. Eram 6:00 horas, mas já raiavam a nascente alguns tons laranja. De casa até ao meu spot habitual, a Sul da Madalena são aproximadamente 22 km, 15 minutos de viagem. A missão era apanhar uma anxova, o jantar estava combinado e o peixe deveria estar na mesa umas horas mais tarde.
Chegado ao pesqueiro, sem vento e ondas, com uma caixa sortida de amostras comecei por pescar com a Lucky Craft SW Flashminnow 130MR - Zebra MS Chartereuse e depois com a Rough Trail 130 S, na cor N 148, mas não senti nem um toque.
O dia raiava e os tons de laranja eram cada vez mais intensos. A maré começou a descer e a água engodada começou a correr para Sul, tornando-se cada vez mais difícil pescar aquela anchova. Mudei de amostra e coloquei a Duo Tideminnow SLD 175 na cor europeia "peixe piça".
Senti no primeiro lançamento um toque e depois mais nada. Quase a desistir do pesqueiro lanço, não para a baía mas sim em direcção ao ilhéu da Madalena e na recolha uma cabeçada.
Ferrei e o peixe começou a levar linha e o Stella cantava. Senti que o peixe era grande. Cana ao alto, estava confiante, era uma H (Heavy), o arco que fazia era perfeito e senti a sua eficácia. O carreto ajudou muito mas tive o prazer de poder testar pela primeira vez esta cana. Senti passado pouco tempo que não era a anchova que por tanto ansiava, a luta não foi muito longa e percebi logo depois que era uma bicuda.
É por estes momentos que sou de algum modo adicto à pesca. Eu, enquanto pesco imagino cenários e acções da amostra dentro de água. Imagino como é que a amostra vai a trabalhar, ponho-me até no papel do peixe ao vê-la passar. Imagino como é que o peixe a observa, se encanta e ataca.
Trata-se de um momento de concentração, de fé e de abstracção total. Eu desligo da realidade. Canalizo através das maniveladas e dos toques de ponteira da cana as mensagens de comando às peripécias e acções que a amostra fará aos olhos do peixe ou da sua linha lateral.
De cana vergada e naqueles propósitos, apareceu o Sr. Luis que veio juntar-se a mim para ver a cena. A cana vergava e o carreto cantava… ele dava-me ordens… um espectáculo! " - Baixe a cana, enrole, o peixe leva-lhe a linha toda, ainda foge… ", e eu a fazer tudo ao contrário… Um stress… e quando o peixe abeirou exausto… dizia-me - Vá puxe isso! E eu já me ria… fui junto à água e com o grip tirei o peixe para a rocha. Grande sorriso fazia o Sr. Luis que se colou a mim na sua pesca às Vejas.
Com o peixe na rocha tirei umas fotos e foi ai que vi que a amostra estava gravemente ferida, tinha sido trespassada por um dente de bicuda.
Fiz mais uns lançamentos e acabei por desistir. Estive a observar o Sr. Luis na sua arte de pescar Vejas com o seu caniço de pau e com caramujo (caranguejo da rocha). A Veja andava por ali junto às pedras mesmo sobre os nossos pés. Era uma fêmea vermelha grande e gorda.
Agora era a vez do Sr. Luis mostrar a sua arte. Caniço de madeira, linha grossa, sem carreto, anzol gasto e metade de um caramujo. O peixe sentiu o cheiro e veio comer. Caniço ao alto e peixe cá para fora. Tanta foi a força que ao pôr o peixe em cima da Rocha desferrou-se e foi cair numa frincha entre duas rochas, que ninguém o tirava. O peixe estava entalado e não se chegava lá com a mão. Fui buscar uma zagaia da minha caixa e ferrei pela primeira vez um peixe fora de água. Grande sorriso fez aquele Homem. Fica as fotos para se recordar.
Já tinha o peixe para o nosso jantar, já tinha aprendido mais umas coisas com o Sr. Luis e resolvi ir embora.
A pesca para mim não é só o peixe muito menos o troféu é sobretudo o desejo da partilha. Partilhar as experiências, as histórias e o jantar com os amigos...
O peixe, como sempre, foi arranjado por mim e foi com alguma curiosidade anatómica que o fiz.
Mais tarde, grelhadas as postas, batatas assadas com manteiga e coentros. Vinho de lava e uma noite estrelada... O resto imaginem vocês…
O site de pesca Porto de Abrigo www.portodeabrigo.com , com o apoio da Estalagem do Sado, em Setúbal, vai promover a realização do Workshop referenciado em título, nas seguintes condições
Data: 17 de Dezembro de 2011
Local: Estalagem do Sado, em Setúbal
Objectivos:
• Promover a autonomia na procura de pesqueiros. • Analisar comportamentos que antecedem a acção de pesca. • Simplificar acções de sondagem. • Relacionar Sonda e GPS no processo de sondagem. • Identificar fundos mais ou menos produtivos. • Aprofundar conceitos relacionados com a detecção do melhor local para fundear. • Analisar processos para controlo do fundeio. • Reflectir sobre comportamentos em acção de pesca.
Estratégia
Análise de cartas e utilização conjunta da Sonda e do GPS, com recurso a slides de texto e fotos em PowerPoint e eventualmente a maquete de fundo em 3D. Análise de fundos, com o intuito de identificar possíveis pesqueiros e determinar as melhores características e locais de fundeio, perspectivando o aumento das percentagens de sucesso e regularidade de capturas.
As principais acções para um fundeio optimizado, dependendo dos estados do vento e do mar, serão ainda objecto de estudo e análise.
Destinatários
Todos os pescadores de pesca embarcada em embarcação fundeada ou em deriva, com ou sem barco próprio, que sintam necessidade deste tipo de informação. Os interessados poderão ser, ou não, membros do fórum do Porto de Abrigo (Café do Porto).
Neste final de Verão e início de Outono anormalmente quentes, as corvinas mantiveram-se dentro dos estuários mais tempo que o habitual. No entanto a maioria dos grandes exemplares já seguiu para mar aberto, só voltanto a visitar águas de estuário para o ano, provavelmente. A maioria das capturas têm sido feitas usando a Majorcraft Zaltz de Shore Jigging, que tem sido uma agradável surpresa, adaptando-se ao uso de vinis com cabeçotes relativamente pesados.
Usando vários tipos de vinis, desde stickbaits trabalhados muito lentamente a swimbaits recolhidos a meio da coluna de água, os resultados têm sido positivos.
Com cabeçotes até às 20 gramas, a cana transmite com sucesso os toques dos vinis a bater no fundo ou em estrutura, claro que com muito menos intensidade que uma cana específica para vinis e técnicas de fundo.
Em relação à potência a cana comporta-se de maneira muito diferente das canas de spinning dos "robalos".
A ponteira, apesar de rija comparada com uma cana de spinning "normal", tem um comportamento parabólico quando está sob tensão, no entanto, tal como nalgumas canas de jigging com uma acção parabólica, o 2/3 da cana tem uma potência brutal, dando bastante controlo quando se ferra um bom exemplar. É de sublinhar a performance bastante positiva dos jigs OLAF, mesmo com exemplares de peso superior a dez quilos usando a embraiagem do Twinpower bastante cerrada.
Para as corvinas considero-a uma cana excelente quando é necessário pescar longe e mais pesado, o que nem sempre é o mais adequado em todos os pesqueiros onde é possível capturar corvinas.
Até ao próximo lance, quando o Outono chegar em força.
Hoje faz anos o amigo José Anacleto. Aqui ficam os parabéns e votos de felicidades. Aproveito este espaço para dar novamente os parabéns à equipa da Bassnbait, José Anacleto e Manuel Anacleto, pelo 1º Lugar no Torneio APPA.
Alguns de nós não damos a devida atenção aos nós. Usualmente, quando nos apercebemos que a falha foi motivada por estes, já é demasiado tarde.
Ao falarmos de nós, entramos num mundo extremamente diversificado, onde nos podemos deparar com escolhas, funções e até gostos pessoais diversos, podendo investir nos melhoramentos, até conseguirmos o tal nó ao gosto do “cliente”.
Para começar, podemos identificar 3 tipos de nó: o nó torto, o nó direito e o Nó de escota.
O Nó de Torto, que normalmente denominamos como inútil ou que surge inesperadamente quando não elaboramos o Nó Direito corretamente.
O Nó Direito é um nó bastante fácil de elaborar e é usado para unir cabos da mesma bitola.
O Nó de Escota é outro nó de acessível execução, cuja função é unir cabos de bitolas diferentes.
Porquê eleger estes nós? Porque são mais fáceis de fazer e também podem surgir implicados na manufactura de outros.
Um outro nó também muito simples é o Nó de 8, que é usado para limitar um cabo ou para que este não esgace.
Em breve partilharemos informação sobre os outros nós que mais usamos nas nossas pescas.
Saiu hoje para a banca a terceira edição do Extra Robalos, do Mundo da Pesca. Com uma série de artigos sobre a pesca ao robalo e ainda com um video sobre spinning aos robalos e aos bonitos.
Boas leituras e apanhem uns robalos...e devolvam também alguns sempre que possível.
Embora tardiamente, queria agradecer a todos os amigos que mostraram a sua solidariedade perante a notícia do falecimento do meu pai. Peço desculpa por só agora me manifestar, mas estes têm sido tempos algo conturbados, para além de alguns problemas de saúde, que também não têm ajudado a ter disponibilidade para pescar e poder partilhar convosco pequenos momentos relacionados com esta nossa paixão. Espero em breve voltar a colaborar no blog.