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terça-feira, abril 03, 2012

Vinilando

Aproveitando a quase ausência de vento, na companhia do António Gouveia, lá se realizou mais uma pesca.
A ideia era experimentar um local com muito pouca ondulação, e fundo, um pesqueiro de pedra relativamente alto e com uma profundidade de apróx. 10 metros.
Decidimos utilizar vinis com cabeçotes entre as 20 e as 30 gramas, deixando-os afundar até junto ao fundo, e de seguida vir recolhendo até à superfície com toques e pausas, quando chegavam perto da superfície, abria-se a asa de cesto do carreto para o vinil voltar a afundar até ao fundo, e assim recomeçar a animação, batendo quase toda a coluna de água.
Insistimos sem grande resultado, no entanto, já passado algumas horas, eu sinto um toque que não consegui ferrar.
Volto a lançar, e praticamente à mesma distância onde tinha sentido o toque, tenho um novo ataque à amostra, que desta vez não se desferrou.




Mais uma vez, mesmo com águas lusas, o laranja à noite provou ser eficaz.
Continuámos sem grandes resultados.
Terá sido um peixe de passagem?
Quando se dá uma captura solitária, muitas são as questões que surgem.
Será que o peixe lá estava, mas nós é que não estavámos a utilizar a técnica e amostras mais correctas para os capturar?
Foi preciso aguardar mais um par de horas até o A.G ferrar o que parecia ser um belo peixe.





Depois de uma intensa mas curta luta, revelou ser um belo robalo, que viria a ser o maior da noite.
Após um ano de uso intensivo, os jigs OLAF e os vinis tipo swimbait/shad mantêm-se entre os nossos conjuntos preferidos.


E assim se passaram umas belas horas a praticar o nosso desporto preferido.

Até ao próximo lance!

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Galos no Inverno - Jigging Invernal parte II

Durante o mês de Janeiro, aproveitando um período de mar calmo, houve tempo para fazer mais uma saída ao jigging.
Mais uma vez o objectivo era tentar encontrar os robalos.
Batemos vários sítios, fundos de pedra com aspecto promissor, mas sem encontrarmos grandes marcações na sonda.
Nem comedia, nem nada que se assemelhasse a possíveis predadores.
No entanto insistimos com zagaias relativamente leves, devido à pouca corrente/deriva
Em relação às capturas, mais uma vez fui brindado apenas por grandes carapaus negrões.
Já o Mário Rodrigues e o António Gouveia conseguiram cada um, um belo peixe galo.
Ficam as fotos para a posteridade...







Até ao próximo lance, ou será caso para dizer "drop"?!

terça-feira, junho 28, 2011

Double Strike!

Apesar do vento brutal e da ondulação desordenada e forte corrente, com os esforços do skipper Mário Rodrigues, numa das várias derivas efectuadas nos pontos que nos pareciam mais propícios e avaliando as marcações da sonda, eu e o Pedro ferrámos dois robalos simultâneamente.




As amostras utilizadas foram swimbaits de vinil, com os seus respectivos jigs OLAF.
O Pedro optou por uma cor natural, e eu pelo laranja.
Seja como for, ao passar no cardume, os peixes não se fizeram rogados e atacaram com segundos de diferença.
E assim se compôs uma pesca rápida de final de tarde, pescando em locais desconhecidos e com muito trabalho de sonda.
Resolver o puzzle de possíveis novos pesqueiros, é para mim, um dos factores mais aliciantes da pesca com amostras artificais.
Quantos mais pesqueiros "dominamos", mais hípoteses temos de consoante as condições de dado dia, obter sucesso na pesca aos predadores.

segunda-feira, maio 30, 2011

Procurando os Robalos

Aproveitando os dias de bom tempo do mês de Maio que já lá vai, o team reuniu-se para fazer umas saídas apeadas e embarcadas à procura dos nossos amigos robalos.
Felizmente para nós, tivemos alguma colaboração da parte dos nossos amigos robalos.
Saímos bem cedo para aproveitar a calma matinal e as primeiras horas de luz.


Depois de chegarmos aos pesqueiros escolhidos, foi altura de muito trabalho de sonda, e posicionamento do barco por parte do skipper Mário Rodrigues.
Com alguma paciência e insistência, os resultados foram aparecendo.







A pesca de costa nocturnas também deu sessões bem divertidas, onde a capacidade de ferragem foram fundamentais.





O António Gouveia, tanto de barco com de costa foi sem dúvida o Rei do Choco.
É em quantidade e qualidade, até com vinil!








E assim se vai passando o tempo até Julho.


Está quase...!


Pedro Russo

domingo, março 27, 2011

O regresso

Depois de muito tempo sem ir à pesca, por um conjunto variado de razões, este fim de semana voltei ao mar para fazer uns lançamentos na companhia do Mário. A noite estava agradável, tempo ameno, pouco vento, a maré a descer e um pesqueiro que reunia boas condições, com fundo misto, muita pedra à mostra e um mar a ganhar força mas ainda perfeitamente pescável.

Quanto ao material estava com uma cana da Sakura, a Shin Jin, de 3 m, acção 20-60 g, uma cana forte indicada para lançar amostras mais pesadas mas que permite igualmente trabalhar muito bem artificiais mais leves. É uma cana que ando a testar e que oportunamente sairá o teste na revista Mundo da Pesca. O carreto era o meu tradicional Twin Power 4000 FC equipado com um multi Power Pro 0.19 e uma baixada de fluorocarbono de 0.41 a prever o roçar nas pedras.

A aposta inicial foi numa amostra que me tem dado muitas alegrias, a Flashminnow 110 SP na cor Laser Green Head. Na verdade, de noite começo quase sempre a pescar com ela...manias. Depois de alguns lançamentos, o Mário ferra o primeiro da noite...um peixe pequeno que acabou devolvido à água mas que o animou pois era o primeiro robalo do ano. "Já livrei a grade e quebrei o enguiço" dizia-me ele.


Sem ter ataques decidi mudar para uma outra amostra e procurar alcançar um pouco mais de distância no lançamento para ver se andavam mais longe os robalos. Optei então por uma Duo Tide Minnow SLD 145, floating, toda preta e após alguns lançamentos tive um ligeiro toque mas o peixe não ficou mas deixou-me mais animado a pensar que havia por ali realmente uns robalos.


Com o descer da maré, a água começou a ficar mais espumada e decidi mudar novamente de amostra e voltar a uma Flash 110, só que desta vez fui para o oposto e escolhi uma toda branca, a Pearl White, pois o meu instinto para ali apontou vendo a espuma a formar-se. O resultado foi um violento ataque passados alguns lançamentos e o regresso de um conjunto de sensações fantásticas que já não tinha há algum tempo. O carreto cantava e o peixe lutava com força para se soltar. Quem me conhece sabe que não costumo pescar com o drag muito aberto, confiando na cana e no carreto para me ajudarem a dominar o peixe. A cana bem vergada e as cabeçadas valentes davam-me a alegria de voltar a sentir um robalo. Após uns minutos de luta lá o coloquei a meus pés e trazendo-o discretamente até ao saco o arrumei sem que antes o observasse bem e agradecesse a Deus por me deixar estar ali a fazer o que tanto gosto.


O Mário tinha-se afastado de mim e quando voltou viu pelo meu sorriso que tinha apanhado alguma coisa...foi ao saco e voltou com as velhas expressões dele, aquelas de que já tinha saudades de ouvir...soube-me muito bem. A noite ainda deu mais um peixe de palmo  para o Mário e um outro um pouco maior para mim, acabando os dois devolvidos à água.

Para a primeira pesca do ano não foi nada mau... um robalo de 2.3 kg e uma noite muito bem passada!

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Um robalo de peso...

Foi no sábado dia 12 de Dezembro de 2010 que mais uma vez fui aliviar o stress do dia a dia num dos meus pesqueiros favoritos, perto da Nazaré. Por volta das 16h00, cheguei à beira mar e fiquei com aquela sensação de que desta vez não iria voltar com mais uma grade! O vento era fraco, o mar estava de feição, com ondulação de 1,2 m e a maré estava a encher. Um mar ideal para uma sessão de spinning! Vesti as waders à pressa, montei o Twinpower 4000 na minha Speedmaster de 3 m e apressei-me a ir para a zona que me parecia mais adequada para os labrax andarem a caçar. Uma vez no sítio certo, montei uma Flashminnow 130 metalic sardine (uma das minhas preferidas) e só me restava desfrutar o momento. Comecei por fazer umas animações (jerking) curtas com a cana rente à areia, depois passei a animar com a cana ao alto. O mar estava a deixar-me trabalhar a amostra ao meu gosto mas os toques não apareciam. Passado algum tempo sem sentir um peixe, o moral já não estava lá em cima e comecei a pensar que, apesar das condições serem optimas, o final seria o do costume: mais uma rapada para a minha extensa colecção! Mas como a esperança é sempre a última a morrer, sobretudo quando estamos a falar de pesca, lá continuei os lançamentos, mudando de sítio a cada lance para ver se dava com os robalos.
A noite já tinha caido, eram quase 18h00 e a maré estava perto de virar quando finalmente senti o primeiro toque! Aleluia! No início, pensei que fosse um robalo pequeno pois o toque foi relativamente leve. Ferrei o peixe e aí senti que o meu adversário já era de peso pois não gostou da minha acção e começou a levar-me fio! Zzzzzzzzzzzzzzzz! Que lindo som! São estas sensações que nos fazem gostar tanto desta técnica. As cabeçadas eram maciças, guardei a cana ao alto e tentei acompanhar o peixe para amortecer as suas investidas. À medida que avançava e recuava para combater o meu rival, estava cada vez mais preocupado com o receio de o perder pois tomei consciência de que o peixe era realmente grande. De repente, o fio enrolou-se na ponteira da cana e deixei de sentir o som da bobine com o fio a desenrolar-se! Ora bolas, é desta que o vou perder, pensei para mim! Tentei acompanhar as suas cabeçadas para evitar partir o leader (que felizmente era de 0,45 em fluorocarbono). Como se não bastasse esta desgraça, a força e o peso do peixe fizeram com que a ponteira se desencaixasse do resto da cana! Lá estava eu, sozinho sem ninguém para me ajudar, com a ponteira as modos que a flutuar na escuridão, a ir para trás e para a frente para não perder um dos maiores peixes que já ferrei! E como se não bastasse toda esta desgraça, veio uma onda maior que me ia mandando para o chão! Não sei como consegui mas acabei por tirar o peixe fora de água, aproveitando o escoar da onda. Corri em direcção ao peixe para o agarrar o melhor que podia e empurrá-lo para a areia seca! Ainda não tinha noção do tamanho do peixe, só depois de acender a luz frontal é que me apercebi da grandeza do animal! Tirei a fateixa daquela bocarra, fateixa essa que abriu com a força do peixe, e tentei tirar umas fotos com o telemóvel e a luz frontal a fazer de flash (pois tinha deixado a máquina digital em casa!) pelo que as fotos não ficaram com grande qualidade.Passados uns bons 15 minutos, depois de ter recuperado o fôlego, ter voltado a montar a cana e arranjado o triplo, lá fui fazer mais um lançamento. E não é que mal a amostra caiu à água, após duas ou três maniveladas, sinto um toque violento! Ele há coisas...Ferro e começo a manivelar mas o carreto, depois do contacto prejudicial com a arreia, ficou perro e acabei por perder mais um robalo que parecia bem jeitoso pelo ataque que provocou!
Ainda continuei a lançar a amostra mas o carreto não estava a colaborar e o facto de ter perdido aquele peixe deve ter assustado os eventuais robalos que andavam por perto, pelo que depois de uma hora de insistência, resolvi dar a pesca por acabada e ir pesar o bicho com a balança que tinha ficado na mala do carro! Os 6,225 kg marcados na balança quase que me assustaram! Nunca tinha pescado um robalo tão grande, media 84 cm. O meu anterior recorde tinha quase 11 anos e foi um robalo com 5 kg. Voltei para casa para mostrar o bicho à família que estava reunida a festejar os anos do meu pai e ficaram todos de boca aberta! Eles também nunca tinham visto um robalo com este tamanho! Ainda consegui tirar uma fotografia com melhor qualidade. Esta é a história do peixe de uma vida. Desejo-vos tanto prazer quanto eu tive a combater um robalo deste calibre.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Apresentação

Olá a todos,

Antes de mais, aproveito para agradecer ao Fernando, ao Alexandre, ao Pedro e ao Carlos por me terem convidado a fazer parte desta equipa de amigos apaixonados por este desporto tão cativante que é a pesca e dou as boas vindas ao amigo António nesta nova aventura.

Pesco desde os meus 10 anos quando me iniciei à pesca em água doce, num rio perto de onde vivia no nordeste de França. Em 1995 regressei definitivamente a Portugal para descobrir os prazeres da pesca à beira mar. Desde então, nunca mais voltei a pescar em água doce (sabe-se lá porquê?!).

Sou natural de uma aldeia entre Leiria e Nazaré, pelo que a minha zona de pesca situa-se entre a foz do Arelho e São Pedro de Moel (aos fins de semana e durante as férias). Durante a semana, sempre que o mar e o tempo deixem, costumo ir pescar para São Julião, Aguda ou Bicas. Sou um pescador ecléctico, pratico surf-casting, pesca à bóia, pesca de barco, jigging, corrico e com mais assiduidade spinning.

Foi com o amigo Fernando que, há cerca de 5 anos, nos aventurámos na técnica do spinning. Após alguns anos de corrico, alguns robalos e muitas grades, resolvemos evoluir e passar a pescar com as ditas "rapalas". Já tínhamos cada um uma cana de spinning, daquelas bem pesadas e pouco manejáveis, mas estava difícil dar o passo em frente! Nem sempre é fácil começar uma nova técnica de pesca sem ajuda de pessoas com alguma experiência. O clique surgiu quando, após mais uma grade à bóia de água nas Bicas, nos cruzámos com o mestre Xandre! Ele ostentava um belo robalo com cerca de 3 kg. Ficámos a pensar que afinal esta técnica era capaz de dar resultados! A conversa que tivemos com o Xandre só nos fez aumentar a vontade de começar o mais cedo possível a pescar ao spinning!
Ainda me lembro do dia em que fomos comprar as nossas primeiras amostras, umas Angel Kiss da Maria, caríssimas, numa loja do cais do Sodré! As primeiras sessões foram pouco encorajadoras! Eram grades atrás de grades! Foi um início pouco promissor! Até que começámos a apanhar-lhe o jeito e os resultados começaram a aparecer. Esta técnica já me trouxe algumas alegrias, uma das últimas foi um robalo com 6,2 kg cujo relato da captura irei colocar neste blog dentro em breve.
Desejo a todos um excelente ano 2011 com muitas e boas capturas.

terça-feira, novembro 02, 2010

Oportunidade antes da Tempestade

A semana passada, antes do mar grosso, chuva e vento forte se terem abatido sobre Portugal continental tive a oportunidade de ir mandar umas amostras contra o Mar.
O mar estava a crescer, mas "pescável".
Mexidote, água com boa cor, muita espuma, em suma bom.
Usei a Lesath 3,30 m do Xandre, precisava de uma capacidade de lançamento à distância para poder explorar uns cabeços de areia que me tinham chamado a atenção.
Comecei a pescar uma hora antes do por do Sol.
E nada.
Nem sinais de predadores, apesar do Mar se apresentar com boas condições.
Já a chegar aquela fase da desistência em que se pensa mais na ida do que propriamente na pesca, parei para uma pausa e avisei o meu amigo Miguel que não valeria a pena vir ter comigo, pois os nossos amigos ou não estavam a colaborar, ou não estavam lá.
Depois do aviso dado decidi fazer só mais meia dúzia de lançamentos.Já era noite e já sem acreditar muito lanço uma DUO Tideminnow 140 Sinking, naquela cor "mágica" amarela/chartreuse que tanto se gosta.
Um toque, um peixe, uma baila. Pequena, soltei-a assim que chegou à margem.
Outro lançamento, 3 ou 4 maniveladas, outro toque, melhor. Mais uma baila, esta já melhorzinha.
Fiz mais uns lançamentos, e sairam mais umas bailas.
Tinham entrado em força.
Capturei 7 no total, tendo libertado duas.



No entanto a melhor que se ferrou conseguiu-se escapar já bem junto da margem.
As amostras utilizadas foram a DUO e uma Flashminnow 130 MR numa cor amarela "ghost", da qual fiquei adepto.
Voltei a falar com o Miguel e disse-lhe para vir, afinal talvez valesse a pena.
A actividade parou um pouco, o Miguel e o Paulo chegaram, e eu tive que me ir embora.
Fui satisfeito, afinal já tinha "curtido" o meu bocado, mas...
...Bem me arrependi.
Ambos os meus amigos fizeram uma pesca excelente que eclipsou a minha, como se costuma dizer "Carregaram!"







Acima só um exemplo das mais de duas dezenas de exemplares de bailas e robalos que lhes saíram, tendo a maioria sido libertados.
Grande malha Miguel e Paulo!
No dia seguinte voltei ao mesmo pesqueiro, mas o mar já se apresentava muito mais forte, e consequentemente díficil de trabalhar as amostras devido à força das ondas.
Apesar disso consegui capturar uma baila, maior que as que me tinham brindado no dia anterior, e dei a pesca por terminada pois o Mar estava a crescer a olhos vistos, embrulhando até as amostras que "agarram" mais água.




Na manhã seguinte o vento forte e mar grosso fez-se sentir, alterando os fundos e turvando a água durante vários dias.
Boas alturas para organizar o material.
Até ao próximo lance!

quarta-feira, setembro 01, 2010

Foram 15 dias num dos "pedaços" do nosso País que mais gosto.
Saídas ao mar houve com fartura, os robalos colaboraram simpáticamente, apesar de tamanho modesto.
Sabe sempre bem poder pescar à superfície com boas condições.
Os maiores que me brindaram, como diz o meu amigo Carlos Lázaro, "fintaram-me bem".
Ainda bem, é o desafio que nos faz sentir vivos!
Aproveito para agradecer ao Carlos a sua amizade e disponibilidade!












Até houve direito a uma novidade pessoal a nível de capturas, um rascasso que se atirou a um senko branco.
Um rockfish em rockfishing.
Até ao próximo lance, e aproveitem o mar bom enquanto dura!








domingo, junho 20, 2010

Anchovas II

Uma vez mais nos Açores...

Entre reuniões, jantares e almoços lá consegui fazer duas pescas. Uma com o Simão Dutra e o Paulo Correia, no Cais do Pico e outra, só na “Pedra do Simão”.
Em S. Roque do Pico, estivemos 3 horas a atrair bicudas até ao paredão do Cais, mas nada as fazia atacar as nossas amostras.
Um amigo de longa data, o Eng. Cruz Leal, pescador de chernes com carretos eléctricos e entraçados de 1 mm, já estava descrente que esta nossa pesca, resultasse, quando derrepente consegui o primeiro troféu :-) … - um chicharro do tamanho da amostra. As bicudas estavam preguiçosas e as anchovas… nada.
O barco para Velas atracou no Cais e interrompemos a nossa pesca sob ordem da Polícia Marítima.
Logo depois, nas águas mexidas pelos potentes jactos do rápido e sob olhar desatento dos presentes, o Grande Simão conseguiu pela calada, com a sua nova cana Lesath Shore Game 3,00 e uma amostra Strike Pro Musky ferrar uma bicuda de 3,00 Kg


Tinhamos Caldo!!!
No dia seguinte, o vento estava de sudeste e soprava forte em S. Roque e resolvi ir ao Pesqueiro da Madalena que o Simão me tinha ensinado no ano passado. Fica perto da Fábrica de Conservas da Madalena.

Comecei na primeira enseada, a da esquerda da foto, a lançar para o sitio onde apanhei o meu anchovão do ano passado, mas era dificil, o vento não deixava. Com muita água escolhi a clássica Flash Minnow 130 MR- Aurora Black e deixá-la a trabalhar a meia água.



A minha cana desta vez, foi a Lucky Craft ESG II 9.7'' - XHXXF, carreto Stella FD com linha Power Pro 0,15 mm, com uma baixada de fluorcarbono 0,37 e com 70 cm de comprimento .

Lancei muitas vezes, puxava devagar a dar toques de ponteira… mas parecia não haver nada de nada. Talvez o Simão tivesse razão: “- As anchovas ainda não estão a encostar. A sua altura é mais para a frente... quando as águas começarem a aquecer”.

Mudei para o outro lado da ”Pedra do Simão” e com o vento pelas costas, a Aurora Black parecia ter 40 gramas. Vi alguma actividade na água, a uns 25 metros, na direcção dos ilhéus da Madalena. Um peixe morto, servia de banquente e uma gaivota pairou sobre ele e investiu. Ela levantou com parte do peixe no bico e desapareceu.

Fiz um lançamento com força e de lado para o vento, mas a amostra caiu longe do resto do peixe e recuperei rápido para voltar a tentar acertar com a Aurora naquele sítio. Foi aí que tive o toque e ferrei a primeira anchova. Deu alguma luta e o prazer de ver o drag a cantar era muito compensador. Desci até à beira da água e com o grip tirei um exemplar de 40 cm. Sangrava e devolvi de imediato à água.

A anchova é um peixe muito resistente, forte e tem uma capacidade notável de lutar com alguma violência. Quando se sente ferrada corre para a esquerda e para a direita, mas cansada afunda ligeiramente. É uma sensação fantástica, ver o peixe de lado a vir a meia água principalmente quando a água é cristalina como era aquela do dia 4 de Maio.
Mantive o alvo, a Aurora Black e a fazer recuperações rápidas evacabei por ferrar mais 7 anchovas. Todas praticamente de seguida e todas elas com a medida entre os 30 e os 50 cm.



Anchovas grandes..., daquelas mesmo grandes, é que nada... Disse-me o Simão, mais tarde, que as grandes são mais preguiçosas e que a recuperação tem que ser de toques e pausas fazendo com que elas ataquem.

Cada uma das anchovas mereciam um relato. Mas é demais…
Cada toque, cada ferragem e cada peixe é diferente. É isso que me fascina na pesca!!!
E estando só naquele pesqueiro, desrespeitando uma das regras da pesca, bem sei, encontrei-me com a natureza e confesso que estava muito bem.Libertei todos os peixes, fotografei duas das anchovas e fiz pequenos vídeos com o meu telemóvel, que partilho com vocês.

PS: Não mudei de amostra, mais uma vitória ou preguiça da idade, sei lá ! E não usei guizo, Xandre :-) !

quarta-feira, maio 12, 2010

Consolidação de Conhecimentos

Na pesca com amostras artificiais, seja qual for a sua vertente, apenas depois de muitas experiências, de muitas sessões de tentativa e erro é que se consegue alcançar a tão difícil regularidade a nível de capturas, regularidade essa que é sempre imprevisível.
Afinal, a pesca desportiva é tudo menos uma "ciência" exacta, e até mesmo os mais experientes e com muitas horas a lançar amostras obtêm os resultados inversos às suas expectativas, sejam elas boas ou más.
Falando em experiências e aprendizagens, o ano passado foi bastante rico em ambas, ontem tive tempo livre e decidi ir fazer duas coisas diferentes:

1º - Testar um possível pesqueiro novo o qual já me tinha chamado a atenção.
2º - Testar a sensibilidade da minha nova aquisição, uma Gloomis SJR 783 MH 6'6'' IMX, em acção de pesca nocturna.

O pesqueiro escolhido é uma zona bastante baixa, com cerca de 1,5 metros de altura na máre vazia (no máximo) mas de corrente aceitável.
Nunca lá tinha pescado, mas sabia de antemão, pelos relatos dos vários pescadores de surfcasting que lá estavam, que por vezes saíam por ali uns robalos e uma ou outra corvinota.

Comecei uma pesca lenta de prospecção, com animações que através da experiência aprendi que são bastante eficazes especialmente para as corvinas (em relação a essas animações especificas, ficará para mais tarde :) ), montando um shad Powerbait da Berkley e um cabeçote articulado da Owner de 10 gramas, que promove uma natação bastante errática e maximiza ainda mais as vibrações emitidas pelo vinil.

A sensibilidade do carbono IMX da Gloomis é sem dúvida bastante boa, para além do lançamento ser excelente, conseguia sentir na perfeição a amostra a trabalhar e a tocar no fundo, distinguindo lodo de pedra sem qualquer dificuldade.

Batendo a zona em leque ao fim de cerca de 6 ou 7 lançamentos sinto um toque franco e faço o movimento de ferragem, no qual a acção rápida da cana ajuda bastante.
Ferro o adversário que estava no outro lado da linha e este rapidamente começa uma corrida longa e forte, típica de uma espécie...

Estava a pescar com o meu velhinho Daiwa Emblem-S 2500 por ser leve, para não desiquilibrar a cana.
O drag estava ao rubro, fechado rés vés ao que o Fireline 0,17 e o baixo de Seaguar AbrazX 0.33 mm pode suster com segurança.

A luta foi emocionante e é sempre óptimo sentir a adrenalina ao lutar com um bicho que ameaçava ser de boas dimensões.

Corridas longas e fortes, com o drag a apitar à séria, seguidas de paragens bem coladas ao fundo.

Mas os minutos foram passando e o meu adversário foi-se cansando aos poucos, quando parava rapidamente tentava "bombear" o peixe para cima.
No entanto a brincadeira correu sérios riscos de dar para o torto quando o peixe já estava bem da margem, teimava em embicar para uma série de rochas submersas, com calma, trabalho de cana e carreto e alguma sorte à mistura lá se evitou que roçasse de vez numa rocha.

Por vim o bicho veio ao de cima, e revelou-se ser este bonito animal:


Pesou 13 kilos e picos, e estava em boa forma.


Aproveito para agradecer ao Sr. Carlos, pescador de surfcasting que estava por lá, pelas fotografias que tirou.




A ferragem foi bastante eficaz, ficando o anzol cravado mesmo no "osso", a rapidez da cana juntamente com o movimento de ferragem e a qualidade do anzol todos contribuiram para o sucesso.

Mais uma vez fica demonstrado que aplicar conhecimentos aprendidos através da experiência em novos pesqueiros por vezes dá resultados, claro que para isso é preciso tempo à borda de água e muitas grades pelo meio, mas mais uma vez sobre as animações específicas e material, ficará para outro post!

Até ao próximo lance! Haja tempo para pescar!


sexta-feira, abril 16, 2010

Robalos nas Ondas na Pescamar de Abril 2010

A revista espanhola Pesca Mar publica na sua edição de Abril de 2010 uma entrevista comigo e outros entusiastas da pesca ao robalo com artificiais.




Boas pescas! Libertem!

segunda-feira, abril 12, 2010

Fui, Vi, e Vim.

Nestes dez dias que passaram tive a sorte de dar uma voltinha pela Europa, fazendo o percurso França -> Bélgica -> Holanda.
Foi uma experiência da qual guardarei memória, foi excelente ver maneiras de pensar, organizar e de ser novas. Cidades imponentes e paisagens diferentes, enfim, sair fora do nosso Portugal e ver o que há lá fora.

Claro que na véspera da partida fui à pesca, e logo no dia seguinte à minha chegada voltei a ir à pesca.

Há que compensar os dias sem H20 e sal.

Na primeira sortida fiz uma pesca com material ligeiro e "vinilada".
Para além disso também tive oportunidade de brincar com material de casting "a sério".
Ambos os robalos foram capturados com uma cana com uns aninhos, uma Berkley The Pulse (Obrigado Alexandre Alves), cana muito ligeira feita para a pesca aos achigãs, mas que a meu ver é bastante útil para pescar aos robalos em sítios sem grandes obstáculos e onde seja necessário ter bastante sensibilidade para cabeçotes leves/amostras pequenas.
O carreto usado foi um Daiwa Emblem S 2500 que também já tem uns aninhos.

Após a foto o robalo foi prontamente libertado.

Passados alguns minutos, com o mesmo material, ferrou-se um maior.

Com o material de casting (Obrigado Sérgio Silvestre) apenas consegui amigos desses, como o da imagem acima.
Fiquei muito impressionado com a sensação de força que esta cana (e julgo que a maioria das de casting) transmite, pelo menos aos boca grande (sim, estes são os verdadeiros boca grande ^^ ) as ferragens foram fulminantes.

Depois da viagem, mais uma pesca, desta vez em menor quantidade mas em melhor calibre.


Para além do robalo simpático da foto apanhei mais outro, bastante pequeno, que foi prontamente devolvido.
A amostra utilizada foi uma Delalande Picol'Eau que trouxe de França, ao menos parte do dinheiro em "souvenirs" foi investido em amostras que trabalham.
Mais uma vez usei o mesmo carreto Daiwa velhinho e a minha BPS Bionic.

Até à próxima e que o Sol continue a brilhar!

quinta-feira, março 25, 2010

robalo abençoado 2

"Depois de muitas grades e de muitos peixes XS (extra small), nestas praias de Lisboa, o Fernando Corvelo, depois de muita insistência lá me convenceu a ir para os lados dele.
Disse-me, quando íamos a chegar à praia que "alí era certo".
Como sabem o primeiro lançamento é fraco, para por a linha alinhada na bobine, para evitar que no segundo, já esticado, se faça logo uma cabeleira.
Pois bem, nesse segundo lançamento ferrei um peixe. Nem queria acreditar... nem o drag ainda estava ajustado, a linha começa a sair, zzz do drag a deixar a linha.correr, cana vergada e consegui tirar o meio primeiro peixe decente. Tinha 1940 gr.
Os comentários imediatos foram:
-Eu não te disse, Carlos?! Estás proibido de acender a luz!"

Enquanto guardava o peixe, em escuridão total, ora me picando no peixe, ora me picando nas fateixas, o Fernando tirava outro com mais alguns gramas.
A verdade é que nem me apercebi, só se ouvia o silêncio do mar. Mas o Fernando a 10 metros de mim ajoelhou-se e ouviu-se o barulho do saco!
Prometi a mim mesmo que o próximo que apanhasse o libertaria, fizemos mais 2 horas, mas nada aconteceu.
No dia seguinte fiz um almoço de familia e agradecemos o abençoado."



Este é um post que o Carlos fazenda colocou no PCA na altura em que fizemos esta pesca, algures em 2008, e que era uma resposta a um outro post que aqui está no blogue com o mesmo nome. Achei engraçado e como recuperamos este texto decidi colocá-lo.

Boas pescas e vão libertando uns peixes!

quarta-feira, novembro 25, 2009

Quando o tempo ainda era quente...

...eu e o Alexandre fomos fazer uma pesca à noite, num dos primeiros dias de Outubro, em que os dias ainda eram amenos.

O nosso objectivo eram os robalos.
Eu pesquei com vinis montados com cabeçotes de vários pesos e o Alexandre com vinis e swimbaits rígidos.

As horas iam passando e nada, nem um toque ou algo que se assemelha-se.

Até que por fim vejo a cana do Alexandre bem dobrada e o silvo do drag do Twinpower 4000 FA a disparar.

Corridas longas e fortes, com paragens de "colar ao fundo". Rapidamente nos apercebemos que era uma corvina que estava ferrada.

Depois de alguns minutos e de uma verdadeira lição ao vivo e a cores de como trabalhar um peixe grande e combativo usando o conjunto cana + carreto, eis que por fim se dá terminada a luta depois de o Alexandre encalhar o animal e lhe jogar o "grip".


Depois de pesada marcou 14 kilos na balança analógica.
Ficou demonstrado como a potência de uma cana não se reflecte directamente no seu casting weight.
O Alexandre usou uma Lucky Craft ESG II de 2,70 m, de acção extra rápida e com um c.w. de 10-30 gramas, no entanto mais uma esta cana provou ter um blank poderoso que ajuda a controlar e a cansar um peixe de dimensões consideráveis.

Também é da minha convicção que uma cana de spinning dita "normal" (pensando nos 3 metros, de acção rápida ou médio-rápida, como por exemplo a Shimano Speedmaster, Sakura Shukan e Illex Estuary) também é capaz de combater um peixe deste calibre, desde que se tenha espaço para o cansar e se tenha calma, confiança e conhecimento no que se está a fazer.
No entanto, acredito que ao nos aproximar-mos da marca dos 20 kilos, pescando de terra, já é necessário usar-se material que nos dê mais control sobre o peixe.



A amostra utilizada foi um vinil Xorus Rolling Shad, na fantástica cor laranja com um cabeçote da Xorus de 20 gramas (não me recordo do modelo).


Entretanto eu procurava sentir algum ataque.
Montei um Zoom Super Fluke branco num cabeçote Storm Lip Weight de 15 gramas e lancei para uma zona de corrente.



Deixei o vinil afundar, e depois de o sentir a tocar no fundo inicei uma animação em "dentes de serra" recolhento com um toque seco com a ponteira da cana ao alto e seguido de uma pausa, para a amostra subir rapidamente e descer de novo até ao fundo, descrevendo assim um zig-zag na vertical.

Quando a amostra estava a meio caminho entre mim e o local onde estava a trabalhar, ao dar o "esticão" para a amostra subir sinto um impacto súbido.
Tinha ferrado algo, o que é curioso porque normalmente ao pescar com este tipo de animações sinto os ataques quase sempre durante a queda da amostra para o fundo.

A luta iniciou-se com várias cabeçadas rápidas e desconcertadas até que passado alguns segundos pararam e deram lugar a uma longa corrida de força.
O peixe seguia a favor da corrente, e a linha ia saíndo do Twinpower 4000 FB a uma velocidade considerável, com aquele som de drag sobre esforço que todos nós gostamos de ouvir.

Estava a pescar com Power Pro de 15 libras (0,19 mm) + baixo de fluorocarbono Seaguar ACE de 0,37 mm e com um snap clip terminal da Owner de 47 libras, o que é um pouco mais "grosso" do que o que normalmente uso, e como tal tinha o drag relativamente fechado.
Toda a linha que o peixe levava, era levada com o dispêndio de esforço e de energia da sua parte, no entanto o drag estava regulado para ceder linha antes de tanto o multi como o fluorocarbono entrar em risco de ruptura.

Estava claro que era outra corvina que se tinha ferrado, a corrida inical parou e o peixe "sentou-se" junto ao fundo.
Utilizei uma Shimano Speedmaster AX Jigging/Jerking, uma cana curta e potente, que considero perfeita para este tipo de pescas, seja de robalos ou das possíveis corvinas.
Quando o animal se "colou" junto ao fundo fui forçando com a cana e com a mão a controlar, fazendo força para cima, para este "descolar".

O que aconteceu, repetindo-se mais uma corrida de muitos metros e de muita força, onde me restou agarrar na cana ao alto, e esperar que o drag do carreto e o blank da cana começassem a fazer o seu papel a "matar" o peixe.

Passado alguns minutos comecei a sentir uma diminuição de força do peixe, agora deslocava-se na minha direcção à medida que eu ia "forçando".
À medida que recuperava a linha perdida o peixe ia-se aproximando cada vez mais de mim, por vezes dava uma corrida ou outra, mas nada comparavéis às corridas iniciais.

No entanto estes animais são bichos imprevisiveis, e quando já a tinha bem perto de mim, deu uma última corrida cheia de força e foi por um triz que não levou a linha a uma zona com uma grande rocha submersa, ainda senti o fio a roçar em algo (que felizmente para mim não partiu)....ficou a lição prática de nunca substimar um peixe nas partes "finais" da luta (lição que eu próprio já tinha aprendido, mas em alturas destas por vezes a adrenalina tolda-nos um pouco as lições aprendidas).

Finalmente, passados quase 10 minutos, a corvina vem ao de cima, de barriga para o ar.
Agora eu tinha quase a certeza que me tinha "safo".
Depois de a encalhar a seco, o meu amigo Alexandre jogou-lhe o grip e colocamo-la em segurança....


Depois de erguida e pesada na balança analógica marcou 18 kilos.


Obrigado Natureza por estes momentos.
Durante o Verão libertei várias "rabetas" de 2, 4, 6 e 8 kilos, tenho a crença que essas atitudes são mais tarde recompensadas em momentos como este!

Até ao próximo lance!

Pedro Russo, member of Robalos nas Ondas Argyrosomus Regius Division.

sábado, outubro 31, 2009

Uma coisa louca pela pesca

Uma das coisas mais loucas que fiz pela pesca foi, durante um fim de semana em que já tinha gasto todos os chamados “créditos” para ir à pesca, no domingo de manha, não resistindo ao apelo dos robalos, me levantei pelas cinco da manhã muito sorrateiramente e lá fui para a praia lançar as minhas amostras.
Depois de uma Sexta e um Sábado em que fui à pesca de manhã, à tarde e até à noite, na madrugada de Domingo lá fui eu, novamente, à procura deles. A manhã estava fria e custou-me a sair da cama, mas mesmo assim, peguei na roupa que ja tinha deixado preparada de vespera, comi qualquer coisa rápida e, como as coisas ja estavam no carro, foi so arrancar.

Chegado à praia, o mar estava de feição, mas os robalos teimaram em não aparecer ou em querer pegar nas minhas amostras...pelas oito como não tinha tido sequer um toque decidi regressar a casa. Quando cheguei reparei que estava tudo ainda a dormir e aproveitei para tomar um banho e enfiar-me novamente na cama...ainda dormi um bom sono e fui à pesca sem ninguem dar por ela.

Isto ainda era nos tempos em que tinha coragem para me levantar cedo... agora já é bem mais dificil!

terça-feira, outubro 20, 2009

O Inesperado Crash Test!

No dia 1 de Outubro, aproveitei a tarde livre e a desculpa de ir testar um novo pesqueiro e fazer uns lançamentos para me habituar à cana nova (uma Lucky Craft ESG I, Obrigado Alexandre e Anacleto!) e para ir até a um pesqueiro do Tejo, bem perto da minha casa, onde ainda não tinha lançado umas amostras.

Estava um calor abrasador, húmido, digno dos trópicos, e não se sentia a minima aragem.
A superfície do Tejo era um autêntico espelho.
Apanhei a maré cheia no seu ponto máximo e a sua viragem para a vazante, então decidi bater uma zona de baixios (que ficam totalmente destapados na maré vazia) de fundo de areia/lodo, mas que naquele dia tinham uns bons 2 ou 3 metros de água.

Curioso para sentir a cana a trabalhar amostras de superfície, monto uma Lucky Craft Gunfish 115 de cor Chart Back (branca com o dorso chartreuse).

Fiz uns quantos lançamentos de teste, e fiquei bastante contente com a facilidade de lançamento e manejo da amostra.
Lançou a Gunfish "nas horas" e transmite o minimo toque de pulso à amostra, dando-lhe uma animação perfeita.

É uma cana perfeita para vinis, amostras de superfície e amostras que façam pouco atrito na água como a Daiwa Saltiga, ou as Duo Tide Minnow Slim.
No entanto, com amostras mais pesadas, ou que agarrem muito a água, como a Lucky Craft Flashminnow 130 MR a cana já entra em esforço.

Depois de um lançamento que saiu bastante bem, lembrei-me de uma "técnica" usada na zona da Ilha de Faro e na Foz do Arelho e experimentei deixar a amostra ser levada pela corrente vazante, para atingir uma distância maior e para depois, durante a sua recolha, cobrir uma área mais abrangente.

Começo então a animação com pequenos toques de ponteira e uma recolha a velocidade "média" intercalada com algumas pausas de alguns segundos.
A Gunfish trabalha aos zigue-zags (walk the dog) e com "pop's" que agitam a superfície da água.

Quando a amostra estava a cerca de uns 15 metros de mim faço uma pausa pois pareceu-me ter ouvido o telemóvel tocar.
Jogo a mão ao bolso, vejo que afinal não tinha sido nada e volto a recolher, passado duas ou três maniveladas vejo a superfície da água junto à amostra agitar-se e a amostra a desaparecer, literalmente!

Começa então a luta! O peixe dispara com um arranque fortíssimo, levando-me bastante fio.
"É um robalo grande" pensei eu para mim.
No entanto não estava a sentir as habituais "cabeçadas" tão características dos robalos.
E o peixe não cedia, levava-me o fio continuamente em longas corridas, para por alguns segundos, e quando parada não cedia.
Voltava então a arrancar como um pequeno comboio.

Foi então que me comecei a aperceber, que talvez não fosse robalo, e fosse uma corvina! Senti o coração a bater mais depressa, "Uma corvina à superfície? Ora aí está uma novidade para mim!" Pensei eu.
Concentrei-me em tentar tirar o peixe.

Tinha a noção que aquela cana não era para peixes daquele calibre, apesar de sensível a cana já tinha tirado nas mãos do Alexandre Alves robalos de 6 kilos de peso e uma corvina de 8 kilos, mas eu sabia e tinha sido avisado, que com esta cana tinha que ter algum cuidado extra a trabalhar um peixe grande.
Claro que nem tinha posto a hipótese de apanhar uma corvina.

Tinha o drag relativamente solto e apenas o fechei alguns "cliques" pois não queria forçar a cana, nem fazer nenhuma asneira.
A cana estava bem dobrada, e aos poucos fui-me apercebendo que talvez esta corvina fosse maior que as a que eu estava habituado, ou pelo menos, estava a bater-se com mais força.
Naquele pesqueiro tinha algum espaço e podia dar-me ao luxo de deixar o peixe correr, o meu único receio era se ele corre-se para o fundo, e corta-se o fio nos ostrais, e facto de estar a usar Power Pro 0,15 mm + Seaguar AbrazX 0,33 mm também não me dava muita confiança para abusar da sorte.

Subitamente, parou.
Parou de correr, mas não cedia, não me deixando recuperar alguns metros de fio.
Olhei para a bobine do carreto, estava a cerca de 1/3 da sua capacidade, tinha muitos metros de multifilar na água, e muita coisa poderia correr mal.
O peixe ali estava, parado, longe da margem.
Aguentou-se assim cerca de um minuto, comecei a desesperar e a pensar que se tivesse enrolado num cabo ou bocado de rede, que por vezes são arrastados para os bancos de ostrais pela corrente, se esse fosse o caso, nada feito.

Começo então a sentir o peixe a ceder, recolho então com cuidado (estava preocupado com a cana, com o fio, bem, com tudo!) com um movimento de "bombear", para o trabalhar da cana faça o seu papel a "matar" o peixe.
E assim fui recolhendo e recuperando os metros que tinha perdido de fio, por vezes o peixe disparava de novo, mas os arranques eram muito mais curtos que os iniciais, e rapidamente me deixava tomar a iniciativa.

Finalmente, noto o multi a entrar na água já perto da margem, faço um "bombeamento" mais amplo com a cana para puxar o "bicho" para cima, lá vem ele ao de cima.

Era mesmo uma corvina, e um pouco maior que as que já tinha apanhado, consegui mante-la ao de cima, já estava derreada, e quando veio à superfície ficou de "barriga para o ar".
Se tudo corre-se bem já não arrancaria mais, mas nunca se sabe! Nenhuma "desgraça" tinha acontecido até ali e eu não gostava nada de perder o peixe por ter pressa já tão perto da margem.

Deparei-me com uma problema, estava completamente sozinho no pesqueiro (o que não é nada normal pois o pesqueiro é muito frequentado).
Estava a pescar em cima de um empedrado, e por a maré ainda ter bastante água, se por ventura a corvina afunda-se junto à margem, o fio roçaria no empedrado e *desgraça*.

Só vi uma solução, entrar pela água até à barriga, e meter-lhe o "grip" na boca.
Assim fiz, com calma tirei o telemóvel do bolso (já queimei um por banhos na pesca...), e lá fui eu.
Desci o empedrado, molhei-me até à cintura, e com algum jeitinho e sorte, grip na boca da corvina!
Subir o empedrado com a cana numa mão, e uma corvina na outra fui um desafio considerável :)

Depois de subir o empedrado, pesei-a com o "grip", acusou 15 kilos!
Fiz a minha pequena grande festa sozinho!
Apoiei o telemóvel num pilar, disparo automático e lá tirei umas fotos, a qualidade não é muita mas com a adrenalina ainda toda a correr, nem vi se tinham ficado bem tiradas!
Cá vai!



O detalhe da amostra usada:


Dias melhores que este são impossíveis! Testa-se um pesqueiro, testa-se uma cana nova, apanha-se pela primeiro uma espécie à superfície e ainda se bate o recorde pessoal!

No entanto nem tudo é um mar de rosas, lá tive eu que telefonar ao meu pai para me vir ajudar, e o trabalho que dá arranjar um peixe destes? Não tem espinha! Tem osso! :)

Se a sorte continuar do nosso lado, até ao próximo Crash Test da equipa Robalos nas Ondas!

PS: Peço desculpa por só agora colocar este post, mas só agora me devolveram o cabo de passar as fotos do telemóvel para o computador.


domingo, outubro 11, 2009

Finesse?!

Hoje demanhã, fui na companhia do Júlio (o meu pai), e do amigo Delfim, fazer uma pesca de barco pelo Tejo.

O rio apresentava alguma ondulação e o vento forte que se fazia sentir, aliado com a forte corrente vazante tornava muito difícil colocar as amostras a trabalhar nos pesqueiros pretendidos.

A manhã passou apenas com alguns toques casuais, sem nenhuma captura, nem os nossos amigos "tamboris do Tejo" deram sinais de vida.

Numa última tentativa antes de darmos por terminada a manhã de pesca, fomos fazer uns lançamentos a uma zona mais abrigada, de águas praticamente paradas, e muita estrutura para as amostras baterem.

Experimentei vários vinis sem resultado.

Estava a pescar com a cana Shimano Speedmaster AX Jigging/Jerk.
Mede 1,80 m, tem uma acção de ponta rápida, C.W. de 20-70 gr. e a Shimano classifica-a como XH (extra pesada).
É uma cana muito leve, sensível, e com muita, mas mesmo muita força para trabalhar peixe grande.
Trabalha na perfeição vinis com cabeçotes de 14 gr. até zagaias de 60 gr. (pelo menos em relação ao material que eu já experimentei).
Muito obrigado Carlos Fazenda!

Resolvi então montar um cabeçote shakey head da Strike King, de 3/8 de onça com uma Trick Worm da Zoom.

Tentei trabalhar a amostra junto ao fundo com pequenos toques de ponteira.
Apesar desta não ser adequada para esta técnica de finesse, dá para o "desenrasque".

Ao recolher a amostra para um novo lançamento, já com a amostra a cerca de 1 metro da superfície e junto ao casco do barco, vejo sair disparado um robalo vindo do fundo, que ataca a amostra com violência.

Não estava nada à espera dum ataque daqueles, pelo menos tão perto da superfície e do barco!

Depois de uma luta valente, o peixe acabou por dar-se como vencido.


Revelou ser um robalo robusto, bastante largo para o seu comprimento.



Em relação ao restante material, foi o habitual.
Twinpower 4000 FB, Power Pro 0,15 mm e Seaguar AbrazX 15 lbs.

E assim lá se safou a grade a muito custo, com uma pesca finesse muito albrabada e improvisada, mas que desta vez, lá resultou.

Até ao próximo lance do Robalos nas Ondas!

Pesca lúdica reconhecida pela UE

No passado dia 15 de maio o Comité das Pescas do Parlamento Europeu adoptou uma resolução convidando a Comissão Europeia a avaliar o papel ...