quarta-feira, novembro 10, 2010
domingo, novembro 07, 2010
Mar grande, peixe grado!
Cheers!
terça-feira, novembro 02, 2010
Oportunidade antes da Tempestade
No entanto a melhor que se ferrou conseguiu-se escapar já bem junto da margem.
As amostras utilizadas foram a DUO e uma Flashminnow 130 MR numa cor amarela "ghost", da qual fiquei adepto.
Voltei a falar com o Miguel e disse-lhe para vir, afinal talvez valesse a pena.
A actividade parou um pouco, o Miguel e o Paulo chegaram, e eu tive que me ir embora.
Fui satisfeito, afinal já tinha "curtido" o meu bocado, mas...
...Bem me arrependi.
Ambos os meus amigos fizeram uma pesca excelente que eclipsou a minha, como se costuma dizer "Carregaram!"
Acima só um exemplo das mais de duas dezenas de exemplares de bailas e robalos que lhes saíram, tendo a maioria sido libertados.
No dia seguinte voltei ao mesmo pesqueiro, mas o mar já se apresentava muito mais forte, e consequentemente díficil de trabalhar as amostras devido à força das ondas.
Apesar disso consegui capturar uma baila, maior que as que me tinham brindado no dia anterior, e dei a pesca por terminada pois o Mar estava a crescer a olhos vistos, embrulhando até as amostras que "agarram" mais água.
Na manhã seguinte o vento forte e mar grosso fez-se sentir, alterando os fundos e turvando a água durante vários dias.
quarta-feira, setembro 22, 2010
Casting Jigs - Simplicidade ao alcance de todos.
Quando estes dois factores se reúnem ao longo da costa portuguesa ficam ao alcance dos pescadores de costa espécies de pequenos predadores marinhos, que normalmente nas outras alturas do ano são escassos ou de uma presença bastante irregular.
Espécies como a cavala, sarda, carapau, palmeta ou o sarrajão são alguns exemplos.
Um método de pesca com amostras artificais simples e divertido consiste na utilização de amostras de metal denomiadas zagaias ou se utilizarmos termos anglo-saxónicos casting jigs.
Para além disso são capazes de lançamentos extremamente longos.
Em relação à cana e carreto, a meu ver quanto mais leve melhor.
Lembre-se que o objectivo é a diversão e, em príncipio os pesqueiros serão sem grandes obstáculos.
Um carreto de tamanho 3000 (Shimano) ou 2500 (Daiwa) cheio de multifilar (por vezes 100 metros não chegam, os lançamentos com estas amostras são bastante longos) serão suficientes.
Para pescar aos pequenos predadores em portos e pontões, uma cana pequena de 2 metros, até aos 2,70 metros também servirá, o mais leve possível e com C.W. suficiente para lançar os casting jigs pretendidos.
Um bom multifilar até aos 0,15 mm de espessura e com uma baixada de flurocarbono de 0,30 mm também serão suficientes.
È verdade que por vezes poderão aparecer peixes mais possantes, como os sarrajões ou robalos, mas em princípio em zonas portuárias ou de paredão conseguirá dominar e cansar o peixe sem grandes problemas, no entanto o chalavar é sempre uma boa ajuda.

(Fotografia cortesia de Rui Duarte)

(Fotografia cortesia de Júlio André)
Também pode ser utilizada uma animação mais linear, de lançar e recolher, no entanto se dermos toques laterais de ponteira vamos aumentar o poder de atracção do casting jig, pois este vai virar bruscamente com os toques, mostrando os flancos e brilhando, atraindo assim os predadores.
Podemos ainda simplesmente lançar, recolher e pausar a recolha, muito ao estilo stop & go, obrigando assim o casting jig a parar e descer.
Em relação às cores, gosto de utilizar os azuis e verdes em águas muito cristalinas, e quando a água se apresenta um pouco mais tapada gosto de laranjas e brancos.
O rosa é uma cor com a qual tenho tipo bons resultados a qualquer altura do dia, assim como os metalizados/cromados.
Aproveitem os dias bons enquanto duram e levem um amigo(a) a pescar.
Não se arrependerá, e quem sabe, arranjará uma nova companhia outras jornadas no Mar.
Bons lances, e acima de tudo, divirta-se!
domingo, setembro 12, 2010
Metal Jigs vintage renovados!
Todos os casting jigs foram feitos (há muito tempo atrás, quando os dinossauros caminhavam na Terra) pelo Alexandre.
Eu aproveitei as relíquias e pintei.Colei uns olhinhos bem desalinhados, e amanhã irão à água.Veremos se os serras, sardas e cavalas gostam.
Gosto especialmente da de lombo azul, barriga branca e cabeça vermelha, acho que a pintura até está razoável.
terça-feira, setembro 07, 2010
Corvina-legitima (Argyrosomus regius)
Eu e o Pedro Russo fizemos um texto para a revista Mundo da Pesca que foi dividido pelos meses de Julho e de Agosto e achamos por bem deixar aqui um excerto correspondente à parte que achamos mais significativa.
(A informação seguinte baseou-se em dados presentes no site Fishbase e em leituras efectuadas em vários sites de pesca, assim como através de conhecimentos partilhados em conversas informais com especialistas na área. A presença de alguma imprecisão aqui citada é da nossa total responsabilidade.)
A corvina-legitima é denominada cientificamente Argyrosomus regius, significando a expressão latina “peixe real de corpo prateado”. Esta espécie é capturada em Portugal há mais de 7000 anos atrás, existindo numerosos vestígios arqueológicos relativos à sua pesca, desde o Mesolítico.
Alguns estudos apontam para o facto de a corvina poder atingir os 100kg, outros referem como peso máximo os 50 kg. Tive recentemente, por exemplo, conhecimento de uma captura em Portugal de um exemplar com 62kg. Espécimes com pesos desta natureza podem rondar os 40 anos de idade (facto que merece veneração por parte dos pescadores, visto serem mais velhas do que o próprio ou mais velhas do que os seus filhos). Por exemplo, em contraste, uma sardinha raramente ultrapassa os 5-6 anos.
Um outro factor a destacar é o seu comprimento, que pode atingir os 2,3 metros, embora na nossa costa raramente ultrapassem o1,8 metros e 50kg.
O seu corpo é quase fusiforme e imponente, com a linha lateral bem marcada, cor de prata e a boca cor de laranja ou amarela. Em Itália são mesmo denominadas “ombrina boccadoro”, epíteto realmente elucidativo.
Distribuição: Senegal, até ao Canal da Mancha, passando pelo Mediterrâneo e Mar Negro.
É um peixe costeiro, mas pode ser encontrado a profundidades superiores a 100m.
Alimenta-se normalmente no fundo, fazendo parte da sua dieta lulas, chocos, crustáceos e outros peixes.
Uma outra característica é o som emitido, que se assemelha a um rosnar ou roncar. Estes sons são produzidos por músculos específicos localizados na região da barriga e elas utilizam-nos para comunicar entre si.
Na maior parte do ano, a diferenciação de sexos não é fácil. No entanto, na altura da reprodução, as fêmeas apresentam a barriga muito avermelhada e o ânus e a papila genital mais dilatados. Quanto aos machos, quando capturados, ao serem manipulados ou com uma ligeira pressão na zona da barriga, “ejaculam”.
Na nossa costa, a reprodução é feita nos estuários, mas para que tal aconteça tem que existir uma conjugação de vários factores ambientais. Se tal não suceder, pode não existir sobrevivência dos ovos e larvas, levando a que os juvenis, e depois os adultos, venham mais tarde a escassear nesses locais mas também noutros. O pico da reprodução ocorre nos meses de Maio e Junho, podendo prolongar-se pelo Verão. A seguir à desova, com a cavidade abdominal mais vazia e a necessitar de repor as suas energias, a sua voracidade aumenta exponencialmente, deslocando-se para águas mais costeiras. As pequenas, continuam a crescer no estuário durante o Verão, até aos primeiros frios e chuvas.
A medida mínima legal é 42cm. No entanto, estudos na costa portuguesa apontam para que a maioria dos indivíduos só se reproduzam a partir dos 70-80 cm.
Para que a partilha de conhecimentos de pesca tenha razão de existir, devemos defender determinadas posturas para que não corramos o risco de ficarmos só com os conhecimentos e não os conseguirmos praticar.
A redução de stocks de peixe é muito difícil ou impossível de imputar aos pescadores "lúdicos" ou desportivos, pois todos sabemos que as causas são outras, a poluição, a pesca profissional e a má gestão dos recursos. Contudo, não podemos apontar as baterias exclusivamente à poluição e aos profissionais, antes devemos ser críticos connosco próprios. De facto, ao apanharmos e retermos uma corvina adulta, são milhões de ovos que se perdem…e não apenas num ano, mas em todos os seguintes que ela poderia vir a viver e desovar.
Acredito que devemos respeitar os tamanhos mínimos e considero que algumas medidas deviam ser alteradas, para que as legais correspondessem efectivamente à idade reprodutora de cada espécie, aumentando as hipóteses de reprodução, e assegurando, assim, gerações futuras.
Neste momento, seria benéfico que cada um de nós, quando pescamos pequenos exemplares (tendo alguns o tamanho legal), pensássemos em libertá-los, ajudando a concretizar o sonho futuro de os podermos continuar a pescar e comer com moderação.
A corvina cresce rápido e isso explica o recente desenvolvimento da sua aquicultura. Um indivíduo com 42 cm (~700g) na Primavera pode ultrapassar os 60 cm no final do Outono (~2Kg). Compensa assim largamente deixar os mais pequenos escapar para os apanhar maiorzitos no final do ano.
Pescar, preservar e divulgar é o nosso lema, por isso acho que nada melhor do que repensar esta frase para terminar:
As corvinas já nos acompanham desde do Mesolítico, e você? Quantos mais anos as quer na nossa companhia?
quarta-feira, setembro 01, 2010
Saídas ao mar houve com fartura, os robalos colaboraram simpáticamente, apesar de tamanho modesto.
Sabe sempre bem poder pescar à superfície com boas condições.
Os maiores que me brindaram, como diz o meu amigo Carlos Lázaro, "fintaram-me bem".
Ainda bem, é o desafio que nos faz sentir vivos!
Aproveito para agradecer ao Carlos a sua amizade e disponibilidade!
Pesca lúdica reconhecida pela UE
No passado dia 15 de maio o Comité das Pescas do Parlamento Europeu adoptou uma resolução convidando a Comissão Europeia a avaliar o papel ...
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As chamadas cores imitativas , aquelas que pretendem imitar mais perfeitamente a cor das presas dos robalos, destinam-se a exaltar e provoca...
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Por estas noites voltei a ir aos robalos...o tempo estava óptimo, sem vento e o mar apresentava características muito propícias. Foram tr...
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